Pessoal desculpe o atraso. A Carol justificou o dela e o meu não fica muito longe. Faculdade, estágio e mil trabalhos de greve (pra mim ta pior do que com aula) acabaram me deixando enrolada para postar as nossas fics da ultima fase.
Contudo, aqui estão elas. Antes tarde do que nunca. Votem com sabedoria pois essa é a fase final e decisiva. Dentro de 15 dias (duas semanas), quando as votações terminarem teremos muitas surpresas pra vocês.
Bjoss
Nanna
1) A pequena sereia- Athena Bastos
http://pt.scribd.com/doc/104230094/A-Pequena-Sereia-Athena-Bastos
2) Never Let Me Go- Nat Seyfried
http://pt.scribd.com/doc/104230095/Never-Let-Me-Go-Nat-Seyfried
3) O Resgate- Sta Deka
http://pt.scribd.com/doc/104230105/O-Resgate-Srta-Deka
4) Quer dizer família- Cah ACC
http://pt.scribd.com/doc/104230117/Quer-dizer-familia-CahACC
5) Rapunzel- K.B. Oliveira
http://pt.scribd.com/doc/104230123/Rapunzel-K-B-oliveira
6) Um lugar- AC Lyoko
http://pt.scribd.com/doc/104231921/Um-Lugar-ACLyoko
7) Uma agulha da realidade- Narhima Abbas
http://pt.scribd.com/doc/104231927/Uma-Agulha-Da-Realidade-Narhima-Abbas
Mostrando postagens com marcador Fanfic's. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Fanfic's. Mostrar todas as postagens
28.8.12
20.9.11
Cap 8 da fic Possessão (até que enfim)
Antes: respondendo o e-mail da fer pqe eu esqueci de responder :P
Amore, relaxaa. Te entendo, semana qe vem tenho 3 trabs pra entregar entre relatórios, desenhos e maquete (surtando em 3.. 2..)
Finalmente povinho.
Dedicado a minha gêmeas fofinhas xD e a fer, claro.
Capitulo 8
- Me ajude a encontrar Felix, Sra. O’Neil. Por favor – pedi.
- Você e os seus comparsas mataram a mim e ao meu marido! Por que ajudaria vocês?! – ela esbravejou. – E você garoto, pare essa coisa! É rápido demais!
- Eu só estou a 40km/h! – disse Paul.
- Meu Deus! – ela fez cara de espanto.
- Se acontecer alguma coisa, Sra. O’Neil, pode ter certeza que a senhora não vai morrer – eu disse cinicamente.
- Vocês já fizeram esse trabalho mórbido – ela falou.
Fechei os olhos e cerrei meus punhos. Pra que me segurar? A situação não poderia ficar pior do que já estava.
Eu senti o nariz da Sra. O’Neil estralar no meu punho direito e sorri. Quando abri os olhos ela estava com a mão no nariz, com sangue escorrendo pelos dedos.
- Minha Nossa Senhora! Sua bastarda! – ela esbravejava com a voz abafada e fanha.
- Por que você fez isso, Suze? – perguntou Paul, não muito surpreso.
- Cala a boca se você não quiser ganhar um também.
Ele riu alto e parou o carro.
- Chegamos – ele anunciou.
- Você VAI me ajudar a encontrar Felix Diego – eu falei com um tom calmo, mas ameaçador.
- Não posso te ajudar com isso – Sra. O’Neil falou com a voz ainda fanha.
- Você vai!
- Eu não consigo encontrá-lo. Felix não pertence mais ao lado no qual estou.
- Você consegue encontrar ele. Você me encontrou, então faça a mesma coisa – eu falei, entrando no 1° grau de desespero.
- Você me chamou e eu apareci. O Senhor Felix Diego não me chamou e eu não sei em qual corpo ele está perambulando por aí – ela falou e tirou a mão do nariz que já estava concertado. Que pena.
O Sr. O’Neil apareceu no banco do carro ao lado da Sra. O’Neil e olhou para o sangue em seu vestido.
- O que aconteceu aqui? – ele perguntou espantado e tirou um lenço do seu bolso.
- Essa bastarda me bateu com o punho! – ela falou.
- Sr. O’Neil, por favor... me ajude – eu implorei.
Eu sabia que a cada minuto que passava, Jesse podia estar piorando. A bola em minha garganta voltava a cada vez que eu pensava nisso.
- Você e seus companheiros botaram fogo em nossa casa, por que nós a ajudaríamos?! – ele esbravejou, limpando o pescoço e o vestido com sangue de sua esposa.
- Nós não colocamos fogo em sua casa, Sr. O’Neil – começou Paul – Foi por causa de Felix Diego que o lampião caiu e...
- Jesse está morrendo. Por favor... – eu senti meus olhos se encherem de lágrimas e parei de falar.
- O que aconteceu com Jesse? – perguntou o Sr. O’Neil, parecendo preocupado. Parecia que Jesse era uma pessoa importante para ele, já que ele parecia se preocupar quando assunto era ele.
- Felix deu uma facada nele. Uma facada com veneno – disse Paul, quando percebeu que eu não iria conseguir falar.
Sr. O’Neil parou de limpar o sangue de sua esposa e me olhou pasmo.
- Jesse está morrendo? Por causa de Felix? – ele perguntou, ainda não acreditando.
- Isso mesmo. O seu “precioso” Felix Diego quis matar o Jesse – eu disse com a voz rouca.
Sr. O’Neil olhou para a sua esposa com tristeza e preocupação e ela abaixou a cabeça. Que diabos aquela conversa silenciosa significava?
- Eu sinto muito, senhorita. Nós não temos o que fazer – disse Sr. O’Neil.
- E nós não iríamos te ajudar de qualquer jeito – resmungou Sra. O’Neil.
- Eu não acredito que Jesse e essas pessoas tenham colocado fogo em nossa casa – disse por fim, Sr. O’Neil.
- O quê?! Como pode dizer isto, seu velho? Olha os bruxos com quem Jesse andava! Aposto que ele aceitou esse assassinato para ter vida eterna como eles! – disse Sra. O’Neil.
Em toda a minha vida, vendo as coisas mais estranhas possíveis: pessoas, fantasmas e coisa e tal, eu nunca tinha ouvido tanta asneira em toda a minha vida.
Eu tive a santa paciência de explicar para aquela mulher ignorante que eu e Paul éramos mediadores e/ou deslocadores, que nós viajamos no tempo para salvar Jesse de ser morto por Felix Diego, que aconteceu de Jesse vir parar nessa época, todas as coisas que vocês já sabem.
- Isso não existe! – disse Sra. O’Neil.
- Mas eu estou vendo você agora, minha senhora! – eu gritei sem paciência. – Como isso não pode existir se é o que eu estou fazendo agora?! Você não acredita em uma coisa que você está vendo e acredita em bruxos? A senhora é patética.
Puxei a alavanca da porta do carro e ela não abriu.
- Destrava essa porcaria, Paul! – gritei.
Ele destravou e pulei do carro, com Paul logo em seguida, fazendo o mesmo.
- E não preciso mais da sua ajuda! Eu procuro aquele porcaria do Felix sozinha! – gritei.
- E no que você vai ajudar o Jesse se vingando de Felix? – perguntou Sr. O’Neil.
- Não sei – joguei as mãos pro alto e andei em direção a porta de casa – Agora sumam se não forem me ajudar!
Os dois sumiram juntos e eu tateei os bolsos da minha calça procurando a chave da porta. Não achei.
- Droga! – resmunguei – BRAAAAAAAAAAAAAAAAD!
- Ele ainda não chegou da escola – disse Paul, calmamente.
- E você? O que ainda está fazendo aqui? – eu falei, fechando os olhos.
- Estou te dando a honra de ter a minha companhia.
- Honra? Então pode ir embora, porque não vejo nenhum motivo de honra aqui – falei irritada – Por que não vai correr atrás de outra? Ah é. Vai com a Kelly Prescott, aposto que ela ainda é a mesma vaca. Ou com a sua prima. Não sei Paul, tem tantas opções e você está aqui.
- Quem é Kelly? – ele perguntou. Sim, ele realmente havia esquecido daquela garota irritantemente inesquecível.
- Canalha.
Dei um grande suspiro, percebendo que Paul não iria embora até que alguém abrisse a porta de casa e me encostei na porta de casa.
A porta foi para trás e eu bati as minhas costas no chão.
- Que bom que deixam as portas abertas. Não faz nem um dia que viram uma tentativa de assassinato na rua de casa e deixam a porta de casa escancarada – eu resmunguei, levantando e esfregando as minhas costas doloridas.
Estava tão resmungona que tinha vontade de me dar um soco no queixo.
- Tão escancarada que você nem percebeu que estava destrancada – disse Paul, com um sorriso presunçoso no rosto.
Eu entrei em casa e bati a porta na cara dele, torcendo para que tenha pegado no nariz dele.
Eu ouvi meu estômago roncar e fui em direção a cozinha. Abri os armários e não encontrei nada, nem uma bolacha. Nem o MEU salgadinho que deveria estar lá. Dunga deveria ter comido. Espero que ele vire uma bola e exploda!
Continuei com a minha caçada contra a fome e encontrei uma caixa de suco de laranja. Peguei a caixa de suco e despejei num copo para ter certeza que estava livre de insetos. Tomei com vontade aquele copo, mas pareceu que o suco me deu mais fome.
Desisti de encontrar alguma coisa para comer e decidi assistir um pouco de televisão. O jeito era esperar Andy chegar e salvar a minha barriga da danação eterna. Ah, esqueci de mencionar que eu estava sendo extremamente exagerada hoje.
Fiquei trocando de canal por uns 5 minutos, até deixar num canal de videoclipes. Estava passando uma música do Akon.
- Realmente... é isso que você costuma ouvir? – falou alguém.
Rezei para não ser uma alma penada me enchendo o saco e virei, sem ter nenhuma esperança.
Uma garota, com um brilho espectral estava encostada na porta com um molho de chaves na mão que identifiquei como sendo as minhas chaves. Ela tinha cabelo vermelho e usava uma camiseta do David Bowie. Ele era alta, uns dois palmos maior que eu, talvez. Tinha olhos castanhos e uma cara de que não queria estar ali.
- Por que você não ouve The Runaways, Sex Pistols ou até Lady Gaga. Gosto dela, ele tem um estilo legal – ela disse, sentando ao meu lado do sofá.
- Não acho que você tenha aparecido aqui para falar de música – eu falei,desconfiada e me afastando dela – Quem é você?
- Sou Cassidy. Eu posso te ajudar a pegar o senhor Felix Diego se você me ajudar a pegar uma pessoa também – ela falou.
- Como você sabe de Felix? – perguntei desconfiada. – E como você pegou as minhas chaves?
Amore, relaxaa. Te entendo, semana qe vem tenho 3 trabs pra entregar entre relatórios, desenhos e maquete (surtando em 3.. 2..)
Finalmente povinho.
Dedicado a minha gêmeas fofinhas xD e a fer, claro.
Capitulo 8
- Me ajude a encontrar Felix, Sra. O’Neil. Por favor – pedi.
- Você e os seus comparsas mataram a mim e ao meu marido! Por que ajudaria vocês?! – ela esbravejou. – E você garoto, pare essa coisa! É rápido demais!
- Eu só estou a 40km/h! – disse Paul.
- Meu Deus! – ela fez cara de espanto.
- Se acontecer alguma coisa, Sra. O’Neil, pode ter certeza que a senhora não vai morrer – eu disse cinicamente.
- Vocês já fizeram esse trabalho mórbido – ela falou.
Fechei os olhos e cerrei meus punhos. Pra que me segurar? A situação não poderia ficar pior do que já estava.
Eu senti o nariz da Sra. O’Neil estralar no meu punho direito e sorri. Quando abri os olhos ela estava com a mão no nariz, com sangue escorrendo pelos dedos.
- Minha Nossa Senhora! Sua bastarda! – ela esbravejava com a voz abafada e fanha.
- Por que você fez isso, Suze? – perguntou Paul, não muito surpreso.
- Cala a boca se você não quiser ganhar um também.
Ele riu alto e parou o carro.
- Chegamos – ele anunciou.
- Você VAI me ajudar a encontrar Felix Diego – eu falei com um tom calmo, mas ameaçador.
- Não posso te ajudar com isso – Sra. O’Neil falou com a voz ainda fanha.
- Você vai!
- Eu não consigo encontrá-lo. Felix não pertence mais ao lado no qual estou.
- Você consegue encontrar ele. Você me encontrou, então faça a mesma coisa – eu falei, entrando no 1° grau de desespero.
- Você me chamou e eu apareci. O Senhor Felix Diego não me chamou e eu não sei em qual corpo ele está perambulando por aí – ela falou e tirou a mão do nariz que já estava concertado. Que pena.
O Sr. O’Neil apareceu no banco do carro ao lado da Sra. O’Neil e olhou para o sangue em seu vestido.
- O que aconteceu aqui? – ele perguntou espantado e tirou um lenço do seu bolso.
- Essa bastarda me bateu com o punho! – ela falou.
- Sr. O’Neil, por favor... me ajude – eu implorei.
Eu sabia que a cada minuto que passava, Jesse podia estar piorando. A bola em minha garganta voltava a cada vez que eu pensava nisso.
- Você e seus companheiros botaram fogo em nossa casa, por que nós a ajudaríamos?! – ele esbravejou, limpando o pescoço e o vestido com sangue de sua esposa.
- Nós não colocamos fogo em sua casa, Sr. O’Neil – começou Paul – Foi por causa de Felix Diego que o lampião caiu e...
- Jesse está morrendo. Por favor... – eu senti meus olhos se encherem de lágrimas e parei de falar.
- O que aconteceu com Jesse? – perguntou o Sr. O’Neil, parecendo preocupado. Parecia que Jesse era uma pessoa importante para ele, já que ele parecia se preocupar quando assunto era ele.
- Felix deu uma facada nele. Uma facada com veneno – disse Paul, quando percebeu que eu não iria conseguir falar.
Sr. O’Neil parou de limpar o sangue de sua esposa e me olhou pasmo.
- Jesse está morrendo? Por causa de Felix? – ele perguntou, ainda não acreditando.
- Isso mesmo. O seu “precioso” Felix Diego quis matar o Jesse – eu disse com a voz rouca.
Sr. O’Neil olhou para a sua esposa com tristeza e preocupação e ela abaixou a cabeça. Que diabos aquela conversa silenciosa significava?
- Eu sinto muito, senhorita. Nós não temos o que fazer – disse Sr. O’Neil.
- E nós não iríamos te ajudar de qualquer jeito – resmungou Sra. O’Neil.
- Eu não acredito que Jesse e essas pessoas tenham colocado fogo em nossa casa – disse por fim, Sr. O’Neil.
- O quê?! Como pode dizer isto, seu velho? Olha os bruxos com quem Jesse andava! Aposto que ele aceitou esse assassinato para ter vida eterna como eles! – disse Sra. O’Neil.
Em toda a minha vida, vendo as coisas mais estranhas possíveis: pessoas, fantasmas e coisa e tal, eu nunca tinha ouvido tanta asneira em toda a minha vida.
Eu tive a santa paciência de explicar para aquela mulher ignorante que eu e Paul éramos mediadores e/ou deslocadores, que nós viajamos no tempo para salvar Jesse de ser morto por Felix Diego, que aconteceu de Jesse vir parar nessa época, todas as coisas que vocês já sabem.
- Isso não existe! – disse Sra. O’Neil.
- Mas eu estou vendo você agora, minha senhora! – eu gritei sem paciência. – Como isso não pode existir se é o que eu estou fazendo agora?! Você não acredita em uma coisa que você está vendo e acredita em bruxos? A senhora é patética.
Puxei a alavanca da porta do carro e ela não abriu.
- Destrava essa porcaria, Paul! – gritei.
Ele destravou e pulei do carro, com Paul logo em seguida, fazendo o mesmo.
- E não preciso mais da sua ajuda! Eu procuro aquele porcaria do Felix sozinha! – gritei.
- E no que você vai ajudar o Jesse se vingando de Felix? – perguntou Sr. O’Neil.
- Não sei – joguei as mãos pro alto e andei em direção a porta de casa – Agora sumam se não forem me ajudar!
Os dois sumiram juntos e eu tateei os bolsos da minha calça procurando a chave da porta. Não achei.
- Droga! – resmunguei – BRAAAAAAAAAAAAAAAAD!
- Ele ainda não chegou da escola – disse Paul, calmamente.
- E você? O que ainda está fazendo aqui? – eu falei, fechando os olhos.
- Estou te dando a honra de ter a minha companhia.
- Honra? Então pode ir embora, porque não vejo nenhum motivo de honra aqui – falei irritada – Por que não vai correr atrás de outra? Ah é. Vai com a Kelly Prescott, aposto que ela ainda é a mesma vaca. Ou com a sua prima. Não sei Paul, tem tantas opções e você está aqui.
- Quem é Kelly? – ele perguntou. Sim, ele realmente havia esquecido daquela garota irritantemente inesquecível.
- Canalha.
Dei um grande suspiro, percebendo que Paul não iria embora até que alguém abrisse a porta de casa e me encostei na porta de casa.
A porta foi para trás e eu bati as minhas costas no chão.
- Que bom que deixam as portas abertas. Não faz nem um dia que viram uma tentativa de assassinato na rua de casa e deixam a porta de casa escancarada – eu resmunguei, levantando e esfregando as minhas costas doloridas.
Estava tão resmungona que tinha vontade de me dar um soco no queixo.
- Tão escancarada que você nem percebeu que estava destrancada – disse Paul, com um sorriso presunçoso no rosto.
Eu entrei em casa e bati a porta na cara dele, torcendo para que tenha pegado no nariz dele.
Eu ouvi meu estômago roncar e fui em direção a cozinha. Abri os armários e não encontrei nada, nem uma bolacha. Nem o MEU salgadinho que deveria estar lá. Dunga deveria ter comido. Espero que ele vire uma bola e exploda!
Continuei com a minha caçada contra a fome e encontrei uma caixa de suco de laranja. Peguei a caixa de suco e despejei num copo para ter certeza que estava livre de insetos. Tomei com vontade aquele copo, mas pareceu que o suco me deu mais fome.
Desisti de encontrar alguma coisa para comer e decidi assistir um pouco de televisão. O jeito era esperar Andy chegar e salvar a minha barriga da danação eterna. Ah, esqueci de mencionar que eu estava sendo extremamente exagerada hoje.
Fiquei trocando de canal por uns 5 minutos, até deixar num canal de videoclipes. Estava passando uma música do Akon.
- Realmente... é isso que você costuma ouvir? – falou alguém.
Rezei para não ser uma alma penada me enchendo o saco e virei, sem ter nenhuma esperança.
Uma garota, com um brilho espectral estava encostada na porta com um molho de chaves na mão que identifiquei como sendo as minhas chaves. Ela tinha cabelo vermelho e usava uma camiseta do David Bowie. Ele era alta, uns dois palmos maior que eu, talvez. Tinha olhos castanhos e uma cara de que não queria estar ali.
- Por que você não ouve The Runaways, Sex Pistols ou até Lady Gaga. Gosto dela, ele tem um estilo legal – ela disse, sentando ao meu lado do sofá.
- Não acho que você tenha aparecido aqui para falar de música – eu falei,desconfiada e me afastando dela – Quem é você?
- Sou Cassidy. Eu posso te ajudar a pegar o senhor Felix Diego se você me ajudar a pegar uma pessoa também – ela falou.
- Como você sabe de Felix? – perguntei desconfiada. – E como você pegou as minhas chaves?
1.9.11
NOME PRA FIC
VAMOS INCENTIVAR DONA FERNANDA !
Antes que me matem.. ainda não to com o cap 8 da fic.
Postem aqui suas sugestões pra nomes pra ve se a Fer cria algo.. kk
Ah.. queridas 'gemeas'.. muito engraçadinhas vcs :P
Antes que me matem.. ainda não to com o cap 8 da fic.
Postem aqui suas sugestões pra nomes pra ve se a Fer cria algo.. kk
Ah.. queridas 'gemeas'.. muito engraçadinhas vcs :P
27.8.11
CAP 7 DA FIC
Primeiro.. CADE O NOME DESSA FIC DONA FERNANDA ??
Segundo.. dedicado as minhas 'gemeas' favoritas, Shaunne e Erin.. ops, Anee e Narhima xD
Ps. Ainda não tenho o cap 8, implorem pra Fer.. se eu fosse ela só escrevia com uns 15 comentarios sabe.. xP
- Suze?
Eu não respondi.
- Por que você não se senta? Você já tá ai há uns 40 minutos.
- Não quero sentar, Paul – sussurrei.
- Você tá chorando. Por quê? – ele colocou a mão no meu ombro.
A enfermeira Lisa e o doutor Peter saíram da sala de Jesse sérios.
- O que aconteceu com o Jesse? – eu falei alto, como se eu tivesse acabado de acordar de um pesadelo. Ou de um choque.
- Ele teve um ataque cardíaco causado pelo veneno – o doutor falou.
- Mas você falou que o efeito tinha passado! – eu gritei.
- Querida, não grite... – falou a enfermeira.
- Todos nós pensamos que o efeito havia passado senhorita. Nós fomos pegos de surpresa.
- E? – eu balancei as mãos num sinal para continuar.
- Ele teve sorte, Suzannah. Ele teve um ataque cardíaco, mas resistiu. Mas fomos obrigados a tomar uma providência, para o próprio bem dele.
- O que vocês fizeram com o Jesse?
- Nós o colocamos em coma. Mas conhecido por coma induzida.
- O QUÊ?! – gritei exasperada.
- Não grite querida – falou a enfermeira Lisa novamente.
- Nós percebemos que quando ele está adormecido, o veneno não causa alterações cardíacas, então, para ele não correr o risco de ter outro ataque cardíaco nós o colocamos em coma. Por tempo indeterminado. Nós vamos realizar vários estudos para achar alguma solução – o doutor fez uma pausa. – Lisa, eu a deixo em suas mãos.
O doutor virou e entrou na sala de Jesse.
- Vá para casa, querida. Ficar aqui não vai adiantar nada. Entraremos em contato caso houver alguma novidade.
- Vem, Suze – disse Paul, pegando na minha mão e me conduzindo para fora do hospital.
- EU MATO O FELIX! – eu gritei do lado de fora do hospital, nem ligando para algumas pessoas que passavam me olhando.
- Suze, calminha ai – disse Paul.
- E você não me diga o que eu tenho que fazer.
- Não esqueça que o Felix agora é o Padre Dominic.
- Jura, Paul? – falei irônica e desesperada.
Ele riu. Era possível rir numa situação dessas? Ele conseguia, claro.
- O que você tá rindo? – resmunguei mal-humorada.
- Você não muda Suze. Nem quando o seu namorado está em coma você não muda. A mesma resmungona de sempre.
Eu o olhei com desdém e andei em direção à rua.
- Onde você está indo? – ele perguntou, correndo atrás de mim.
- Indo o mais longe possível de você.
- Assim você me magoa, Suze.
- Ótimo.
Paul riu mais uma vez e pegou no meu pulso.
- Tô com o meu carro, eu te dou uma carona.
- Acho que se eu aceitar, eu não estarei indo o mais longe possível de você.
Paul revirou os olhos e andou em direção ao estacionamento.
Fui atrás, já que eu não estava a fim de andar.
- Preciso do senhor ou da senhora O’Neil para me ajudar – eu falei, já dentro do conversível de Paul.
- Pra quê? – perguntou Paul.
- Eles devem saber onde Felix está.
Claro que não era certeza. Felix somente os usou para deixar a situação um pouco pior. Mas vale a pena arriscar. Poxa, fantasmas são sobrenaturais, eles devem ter um radar para encontrar as pessoas, sei lá. Nunca pensei em pesquisar e/ou perguntar por essa hipótese.
Eu tinha que dar um jeito em Felix. Mas sem machucar o Padre D.
- Você vai pedir a minha ajuda? – perguntou Paul.
- Não.
- Suze, eu posso fazer bastante por você. Eu te ajudei lá na escola, não ajudei?
Eu pensei por um momento e cedi. Paul poderia ser uma ajuda preciosa para pegar Felix.
- Tudo bem, Paul.
- E cá estamos nós novamente, correndo para salvar o seu precioso Jesse – ele falou.
- E como sempre, você fazendo piada quando não deve. E você não me venha com gracinhas, Paul. Eu não ligaria de te mandar junto com o Felix para o mundo dos espíritos.
Paul olhou para mim com um sorriso malicioso no rosto e levantou uma sobrancelha.
- Nunca é tarde para tentar, não é?
- Não quero mais a sua ajuda – eu falei, me afastando dele.
- Só estava brincando Suze – ele falou, mas não estava mais sorrindo. Não parecia ser totalmente uma brincadeira.
Tudo o que eu não precisava era o Paul me enchendo o saco de novo. Ele podia ser bem legalzinho às vezes, mas eu não queria nenhuma dor de cabeça por causa dele.
- Rachel também pode nos ajudar – ele falou depois de um tempo em silêncio.
- Não.
- Ela pode nos ser útil.
- Não precisamos daquela vaca para nos ajudar, nós dois podemos muito bem cuidar disso.
- Suze, não seja preconceituosa. Você ainda não a conhece de verdade. Ela pode parecer ser um pouco irritante, mas ela é muito esperta e ágil. Ela pode nos ajudar em alguma coisa – ele deu um sorriso malicioso – Não que a ideia de ficar com você a sós não me agrade.
- Pelo amor de Deus, Paul! Faça mais alguma graça que eu pulo desse carro e nunca mais chego perto de você.
- Por que você não admite que ainda pensa naquele nosso beijo?
Levantei o pino que destravava a porta.
Ele olhou para a minha mão e riu.
- Você não teria coragem – ele disse.
- Ah é? Tenta mais um pouco, Slater – desafiei.
Ele levantou uma sobrancelha e deu um sorriso de lado.
Ai Suzannah, por que você não cala a boca?
- Admita que quando você está comigo você esquece o Jesse. Você está bem melhor agora que está comigo, não é?
- Por que você não para de pensar um pouco em você? Eu não to aqui por sua causa Paul, tô aqui por causa do Jesse. O mundo não gira em torno de você.
- O meu mundo gira em torno de você, Suze – ele se declarou.
Uh, Paul Slater sendo romântico. Que nojo.
- Não me venha com essas conversas idiotas, Paul – eu falei já enrubescida e coloquei a mão por cima da alavanca que abre a porta do carro.
Eu ouvi um pequeno “click”.
- Eu gosto de carros que tem trava eletrônica. Você sabia que se o motorista travar todas as portas, só ele consegue abrir depois? – Paul disse com um ar de diversão.
- Você está me seqüestrando? É isso? Eu ainda posso abrir a janela do carro e gritar.
- Só estou impedindo de você ficar numa cama de hospital que nem o Jesse.
Fechei os olhos e respirei fundo uma, duas, três vezes. Abri os olhos e olhei para Paul que parecia reprimir um sorriso.
- Você poderia somente me ajudar, Paul? Só isso? – falei, sibilando as últimas palavras.
- Claro Suze – ele disse com certa ironia. Não tentei pensar no que ele quis dizer com aquele tom de voz.
- Não parece, Paul. Não parece – eu cerrei minhas mãos e respirei fundo mais uma vez. Estava me segurando para não meter um soco no meio da cara do Paul – Como vamos chamar a senhora O’Neil?
- Não sei.
Aposto que sabia.
- Sra. O’Neil? Está ai? Sra. O’Neil?
- O que você está fazendo Suze? – perguntou Paul me olhando como se eu fosse louca.
- Chamando a Sra. O’Neil, o que mais parece?
- E você realmente acha que isso vai adiantar? – ele riu. – Desse jeito eu é que vou saltar do carro.
Eu sorri e continuei. Estava louca para ver o Paul se jogando do carro.
- Sra. O’Neil! Sra. O’Neil? Eu sei que você pode me ouvir.
Eu sei também que eu até podia ouvir o Paul revirando os olhos.
- Sra. O’Neil? – eu falei num tom cantante.
- Minha nossa senhora, que garota irritante! – eu ouvi uma voz atrás do carro.
Eu olhei para trás e vi a Sra. O’Neil com a suas roupas antiquadas.
- Uma pena você ter aparecido tão rápido, estava quase fazendo Paul se jogar do carro – eu falei e senti uma mão na minha coxa.
Dei um soco no braço de Paul e olhei para ele. Ele estava rindo.
Como sempre.
Segundo.. dedicado as minhas 'gemeas' favoritas, Shaunne e Erin.. ops, Anee e Narhima xD
Ps. Ainda não tenho o cap 8, implorem pra Fer.. se eu fosse ela só escrevia com uns 15 comentarios sabe.. xP
- Suze?
Eu não respondi.
- Por que você não se senta? Você já tá ai há uns 40 minutos.
- Não quero sentar, Paul – sussurrei.
- Você tá chorando. Por quê? – ele colocou a mão no meu ombro.
A enfermeira Lisa e o doutor Peter saíram da sala de Jesse sérios.
- O que aconteceu com o Jesse? – eu falei alto, como se eu tivesse acabado de acordar de um pesadelo. Ou de um choque.
- Ele teve um ataque cardíaco causado pelo veneno – o doutor falou.
- Mas você falou que o efeito tinha passado! – eu gritei.
- Querida, não grite... – falou a enfermeira.
- Todos nós pensamos que o efeito havia passado senhorita. Nós fomos pegos de surpresa.
- E? – eu balancei as mãos num sinal para continuar.
- Ele teve sorte, Suzannah. Ele teve um ataque cardíaco, mas resistiu. Mas fomos obrigados a tomar uma providência, para o próprio bem dele.
- O que vocês fizeram com o Jesse?
- Nós o colocamos em coma. Mas conhecido por coma induzida.
- O QUÊ?! – gritei exasperada.
- Não grite querida – falou a enfermeira Lisa novamente.
- Nós percebemos que quando ele está adormecido, o veneno não causa alterações cardíacas, então, para ele não correr o risco de ter outro ataque cardíaco nós o colocamos em coma. Por tempo indeterminado. Nós vamos realizar vários estudos para achar alguma solução – o doutor fez uma pausa. – Lisa, eu a deixo em suas mãos.
O doutor virou e entrou na sala de Jesse.
- Vá para casa, querida. Ficar aqui não vai adiantar nada. Entraremos em contato caso houver alguma novidade.
- Vem, Suze – disse Paul, pegando na minha mão e me conduzindo para fora do hospital.
- EU MATO O FELIX! – eu gritei do lado de fora do hospital, nem ligando para algumas pessoas que passavam me olhando.
- Suze, calminha ai – disse Paul.
- E você não me diga o que eu tenho que fazer.
- Não esqueça que o Felix agora é o Padre Dominic.
- Jura, Paul? – falei irônica e desesperada.
Ele riu. Era possível rir numa situação dessas? Ele conseguia, claro.
- O que você tá rindo? – resmunguei mal-humorada.
- Você não muda Suze. Nem quando o seu namorado está em coma você não muda. A mesma resmungona de sempre.
Eu o olhei com desdém e andei em direção à rua.
- Onde você está indo? – ele perguntou, correndo atrás de mim.
- Indo o mais longe possível de você.
- Assim você me magoa, Suze.
- Ótimo.
Paul riu mais uma vez e pegou no meu pulso.
- Tô com o meu carro, eu te dou uma carona.
- Acho que se eu aceitar, eu não estarei indo o mais longe possível de você.
Paul revirou os olhos e andou em direção ao estacionamento.
Fui atrás, já que eu não estava a fim de andar.
- Preciso do senhor ou da senhora O’Neil para me ajudar – eu falei, já dentro do conversível de Paul.
- Pra quê? – perguntou Paul.
- Eles devem saber onde Felix está.
Claro que não era certeza. Felix somente os usou para deixar a situação um pouco pior. Mas vale a pena arriscar. Poxa, fantasmas são sobrenaturais, eles devem ter um radar para encontrar as pessoas, sei lá. Nunca pensei em pesquisar e/ou perguntar por essa hipótese.
Eu tinha que dar um jeito em Felix. Mas sem machucar o Padre D.
- Você vai pedir a minha ajuda? – perguntou Paul.
- Não.
- Suze, eu posso fazer bastante por você. Eu te ajudei lá na escola, não ajudei?
Eu pensei por um momento e cedi. Paul poderia ser uma ajuda preciosa para pegar Felix.
- Tudo bem, Paul.
- E cá estamos nós novamente, correndo para salvar o seu precioso Jesse – ele falou.
- E como sempre, você fazendo piada quando não deve. E você não me venha com gracinhas, Paul. Eu não ligaria de te mandar junto com o Felix para o mundo dos espíritos.
Paul olhou para mim com um sorriso malicioso no rosto e levantou uma sobrancelha.
- Nunca é tarde para tentar, não é?
- Não quero mais a sua ajuda – eu falei, me afastando dele.
- Só estava brincando Suze – ele falou, mas não estava mais sorrindo. Não parecia ser totalmente uma brincadeira.
Tudo o que eu não precisava era o Paul me enchendo o saco de novo. Ele podia ser bem legalzinho às vezes, mas eu não queria nenhuma dor de cabeça por causa dele.
- Rachel também pode nos ajudar – ele falou depois de um tempo em silêncio.
- Não.
- Ela pode nos ser útil.
- Não precisamos daquela vaca para nos ajudar, nós dois podemos muito bem cuidar disso.
- Suze, não seja preconceituosa. Você ainda não a conhece de verdade. Ela pode parecer ser um pouco irritante, mas ela é muito esperta e ágil. Ela pode nos ajudar em alguma coisa – ele deu um sorriso malicioso – Não que a ideia de ficar com você a sós não me agrade.
- Pelo amor de Deus, Paul! Faça mais alguma graça que eu pulo desse carro e nunca mais chego perto de você.
- Por que você não admite que ainda pensa naquele nosso beijo?
Levantei o pino que destravava a porta.
Ele olhou para a minha mão e riu.
- Você não teria coragem – ele disse.
- Ah é? Tenta mais um pouco, Slater – desafiei.
Ele levantou uma sobrancelha e deu um sorriso de lado.
Ai Suzannah, por que você não cala a boca?
- Admita que quando você está comigo você esquece o Jesse. Você está bem melhor agora que está comigo, não é?
- Por que você não para de pensar um pouco em você? Eu não to aqui por sua causa Paul, tô aqui por causa do Jesse. O mundo não gira em torno de você.
- O meu mundo gira em torno de você, Suze – ele se declarou.
Uh, Paul Slater sendo romântico. Que nojo.
- Não me venha com essas conversas idiotas, Paul – eu falei já enrubescida e coloquei a mão por cima da alavanca que abre a porta do carro.
Eu ouvi um pequeno “click”.
- Eu gosto de carros que tem trava eletrônica. Você sabia que se o motorista travar todas as portas, só ele consegue abrir depois? – Paul disse com um ar de diversão.
- Você está me seqüestrando? É isso? Eu ainda posso abrir a janela do carro e gritar.
- Só estou impedindo de você ficar numa cama de hospital que nem o Jesse.
Fechei os olhos e respirei fundo uma, duas, três vezes. Abri os olhos e olhei para Paul que parecia reprimir um sorriso.
- Você poderia somente me ajudar, Paul? Só isso? – falei, sibilando as últimas palavras.
- Claro Suze – ele disse com certa ironia. Não tentei pensar no que ele quis dizer com aquele tom de voz.
- Não parece, Paul. Não parece – eu cerrei minhas mãos e respirei fundo mais uma vez. Estava me segurando para não meter um soco no meio da cara do Paul – Como vamos chamar a senhora O’Neil?
- Não sei.
Aposto que sabia.
- Sra. O’Neil? Está ai? Sra. O’Neil?
- O que você está fazendo Suze? – perguntou Paul me olhando como se eu fosse louca.
- Chamando a Sra. O’Neil, o que mais parece?
- E você realmente acha que isso vai adiantar? – ele riu. – Desse jeito eu é que vou saltar do carro.
Eu sorri e continuei. Estava louca para ver o Paul se jogando do carro.
- Sra. O’Neil! Sra. O’Neil? Eu sei que você pode me ouvir.
Eu sei também que eu até podia ouvir o Paul revirando os olhos.
- Sra. O’Neil? – eu falei num tom cantante.
- Minha nossa senhora, que garota irritante! – eu ouvi uma voz atrás do carro.
Eu olhei para trás e vi a Sra. O’Neil com a suas roupas antiquadas.
- Uma pena você ter aparecido tão rápido, estava quase fazendo Paul se jogar do carro – eu falei e senti uma mão na minha coxa.
Dei um soco no braço de Paul e olhei para ele. Ele estava rindo.
Como sempre.
18.8.11
Cap 6 da Fic
Só pqe a Mari pediu xD
Mas se quiserem mais tem qe falar com a Fer. Só tenho até ai.. xD E se eu fosse ela, só escrevia com um monte de comentários o/
Capitulo 6
- Mocinha? – eu ouvi alguém me chamar, bem baixinho, como se fosse um sonho – Mocinha?
Eu senti uma mão batendo no meu ombro e abri os meus olhos. O relógio atrás da moça que estava me chamado estava marcando meia noite e vinte.
Eu olhei para a moça de cabelos loiros preso num coque, com uniforme de enfermeira e um crachá com o nome de Lisa. Eu senti os meus olhos inchados e eu sentia a minha garganta seca.
- Quer um pouco de água? – perguntou Lisa.
Eu fiz que sim com a cabeça e logo em seguida ela me deu um copo de água. Eu bebi a água com vontade, ficando surpresa com o quanto de sede eu estava sentindo.
- Desculpa ter te acordado só para isso, mas desde que você chegou você não bebeu nada.
Eu nem tentei sorrir, pois sabia que eu iria parecer horrível.
- E o Jesse? – perguntei, devolvendo o copo vazio.
- Sinto muito querida, ele ainda está inconsciente. Os médicos ainda estão tentando descobrir o porquê de o rapaz estar inconsciente por tanto tempo.
Ela me deu sorriso quando viu que os meus olhos se encheram de lágrimas.
- Ele vai ficar melhor querida, os nossos médicos são muito competentes.
- Foi isso que ela falou pra mim antes de eu morrer – disse alguém.
Eu olhei para o meu lado e vi um homem vestido de terno, ruivo e bem alto, tipo uns 1,90m. Ah, e ele também tinha um certo brilho. Literalmente.
Fingi que não tinha escutado, pois não estava a fim de me comunicar com nenhum porcaria de fantasma. Aliás, eu estava ignorando muitos fantasmas hoje. Bom, eu estava num hospital, onde tem muitas pessoas doentes e onde tem muitas pessoas que morrem.
Um garoto sentou ao meu lado, exatamente onde aquele fantasma estava. O fantasma saiu do banco resmungando palavrões.
- Sou Travis – ele falou.
Eu virei o rosto, ignorando-o.
- E você? – ele me cutucou no ombro. Odeio que me cutuquem.
Eu o olhei com um certo brilho ameaçador nos olhos e vi ele sorrir, parecendo satisfeito por me fazer olhar para ele.
- Se você quer flertar com alguém, um hospital não é um bom lugar – eu falei.
- Não estou flertando. Eu vi que você estava triste e resolvi vir te animar um pouco.
- Não está conseguindo, Travor. Saia daqui, pelo amor de Deus.
- É Travis.
- Dane-se – eu joguei as mãos para o ar e me virei para não olhar para cara daquele moleque chato.
- Suzannah? – alguém me chamou.
Eu olhei e vi um médico com um crachá com o nome de Peter.
- Sim? – eu levantei, pisando no pé do Travis sem querer. Ou não.
- Você que está como acompanhante do senhor Jesse da Silva?
- Sim. Como ele está?
- Ele ainda está desacordado, Suzannah.
- Mas ele só... ele tomou uma facada. Uma facada não faria isso. Eu sei que ele deveria estar se contorcendo de dor até agora, mas... ficar inconsciente?
- Eu sei Suzannah, mas nós analisamos o corte, analisamos a faca usada pelo agressor e encontramos veneno na ponta da faca.
- Veneno? – eu me sentei novamente.
- Ainda não sabemos o nome do veneno, mas vimos que ele é bem forte. Esse veneno está alterando as freqüências cardíacas do paciente e, quando a freqüência aumenta muito, ele acorda exasperado, mas quando diminui, ele vai se acalmando e desmaia. O veneno está o esgotando, eu temo que ele tenha um ataque. Esse foi o veneno com os efeitos mais... exóticos que eu já vi.
Eu o olhei pasma. Ataque? Ataque cardíaco? Eu sei que poucas pessoas que tiveram um desse sobreviveram.
- Mas... o senhor pode... tirar o veneno. Não pode? – a minha voz saiu estranha. Eu estava sentindo uma pedra se formando em minha garganta.
- Nós tentamos fazer isso, mas uma quantidade significativa já está circulando no sangue e nós não podemos tirá-lo agora. Temos a esperança de que esse veneno não tenha muito tempo de efeito.
- Então... é bem grave, não é?
- É uma situação muito delicada.
Eu senti as lágrimas se formando e não as impedi de escorrerem.
- Quando eu tiver mais noticias eu venho aqui, ok querida?
- Obrigada doutor – eu sussurrei.
Eu limpei as lágrimas com as costas da minha mão e fechei os olhos. Queria sair desse mundo e ir para um lugar onde só era eu e Jesse. Bem e felizes.
- Suzinha... – alguém me chamou bem baixinho – Suze.
Eu abri os olhos e vi a minha mãe.
- Tô com sono – eu falei.
- Oh minha filha, desculpa – disse minha mãe, passando a mão nos meus cabelos – Mas você está aqui desde ontem à noite. Já são seis e meia da manhã. Por que você não vai para casa comer alguma coisa?
- Não vou sair daqui, sinto muito mãe.
Ela suspirou e tirou da bolsa um pote.
- Imaginei que você iria resistir então eu lhe trouxe um pedaço de brownie e um hambúrguer, que o Andy fez ontem.
Sorri e peguei o pote da mão dela. Peguei o brownie e o comi fervorosamente. Estava morrendo de fome.
- E como está Jesse?
- A mesma coisa. A faca estava com veneno na ponta – eu falei mastigando, tentando parecer despreocupada.
Minha mãe soltou um gemido e sentou-se ao meu lado, pegando na minha mão.
- Ele vai ficar bem minha querida – ela sorriu para mim.
- Eu não sei mãe – eu sussurrei e a abracei.
Depois de um longo abraço, minha mãe me soltou e disse que infelizmente tinha que ir trabalhar e falou que avisou a Irmã Ernestine sobre o que aconteceu.
Novamente, eu fechei os meus olhos e me deixei levar pelo mundo dos meus sonhos.
- Suze! – alguém me chamou.
- Mas que droga! Por que eu não posso dormir nesse hospital? – eu resmunguei e olhei para o Paul – O que você está fazendo aqui?
Ele riu e se sentou ao meu lado.
- Vim saber como você está. Eu fui à escola e a Irmã me contou o que aconteceu. Como ele está?
- Mal.
- Por causa de um facada? – ele perguntou com desdém.
- Por causa de uma facada com veneno.
Ele assoviou.
- Aí a situação muda um pouco, não?
Eu revirei os olhos e cruzei os meus braços, olhando para o relógio. Eram dez e quinze da manhã.
- Suzannah? – eu ouvi a voz do doutor Peter.
Eu levantei num pulo e Paul levantou junto.
- Jesse está consciente agora. Parece que o efeito do veneno passou – ele falou sorrindo.
- Posso ir vê-lo?
- Por aqui – ele se virou e fez um gesto para eu segui-lo.
- E você, fica – eu sussurrei para Paul que estava me seguindo.
Ele fingiu medo e se sentou novamente.
A sala que Jesse estava era pequena, com alguns equipamentos, uma janela e uma televisão.
Jesse estava de olhos fechados, com fios espalhados pelo corpo.
Eu olhei para o doutor com uma certa preocupação e ele fez um sinal para eu seguir adiante.
Meu coração deu um pulo quando Jesse abriu os olhos e olhou para mim.
- Jesse – eu sussurrei e ele sorriu.
- Vou deixá-los a sós. Qualquer coisa é só apertar aquele botão vermelho – disse o doutor. Nem olhei para onde ficava o botão vermelho.
Eu fui ao lado da cama de Jesse e me ajoelhei.
- Mi hermosa, você parece tão cansada – ele falou com a voz fraca.
- Acredite, eu estou melhor que você.
Ele sorriu e passou a mão em meu rosto.
- Como você está se sentindo?
- Com uma dor aguda bem aqui – ele colocou a mão em cima do lugar onde a faca o acertou. – Mas é um dor suportável.
- O doutor te contou que a faca tinha veneno?
- Contou. Mas ele falou que o efeito havia passado. Já faz algum tempo que eu não desmaio, de acordo com ele, já que eu não me lembro de muita coisa – ele parou para respirar um pouco mais profundamente e continuou – Faz tempo que eu estou aqui?
- Desde ontem à noite. E agora deve ser umas dez e pouco da manhã.
- Você ficou aqui esse tempo todo? – ele perguntou surpreso.
- Não ligo. Só fiquei estressada porque ninguém me deixava dormir.
- Obrigada – ele sussurrou e fez um gesto com o dedo para eu e aproximar.
Eu me aproximei e encostei o meu rosto no dele. Ele estava tão frio.
Nós ficamos daquele jeito por uns 5 minutos, até eu ouvir um barulhinho aumentar cada vez mais a freqüência.
Eu olhei para uns dos aparelhos da sala e o aparelho que marcava os batimentos cardíacos do Jesse estava aumentando freneticamente.
- Jesse? – eu o olhei e ele estava com a mão no peito.
Eu levantei rapidamente, procurando o botão vermelho. Onde diabos foi que o doutor falou que estava?!
Eu olhei para o outro lado da cama de Jesse e vi o botão. Corri e o apertei quantas vezes eu pude.
Rapidamente o doutor e três enfermeiras – inclusive a Lisa – chegaram correndo ao quarto de Jesse. Lisa parou na minha frente e me mandou sair do quarto.
Eu tentei resistir, mas ela me arrastou para fora do quarto.
Eu fiquei parada por mais de 30 minutos em frente ao quarto de Jesse.
Mas se quiserem mais tem qe falar com a Fer. Só tenho até ai.. xD E se eu fosse ela, só escrevia com um monte de comentários o/
Capitulo 6
- Mocinha? – eu ouvi alguém me chamar, bem baixinho, como se fosse um sonho – Mocinha?
Eu senti uma mão batendo no meu ombro e abri os meus olhos. O relógio atrás da moça que estava me chamado estava marcando meia noite e vinte.
Eu olhei para a moça de cabelos loiros preso num coque, com uniforme de enfermeira e um crachá com o nome de Lisa. Eu senti os meus olhos inchados e eu sentia a minha garganta seca.
- Quer um pouco de água? – perguntou Lisa.
Eu fiz que sim com a cabeça e logo em seguida ela me deu um copo de água. Eu bebi a água com vontade, ficando surpresa com o quanto de sede eu estava sentindo.
- Desculpa ter te acordado só para isso, mas desde que você chegou você não bebeu nada.
Eu nem tentei sorrir, pois sabia que eu iria parecer horrível.
- E o Jesse? – perguntei, devolvendo o copo vazio.
- Sinto muito querida, ele ainda está inconsciente. Os médicos ainda estão tentando descobrir o porquê de o rapaz estar inconsciente por tanto tempo.
Ela me deu sorriso quando viu que os meus olhos se encheram de lágrimas.
- Ele vai ficar melhor querida, os nossos médicos são muito competentes.
- Foi isso que ela falou pra mim antes de eu morrer – disse alguém.
Eu olhei para o meu lado e vi um homem vestido de terno, ruivo e bem alto, tipo uns 1,90m. Ah, e ele também tinha um certo brilho. Literalmente.
Fingi que não tinha escutado, pois não estava a fim de me comunicar com nenhum porcaria de fantasma. Aliás, eu estava ignorando muitos fantasmas hoje. Bom, eu estava num hospital, onde tem muitas pessoas doentes e onde tem muitas pessoas que morrem.
Um garoto sentou ao meu lado, exatamente onde aquele fantasma estava. O fantasma saiu do banco resmungando palavrões.
- Sou Travis – ele falou.
Eu virei o rosto, ignorando-o.
- E você? – ele me cutucou no ombro. Odeio que me cutuquem.
Eu o olhei com um certo brilho ameaçador nos olhos e vi ele sorrir, parecendo satisfeito por me fazer olhar para ele.
- Se você quer flertar com alguém, um hospital não é um bom lugar – eu falei.
- Não estou flertando. Eu vi que você estava triste e resolvi vir te animar um pouco.
- Não está conseguindo, Travor. Saia daqui, pelo amor de Deus.
- É Travis.
- Dane-se – eu joguei as mãos para o ar e me virei para não olhar para cara daquele moleque chato.
- Suzannah? – alguém me chamou.
Eu olhei e vi um médico com um crachá com o nome de Peter.
- Sim? – eu levantei, pisando no pé do Travis sem querer. Ou não.
- Você que está como acompanhante do senhor Jesse da Silva?
- Sim. Como ele está?
- Ele ainda está desacordado, Suzannah.
- Mas ele só... ele tomou uma facada. Uma facada não faria isso. Eu sei que ele deveria estar se contorcendo de dor até agora, mas... ficar inconsciente?
- Eu sei Suzannah, mas nós analisamos o corte, analisamos a faca usada pelo agressor e encontramos veneno na ponta da faca.
- Veneno? – eu me sentei novamente.
- Ainda não sabemos o nome do veneno, mas vimos que ele é bem forte. Esse veneno está alterando as freqüências cardíacas do paciente e, quando a freqüência aumenta muito, ele acorda exasperado, mas quando diminui, ele vai se acalmando e desmaia. O veneno está o esgotando, eu temo que ele tenha um ataque. Esse foi o veneno com os efeitos mais... exóticos que eu já vi.
Eu o olhei pasma. Ataque? Ataque cardíaco? Eu sei que poucas pessoas que tiveram um desse sobreviveram.
- Mas... o senhor pode... tirar o veneno. Não pode? – a minha voz saiu estranha. Eu estava sentindo uma pedra se formando em minha garganta.
- Nós tentamos fazer isso, mas uma quantidade significativa já está circulando no sangue e nós não podemos tirá-lo agora. Temos a esperança de que esse veneno não tenha muito tempo de efeito.
- Então... é bem grave, não é?
- É uma situação muito delicada.
Eu senti as lágrimas se formando e não as impedi de escorrerem.
- Quando eu tiver mais noticias eu venho aqui, ok querida?
- Obrigada doutor – eu sussurrei.
Eu limpei as lágrimas com as costas da minha mão e fechei os olhos. Queria sair desse mundo e ir para um lugar onde só era eu e Jesse. Bem e felizes.
- Suzinha... – alguém me chamou bem baixinho – Suze.
Eu abri os olhos e vi a minha mãe.
- Tô com sono – eu falei.
- Oh minha filha, desculpa – disse minha mãe, passando a mão nos meus cabelos – Mas você está aqui desde ontem à noite. Já são seis e meia da manhã. Por que você não vai para casa comer alguma coisa?
- Não vou sair daqui, sinto muito mãe.
Ela suspirou e tirou da bolsa um pote.
- Imaginei que você iria resistir então eu lhe trouxe um pedaço de brownie e um hambúrguer, que o Andy fez ontem.
Sorri e peguei o pote da mão dela. Peguei o brownie e o comi fervorosamente. Estava morrendo de fome.
- E como está Jesse?
- A mesma coisa. A faca estava com veneno na ponta – eu falei mastigando, tentando parecer despreocupada.
Minha mãe soltou um gemido e sentou-se ao meu lado, pegando na minha mão.
- Ele vai ficar bem minha querida – ela sorriu para mim.
- Eu não sei mãe – eu sussurrei e a abracei.
Depois de um longo abraço, minha mãe me soltou e disse que infelizmente tinha que ir trabalhar e falou que avisou a Irmã Ernestine sobre o que aconteceu.
Novamente, eu fechei os meus olhos e me deixei levar pelo mundo dos meus sonhos.
- Suze! – alguém me chamou.
- Mas que droga! Por que eu não posso dormir nesse hospital? – eu resmunguei e olhei para o Paul – O que você está fazendo aqui?
Ele riu e se sentou ao meu lado.
- Vim saber como você está. Eu fui à escola e a Irmã me contou o que aconteceu. Como ele está?
- Mal.
- Por causa de um facada? – ele perguntou com desdém.
- Por causa de uma facada com veneno.
Ele assoviou.
- Aí a situação muda um pouco, não?
Eu revirei os olhos e cruzei os meus braços, olhando para o relógio. Eram dez e quinze da manhã.
- Suzannah? – eu ouvi a voz do doutor Peter.
Eu levantei num pulo e Paul levantou junto.
- Jesse está consciente agora. Parece que o efeito do veneno passou – ele falou sorrindo.
- Posso ir vê-lo?
- Por aqui – ele se virou e fez um gesto para eu segui-lo.
- E você, fica – eu sussurrei para Paul que estava me seguindo.
Ele fingiu medo e se sentou novamente.
A sala que Jesse estava era pequena, com alguns equipamentos, uma janela e uma televisão.
Jesse estava de olhos fechados, com fios espalhados pelo corpo.
Eu olhei para o doutor com uma certa preocupação e ele fez um sinal para eu seguir adiante.
Meu coração deu um pulo quando Jesse abriu os olhos e olhou para mim.
- Jesse – eu sussurrei e ele sorriu.
- Vou deixá-los a sós. Qualquer coisa é só apertar aquele botão vermelho – disse o doutor. Nem olhei para onde ficava o botão vermelho.
Eu fui ao lado da cama de Jesse e me ajoelhei.
- Mi hermosa, você parece tão cansada – ele falou com a voz fraca.
- Acredite, eu estou melhor que você.
Ele sorriu e passou a mão em meu rosto.
- Como você está se sentindo?
- Com uma dor aguda bem aqui – ele colocou a mão em cima do lugar onde a faca o acertou. – Mas é um dor suportável.
- O doutor te contou que a faca tinha veneno?
- Contou. Mas ele falou que o efeito havia passado. Já faz algum tempo que eu não desmaio, de acordo com ele, já que eu não me lembro de muita coisa – ele parou para respirar um pouco mais profundamente e continuou – Faz tempo que eu estou aqui?
- Desde ontem à noite. E agora deve ser umas dez e pouco da manhã.
- Você ficou aqui esse tempo todo? – ele perguntou surpreso.
- Não ligo. Só fiquei estressada porque ninguém me deixava dormir.
- Obrigada – ele sussurrou e fez um gesto com o dedo para eu e aproximar.
Eu me aproximei e encostei o meu rosto no dele. Ele estava tão frio.
Nós ficamos daquele jeito por uns 5 minutos, até eu ouvir um barulhinho aumentar cada vez mais a freqüência.
Eu olhei para uns dos aparelhos da sala e o aparelho que marcava os batimentos cardíacos do Jesse estava aumentando freneticamente.
- Jesse? – eu o olhei e ele estava com a mão no peito.
Eu levantei rapidamente, procurando o botão vermelho. Onde diabos foi que o doutor falou que estava?!
Eu olhei para o outro lado da cama de Jesse e vi o botão. Corri e o apertei quantas vezes eu pude.
Rapidamente o doutor e três enfermeiras – inclusive a Lisa – chegaram correndo ao quarto de Jesse. Lisa parou na minha frente e me mandou sair do quarto.
Eu tentei resistir, mas ela me arrastou para fora do quarto.
Eu fiquei parada por mais de 30 minutos em frente ao quarto de Jesse.
7.8.11
Despedida das férias (pra alguns) Cap 5 - Fic Ainda Sem Nome (qual éeh D. Fer ?!)
Saudades. Beijos.
Capitulo 5
Vou te dizer que não foi fácil explicar a bagunça na sala do diretor.
- MAS O QUE É ISSO?! – gritava irmã Ernestine. – O que aconteceu aqui?
- Irmã... – começou Jesse.
- Começou assim... – eu interrompi Jesse e comecei a falar, ainda planejando uma história – Padre Dominic chamou Jesse para ajudá-lo em algumas coisas em sua sala e eu saí para tomar água, foi quando eu encontrei o Paul Slater aqui e...
- O que o senhor está fazendo aqui na escola? – perguntou a Irmã, me interrompendo.
- Vim trazer a minha prima Rachel e resolvi dar um oi – explicou Paul.
- E como eu ia dizendo, Irmã... – eu continuei a falar, lançando um olhar de “Não me interrompa” para a Irmã Ernestine – Quando eu estava voltando para a sala do Padre Dominic, eu girei a maçaneta só que estava trancada. Eu achei estranho e comecei a ouvir atrás da porta, para ver se algo acontecia. Quando eu ouvi um barulho de cadeiras voando, Paul deu um chute na porta e conseguiu abri-la.
“Um homem, com uma meia na cabeça, estava ameaçando o Padre Dominic e o Jesse. Ele estava tentando matá-los! Foi ai que, Jesse, todo corajoso, resolveu defender o Padre e acabou levando um corte fundo no braço. Quando eu vi aquilo, eu fiquei horrorizada, lógico. Daí eu saí correndo para socorrer Jesse e Paul agarrou o cara por trás, fazendo-o largar a faca. Mas, como Paul é meio frouxo, deixou-o fugir.”
- Frouxo? – Paul repetiu a palavra com incredulidade.
- Frouxíssimo – eu acrescentei.
- Oh Senhor! E cadê o Padre Dominic? – perguntou a Irmã Ernestine.
- Ele... foi... dar queixa na policia e falou que não iria voltar hoje para escola – eu inventei.
- Graças a Deus ninguém se machucou gravemente! – Irmã Ernestine colocou a mão entre os seus enormes peitos e virou-se para Jesse – E você, meu querido, venha aqui, eu vou lhe fazer um curativo.
Eu olhava preocupada enquanto a Irmã Ernestine fazia os curativos em Jesse. Ela passava centenas de remédios no corte no braço esquerdo dele e parecia doer muito. Ele apertava a beirada da cama na qual ele estava sentado quando a Irmã passava um remédio por dentro do seu corte.
Quando a Irmã saiu da sala, deixando eu e Jesse sozinhos, eu apertei a mão dele levemente.
- Tá doendo muito?
- Ardendo um pouco, mas eu sei que a Irmã fez um ótimo trabalho.
- Ah, espero realmente que ela tenha feito um ótimo trabalho, pois parecia arder bastante e... – eu parei de falar quando ouvi uma batida na porta.
- Posso entrar? – disse uma voz familiar. Infelizmente familiar.
- Não! – eu falei.
- Ora, não seja desagradável – disse Rachel, entrando na sala.
- As minhas atitudes são o reflexo das suas, minha cara.
- Oh, Jesse! – gemeu Rachel enquanto chegava mais perto da cama onde Jesse estava sentado.
- Pode deixar, Rach, ele não precisa de você – eu falei, sentado ao lado dele.
- Tá tudo bem com você? – ela perguntou, sentando no outro canto da cama me ignorando.
- Claaaaro, ele parece ótimo com esse corte enorme no braço dele – eu falei, já sem paciência.
- Você já está me irritando, garota – disse Rachel, me lançando um olhar frio.
Eu sorri, satisfeita.
- Que bom Rach. Vejo que a minha missão está se completando – eu sorri mais ainda enquanto ela ficava mais irritada.
- Garotas, parem com isso – disse Paul, entrando na sala – Como está Jesse?
- Melhorando – Jesse respondeu, depois de um tempo calado.
- E o que foi aquilo na sala do Padre hein – Paul disse soltando um assovio.
- É verdade aquilo que você me falou, Paul? O fantasma tomou conta do corpo do Padre Dom? – Rachel falou.
- O que ela tem a ver com isso, Paul? - eu perguntei, irritada – Ela não precisa saber de nada do que aconteceu. Ela não deveria nem estar aqui.
Ela me olhou com um olhar estranho e Paul me respondeu.
- Ela á uma de nós, ela tem o direito de saber o que se passa, por mais que ela não esteja envolvida nesse assunto, Suze.
- Ela já está envolvida, se você não percebeu Paul – disse Jesse.
- Terminaram de falar sobre mim? Eu não vou mais me meter nos assuntos de vocês – disse Rachel.
- Uma coisa inteligente que saiu de sua boca, camarada – eu disse, olhando despreocupada para as minhas unhas.
- Olha o jeito que você fala comigo, sua...
- Rachel, vá para a sua sala – disse Paul, interrompendo o resto de sua frase, para o bem de todos.
Rachel olhou para Paul com um olhar matador e saiu, batendo os pés.
Irmã Ernestine entrou logo que Rachel saiu, olhando para ela com uma cara de confusão.
- O que aconteceu para a senhorita ali estar tão brava? Aconteceu alguma coisa, jovens? –perguntou Irmã Ernestine.
- Nada, ela que é meio histérica – respondi.
- Bom... – Irmã Ernestine pareceu digerir as minhas palavras e voltou a falar – Jesse vai ficar repousando aqui por tempo e não irá trabalhar hoje.
- Que bom, então eu posso...
- Eu disse Jesse, não você, senhorita Suzannah – disse a Irmã, me interrompendo. Ela adorava fazer isso comigo – Volte para o seu trabalho, enquanto Jesse repousa. No final do dia ele estará bem melhor.
- Não preciso de repouso, Irmã, já me sinto bem melhor – disse Jesse, se levantando da cama.
- Não, não, não, queridinho – Irmã Ernestine correu para empurrar cuidadosamente Jesse para a cama novamente.
- Mas foi somente um corte Irmã, não se incomode comigo – Jesse sorriu.
- Ok, Jesse – ela cedeu depois de seu belo sorriso – Só não carregue peso demais, pode abrir mais o corte. Se isso acontecer... teremos que dar alguns pontos.
- Sem problemas, Irmã. Muito obrigado.
Depois de alguns serviços na escola – todo o trabalho pesado sobrou para mim, claro -, finalmente chegou a hora de ir para casa. Era o que eu mais precisava. Não agüentava mais ficar na escola, não depois do que aconteceu.
Fomos ao estacionamento para pegar o carro do Padre, mas ele não estava lá.
- Incrível! Além de pegar o corpo do Padre “emprestado”, pega o carro! – eu resmunguei – Vou ligar para o Soneca... deve ter alguma cabine telefônica por aqui.
- Vamos andando hermosa, não precisa incomodar o seu irmão. Eu te deixo na sua casa e depois vou para a minha.
- Andando para a sua casa? Mas é longe, Jesse.
- Gosto de andar – Jesse entrelaçou os seus dedos nos meus e me guiou para fora da escola.
Quase o caminho inteiro, Jesse ficou quieto. Ele parecia cansado e preocupado. Admito que eu também estava assim, só que eu estava conseguindo disfarçar melhor.
Quase chegando em casa, eu resolvi quebrar aquele silêncio chato.
- Jesse.
- Sim?
- E o seu braço?
Ele levantou o braço com uma faixa e o balançou.
- Me sinto bem melhor – ele sorriu.
E silêncio de novo.
Quando chegamos à minha casa, eu o convidei para entrar e jantar com a gente, só que ele recusou. Ele falou que estava cansado e que queria ir para o seu apartamento.
- Bom, se você prefere assim...
- Eu só não estou me sentindo bem. Sinto-me realmente cansado.
- Jesse... eu acredito em você. Mas tem mais alguma coisa ai. Por que não conta pra mim? – eu peguei na mão dele e o puxei para mais perto de mim.
- É por minha causa tudo o que aconteceu hoje, Suzannah.
- Claro que não é! Por que você tá falando isso?
- É por minha causa que o Felix Diego está no corpo do Padre Dominic. É por minha causa que Felix está aqui, tentando estragar tudo.
Senti um bolo se formar na minha garganta e a verdade caindo sobre mim.
Se alguém fosse culpado por isso, não era ele.
Era minha a culpa.
Foi por minha causa que o Felix voltou. Fui eu que quis voltar para o passado para tentar salvar Jesse. Eu pensei que eu tinha feito o certo, mas no final acabou tudo sendo um desastre.
- Suzannah? Por que você está chorando? –perguntou Jesse, limpando as malditas lágrimas que escorriam sem eu perceber.
- Eu... eu... foi minha culpa... ah, não importa – eu cerrei os meus punhos e olhei para ele. – Não importa de quem é a culpa. Nós vamos sair dessa. Juntos.
Jesse me abraçou e depois me deu um beijo na testa.
- Claro que vamos. Mas não pense que a culpa é sua. Eu sei muito bem no que você está pensando – ele sorriu e tirou uma mecha do meu cabelo que estava no meu olho e colocou atrás da minha orelha – Foi graças a você que eu finalmente pude ficar aqui, não só de alma, mas de carne e osso também. Foi por você que eu consegui ficar aonde eu queria. Ao seu lado.
Eu consegui dar um projeto de sorriso e o beijei suavemente na boca.
- Obrigada - sussurrei, ainda coma boca na dele.
- Eu que te agradeço mi hermosa. Eu te amo – ele sussurrou de volta.
- Eu te amo.
Depois disso, Jesse entrou um pouco em casa, cumprimentou Andy e a minha mãe, mas logo foi embora. Ele realmente estava exausto.
Eu esperei na porta, vendo Jesse ir embora. Tão elegante, tão lindo, tão...
Eu vi uma pessoa correndo na rua, indo em direção ao Jesse. Não consegui ver quem era aquela pessoa, pois estava escuro e ela usava preto. Ela estava com alguma coisa nas mãos.
Uma faca. Uma faca bem grande.
- JESSE! – eu gritei o mais alto que pude, mas não adiantou.
Quando Jesse se virou para ver o porque de eu estar gritando, aquela pessoa pulou em cima dele.
Um poste de luz estava os iluminando e eu pude ver quem era. Era o Padre Dominic. Quero dizer, o Felix.
Eu corri até onde eles estavam, gritando, mas a única coisa eu consegui foi ouvir o grito de dor do Jesse.
Felix viu que eu estava correndo até eles e saiu correndo, fazendo eu o perder de vista quando ele se adentrou na escuridão da noite.
Eu me ajoelhei ao lado de Jesse, que estava caído e com uma faca de mais ou menos uns 20 cm fincada um pouco abaixo de seu peito.
- Jesse! – eu peguei a sua cabeça e a coloquei no meu colo – Jesse. Jesse. Jesse! Está me ouvindo? Consegue falar?
Ele estava com os olhos semi-cerrados, com os cabelos suados na testa por causa do suor.
Ele tentou falar alguma coisa, mas o corpo dele começou a ficar pesado e todo solto e quando eu percebi, os olhos dele estavam fechados e a sua boca estava um pouco aberta.
Eu coloquei o meu ouvido no seu peito e consegui ouvir o coração dele batendo irregularmente.
- Suzannah! O que aconteceu aqui? – era Andy junto com o Soneca.
- Um médico! Ele precisa de um médico! – eu gritei, junto com as lágrimas que escorriam fervorosamente.
- Mas o que aconte... – começou Soneca.
- ELE PRECISA DE UM MÉDICO! – eu gritei mais alto ainda, agora entre soluços.
- Vou pegar o carro – disse Soneca.
Capitulo 5
Vou te dizer que não foi fácil explicar a bagunça na sala do diretor.
- MAS O QUE É ISSO?! – gritava irmã Ernestine. – O que aconteceu aqui?
- Irmã... – começou Jesse.
- Começou assim... – eu interrompi Jesse e comecei a falar, ainda planejando uma história – Padre Dominic chamou Jesse para ajudá-lo em algumas coisas em sua sala e eu saí para tomar água, foi quando eu encontrei o Paul Slater aqui e...
- O que o senhor está fazendo aqui na escola? – perguntou a Irmã, me interrompendo.
- Vim trazer a minha prima Rachel e resolvi dar um oi – explicou Paul.
- E como eu ia dizendo, Irmã... – eu continuei a falar, lançando um olhar de “Não me interrompa” para a Irmã Ernestine – Quando eu estava voltando para a sala do Padre Dominic, eu girei a maçaneta só que estava trancada. Eu achei estranho e comecei a ouvir atrás da porta, para ver se algo acontecia. Quando eu ouvi um barulho de cadeiras voando, Paul deu um chute na porta e conseguiu abri-la.
“Um homem, com uma meia na cabeça, estava ameaçando o Padre Dominic e o Jesse. Ele estava tentando matá-los! Foi ai que, Jesse, todo corajoso, resolveu defender o Padre e acabou levando um corte fundo no braço. Quando eu vi aquilo, eu fiquei horrorizada, lógico. Daí eu saí correndo para socorrer Jesse e Paul agarrou o cara por trás, fazendo-o largar a faca. Mas, como Paul é meio frouxo, deixou-o fugir.”
- Frouxo? – Paul repetiu a palavra com incredulidade.
- Frouxíssimo – eu acrescentei.
- Oh Senhor! E cadê o Padre Dominic? – perguntou a Irmã Ernestine.
- Ele... foi... dar queixa na policia e falou que não iria voltar hoje para escola – eu inventei.
- Graças a Deus ninguém se machucou gravemente! – Irmã Ernestine colocou a mão entre os seus enormes peitos e virou-se para Jesse – E você, meu querido, venha aqui, eu vou lhe fazer um curativo.
Eu olhava preocupada enquanto a Irmã Ernestine fazia os curativos em Jesse. Ela passava centenas de remédios no corte no braço esquerdo dele e parecia doer muito. Ele apertava a beirada da cama na qual ele estava sentado quando a Irmã passava um remédio por dentro do seu corte.
Quando a Irmã saiu da sala, deixando eu e Jesse sozinhos, eu apertei a mão dele levemente.
- Tá doendo muito?
- Ardendo um pouco, mas eu sei que a Irmã fez um ótimo trabalho.
- Ah, espero realmente que ela tenha feito um ótimo trabalho, pois parecia arder bastante e... – eu parei de falar quando ouvi uma batida na porta.
- Posso entrar? – disse uma voz familiar. Infelizmente familiar.
- Não! – eu falei.
- Ora, não seja desagradável – disse Rachel, entrando na sala.
- As minhas atitudes são o reflexo das suas, minha cara.
- Oh, Jesse! – gemeu Rachel enquanto chegava mais perto da cama onde Jesse estava sentado.
- Pode deixar, Rach, ele não precisa de você – eu falei, sentado ao lado dele.
- Tá tudo bem com você? – ela perguntou, sentando no outro canto da cama me ignorando.
- Claaaaro, ele parece ótimo com esse corte enorme no braço dele – eu falei, já sem paciência.
- Você já está me irritando, garota – disse Rachel, me lançando um olhar frio.
Eu sorri, satisfeita.
- Que bom Rach. Vejo que a minha missão está se completando – eu sorri mais ainda enquanto ela ficava mais irritada.
- Garotas, parem com isso – disse Paul, entrando na sala – Como está Jesse?
- Melhorando – Jesse respondeu, depois de um tempo calado.
- E o que foi aquilo na sala do Padre hein – Paul disse soltando um assovio.
- É verdade aquilo que você me falou, Paul? O fantasma tomou conta do corpo do Padre Dom? – Rachel falou.
- O que ela tem a ver com isso, Paul? - eu perguntei, irritada – Ela não precisa saber de nada do que aconteceu. Ela não deveria nem estar aqui.
Ela me olhou com um olhar estranho e Paul me respondeu.
- Ela á uma de nós, ela tem o direito de saber o que se passa, por mais que ela não esteja envolvida nesse assunto, Suze.
- Ela já está envolvida, se você não percebeu Paul – disse Jesse.
- Terminaram de falar sobre mim? Eu não vou mais me meter nos assuntos de vocês – disse Rachel.
- Uma coisa inteligente que saiu de sua boca, camarada – eu disse, olhando despreocupada para as minhas unhas.
- Olha o jeito que você fala comigo, sua...
- Rachel, vá para a sua sala – disse Paul, interrompendo o resto de sua frase, para o bem de todos.
Rachel olhou para Paul com um olhar matador e saiu, batendo os pés.
Irmã Ernestine entrou logo que Rachel saiu, olhando para ela com uma cara de confusão.
- O que aconteceu para a senhorita ali estar tão brava? Aconteceu alguma coisa, jovens? –perguntou Irmã Ernestine.
- Nada, ela que é meio histérica – respondi.
- Bom... – Irmã Ernestine pareceu digerir as minhas palavras e voltou a falar – Jesse vai ficar repousando aqui por tempo e não irá trabalhar hoje.
- Que bom, então eu posso...
- Eu disse Jesse, não você, senhorita Suzannah – disse a Irmã, me interrompendo. Ela adorava fazer isso comigo – Volte para o seu trabalho, enquanto Jesse repousa. No final do dia ele estará bem melhor.
- Não preciso de repouso, Irmã, já me sinto bem melhor – disse Jesse, se levantando da cama.
- Não, não, não, queridinho – Irmã Ernestine correu para empurrar cuidadosamente Jesse para a cama novamente.
- Mas foi somente um corte Irmã, não se incomode comigo – Jesse sorriu.
- Ok, Jesse – ela cedeu depois de seu belo sorriso – Só não carregue peso demais, pode abrir mais o corte. Se isso acontecer... teremos que dar alguns pontos.
- Sem problemas, Irmã. Muito obrigado.
Depois de alguns serviços na escola – todo o trabalho pesado sobrou para mim, claro -, finalmente chegou a hora de ir para casa. Era o que eu mais precisava. Não agüentava mais ficar na escola, não depois do que aconteceu.
Fomos ao estacionamento para pegar o carro do Padre, mas ele não estava lá.
- Incrível! Além de pegar o corpo do Padre “emprestado”, pega o carro! – eu resmunguei – Vou ligar para o Soneca... deve ter alguma cabine telefônica por aqui.
- Vamos andando hermosa, não precisa incomodar o seu irmão. Eu te deixo na sua casa e depois vou para a minha.
- Andando para a sua casa? Mas é longe, Jesse.
- Gosto de andar – Jesse entrelaçou os seus dedos nos meus e me guiou para fora da escola.
Quase o caminho inteiro, Jesse ficou quieto. Ele parecia cansado e preocupado. Admito que eu também estava assim, só que eu estava conseguindo disfarçar melhor.
Quase chegando em casa, eu resolvi quebrar aquele silêncio chato.
- Jesse.
- Sim?
- E o seu braço?
Ele levantou o braço com uma faixa e o balançou.
- Me sinto bem melhor – ele sorriu.
E silêncio de novo.
Quando chegamos à minha casa, eu o convidei para entrar e jantar com a gente, só que ele recusou. Ele falou que estava cansado e que queria ir para o seu apartamento.
- Bom, se você prefere assim...
- Eu só não estou me sentindo bem. Sinto-me realmente cansado.
- Jesse... eu acredito em você. Mas tem mais alguma coisa ai. Por que não conta pra mim? – eu peguei na mão dele e o puxei para mais perto de mim.
- É por minha causa tudo o que aconteceu hoje, Suzannah.
- Claro que não é! Por que você tá falando isso?
- É por minha causa que o Felix Diego está no corpo do Padre Dominic. É por minha causa que Felix está aqui, tentando estragar tudo.
Senti um bolo se formar na minha garganta e a verdade caindo sobre mim.
Se alguém fosse culpado por isso, não era ele.
Era minha a culpa.
Foi por minha causa que o Felix voltou. Fui eu que quis voltar para o passado para tentar salvar Jesse. Eu pensei que eu tinha feito o certo, mas no final acabou tudo sendo um desastre.
- Suzannah? Por que você está chorando? –perguntou Jesse, limpando as malditas lágrimas que escorriam sem eu perceber.
- Eu... eu... foi minha culpa... ah, não importa – eu cerrei os meus punhos e olhei para ele. – Não importa de quem é a culpa. Nós vamos sair dessa. Juntos.
Jesse me abraçou e depois me deu um beijo na testa.
- Claro que vamos. Mas não pense que a culpa é sua. Eu sei muito bem no que você está pensando – ele sorriu e tirou uma mecha do meu cabelo que estava no meu olho e colocou atrás da minha orelha – Foi graças a você que eu finalmente pude ficar aqui, não só de alma, mas de carne e osso também. Foi por você que eu consegui ficar aonde eu queria. Ao seu lado.
Eu consegui dar um projeto de sorriso e o beijei suavemente na boca.
- Obrigada - sussurrei, ainda coma boca na dele.
- Eu que te agradeço mi hermosa. Eu te amo – ele sussurrou de volta.
- Eu te amo.
Depois disso, Jesse entrou um pouco em casa, cumprimentou Andy e a minha mãe, mas logo foi embora. Ele realmente estava exausto.
Eu esperei na porta, vendo Jesse ir embora. Tão elegante, tão lindo, tão...
Eu vi uma pessoa correndo na rua, indo em direção ao Jesse. Não consegui ver quem era aquela pessoa, pois estava escuro e ela usava preto. Ela estava com alguma coisa nas mãos.
Uma faca. Uma faca bem grande.
- JESSE! – eu gritei o mais alto que pude, mas não adiantou.
Quando Jesse se virou para ver o porque de eu estar gritando, aquela pessoa pulou em cima dele.
Um poste de luz estava os iluminando e eu pude ver quem era. Era o Padre Dominic. Quero dizer, o Felix.
Eu corri até onde eles estavam, gritando, mas a única coisa eu consegui foi ouvir o grito de dor do Jesse.
Felix viu que eu estava correndo até eles e saiu correndo, fazendo eu o perder de vista quando ele se adentrou na escuridão da noite.
Eu me ajoelhei ao lado de Jesse, que estava caído e com uma faca de mais ou menos uns 20 cm fincada um pouco abaixo de seu peito.
- Jesse! – eu peguei a sua cabeça e a coloquei no meu colo – Jesse. Jesse. Jesse! Está me ouvindo? Consegue falar?
Ele estava com os olhos semi-cerrados, com os cabelos suados na testa por causa do suor.
Ele tentou falar alguma coisa, mas o corpo dele começou a ficar pesado e todo solto e quando eu percebi, os olhos dele estavam fechados e a sua boca estava um pouco aberta.
Eu coloquei o meu ouvido no seu peito e consegui ouvir o coração dele batendo irregularmente.
- Suzannah! O que aconteceu aqui? – era Andy junto com o Soneca.
- Um médico! Ele precisa de um médico! – eu gritei, junto com as lágrimas que escorriam fervorosamente.
- Mas o que aconte... – começou Soneca.
- ELE PRECISA DE UM MÉDICO! – eu gritei mais alto ainda, agora entre soluços.
- Vou pegar o carro – disse Soneca.
27.7.11
Fic Sem Nome da Fer, cap 4
Capitulo 4
Fomos à casa de Paul novamente, esperando respostas dessa vez.
Quando entramos em sua casa, Paul disse para nós esperar, pois ele ia ver se o avô dele estava acordado para contar melhor o que ele descobriu.
Eu e Jesse ficamos sentados no mesmo sofá onde Paul e Kelly haviam se pegado. Eca.
Jesse estava tenso, olhando para todos os detalhes da casa e ficou em alerta quando ouviu um barulho de alguma coisa quebrar.
- Paaaaaul! – gritou uma voz feminina. – Eu espero que você não ligue que um prato de porcelana tenha quebrado... nem era tão bonito assim e... – a voz da garota parou no ar, quando ela chegou à sala e nos viu.
- Olá Jesse! – disse Rachel com certo tom sensual na voz. – O que faz aqui? – ela perguntou surpresa.
- O que você faz aqui? – eu perguntei para a vaca que não parava de olhar para o meu namorado. Mal amada.
- Se conhecessem? – perguntou Paul, quando ele voltou para sala. – E o que foi o barulho de algo se quebrando?
- Ah Paul... – começou Rachel.
- A sua amiga quebrou um prato de porcelana que era feio, não é mesmo, Rach? – eu falei, chamando-a por Rach, pois eu sabia que ela odiava apelidos.
- Prato de porcelana? – Paul olhou para ela, com um olhar furioso. – Eram os pratos de porcelana da minha avó! Rachel, sua idiota! – Paul parou por um segundo e riu – Pelo menos não vai ser eu que vou ser mandado para fora de casa. O velho vai ficar furioso.
- Aquele velho nem anda – Rachel falou e olhou para mim, com um olhar fulminante. – E você! Nunca mais me chame de Rach!
- Ah, Rach, por quê? – eu pisquei os olhos e dei um sorriso.
- Paul, o que você queria falar? – interrompeu Jesse.
- Bom, eu fiz algumas perguntas para o meu avô sobre a situação de vocês e ele me deu algumas respostas bem esclarecedoras. Só não o trouxe agora porque ele está assistindo a aquele programa estúpido.
- Fala logo – Jesse falou, apressando-o. Paul não ficou com uma cara tão simpática depois disso.
- Felix pode ter aparecido por causa da nossa viagem ao passado, Suze – começou Paul – Lembra que eu te falei que se por acaso, se nós salvássemos Jesse de Felix, ele não estaria aqui e talvez, você nem se lembraria dele?
- Então quer dizer que... – eu comecei a falar, mas fui interrompida por Paul.
- Felix, provavelmente deve ter morrido – junto com o Sr. e a Sra. O’Neil – no próprio incêndio que ele causou. Assim, Felix mudou o seu próprio futuro. Então, ele nem foi exorcizado e nem se casou com Maria da Silva. Pelo menos para ele.
- Realmente, faz bastante sentido – disse Jesse. – Isso resolve uma das nossas questões. Agora tem a outra.
- Por que o Sr. e a Sra. O’Neil estão aqui? – eu completei.
- Felix deve ter os invocado, os fez pensarem que a culpa da morte deles foi culpa de vocês e está usando-os para fazer uma vingança mais... completa – arriscou Paul.
Jesse ficou pensativo, avaliando a hipótese que Paul acabara de falar.
- Não pode ser isso – eu falei.
Jesse e Paul me olharam com dúvidas no olhar.
- Não pode ter sido Felix. Jesse, lembra que Felix apareceu hoje na sua casa e falou que eles apareceram “de repente” e que ele nem precisava deles?
- Isso é verdade – confirmou Jesse.
- Então quem teria feito? –perguntou Paul.
- Boa pergunta – eu olhei para baixo e vi uma sapatilha cor de rosa e olhei para cima. Rachel ainda estava na sala. Ela havia ouvido tudo – Paul... Ela...
- Ah, não ligue para ela, Suze. Ela é como nós. Uma deslocadora.
Eu olhei para ela, pasma, e ela deu um sorriso para Jesse.
Mais uma para o clube. Só não espere que eu tome chá com ela todos os dias.
- Você também é, Jesse? – perguntou Rachel. – Somos iguais então. Que legal!
- É, Rach, cuidado. Por algum tipo de acidente, eu poderia te estrangular ou coisa parecida – eu a ameacei.
- Não me chame de Rach!
- Vamos indo, Jesse – eu peguei em sua mão e lhe dei um beijo. Percebi o quanto Rachel e Paul ficaram tensos na sala. Nem liguei – Obrigada Paul, isso ajudou bastante. Eu realmente não acreditei que você poderia nos ajudar. Fiquei surpresa.
- Disponha Suze – Paul sorriu e piscou para mim.
Jesse se colocou em minha frente, mas o puxei rapidamente.
- Vamos Jesse. Tchau Paul, Tchau Rach! – eu sorri enquanto Rachel gemia de raiva. – Escolha melhor as suas amizades Paul.
- Ah, Rachel não é minha amiga. Ela é minha prima.
- Agora eu entendo. É de família – eu falei. Os dois são descarados e insuportáveis. A diferença é que Paul consegue ser legal às vezes.
E eu acabei de descobrir que as Open Boots da Rachel não era de camelôs. Não se ela fosse realmente prima de Paul.
Na segunda de manhã, Jesse e eu fomos à escola – como de costume- e procuramos o Padre D. para lhe contar as novidades.
Chegamos à sala dele e o Padre D. parecia meio... perturbado. Ele levou um susto quando nós entramos em sua sala – eu sei que nós não batemos, mas ele nunca levou susto nenhum – e depois ficou me olhando com os olhos esbugalhados. Ele parecia nervoso. E era por minha causa.
- Padre D., tudo bem com você? – Jesse perguntou.
- Claro Jesse – respondeu rapidamente.
- Certeza? – eu complementei. Ele não parecia nada bem.
- Claro... é... Sam... Susan...
Padre D. havia esquecido o meu nome?
- Suzannah, Padre D., como na canção “Oh Suzannah, não chores por mim”. Sabe, esquecer o meu nome é um sinal claro de que a idade está te atingindo. Infelizmente, é isso meu querido Padre.
- Haha – o Padre deu uma risada muito, mas muito sem graça – Deve ser isso mesmo, Suzannah. Então, por que vieram aqui?
Nós explicamos tudo ao Padre. Desde quando Felix e os O’Neil apareceram aqui, até a conclusão que chegamos, junto com Paul.
Padre D. nos olhou, incrédulo com o que nós havíamos falado e começou a falar enrolado:
- Mudado... futuro? Como assim, Felix mudou o seu futuro?
- Padre, nós já te explicamos... lembra, quando eu viajei no tempo?
- Como?! Isso é impo... – ele parou de falar e olhou para a minha cara, que deveria estar uma mistura de “Você está louco?” com “Seu velho gagá!” – Lembro, claro que lembro.
- E o que nós fazemos Padre Dominic? – perguntou Jesse.
- Bem... Susan, volte ao trabalho. Eu quero conversar com Jesse.
- Suzannah! – eu o corrigi, de novo.
Eu saí da sala do Padre D. e fechei a porta. Ouvi o barulho da chave rodando e trancando a porta.
O que o Padre D. falaria de tão sério para Jesse? Tão sério ou... secreto que eu não poderia ouvir?
Eu encostei o meu ouvido na porta e ouvi somente alguns ruídos, nada audível.
- É feio escutar a conversa dos outros – disse alguém.
Eu olhei para trás e vi Paul, com o seu típico traje a la tenista.
- Não estou escutando ninguém.
- Ah, não? É um novo hobbie ficar com a orelha colada na porta?
- Cala a boca, Paul! O que você está fazendo aqui?
- Vim lhe fazer uma visita, Suze. E eu a encontrei em um ótimo momento: sozinha – disse Paul, dando um sorriso sedutor.
- Poupe-me dessa sua conversinha mole, Paul Slater.
- Vim trazer Rachel e aproveitei para dizer “oi”.
- Você não estuda? – eu perguntei, ainda com a orelha na porta.
- E você, estuda?
- Eu trabalho, coisa que você não faz.
- Não seja assim, Suze. Será que nós não poderíamos conversar uma vez se nos provocar?
- Peraí Paul, me dê um segundo para pensar. Não.
Paul riu e passou a mão no meu cabelo.
- Tira a mão do meu cabelo. Dá frizz, sabia?
- Por isso que eu gosto de você, Suze.
Revirei os olhos e comecei a prestar atenção novamente na conversa.
Ouvi barulho de uma cadeira e de livros caindo no chão.
- Você ouviu isso, Paul? – eu perguntei, desconfiada.
- Não sou eu que estou com a orelha grudada na porta, mas ouvi alguma coisa.
- Derruba a porta.
- Por que eu iria fazer uma coisa dessas?
- Frouxo!
Paul ergueu uma sobrancelha e cruzou os braços.
- Não vejo motivo par fazer isso. Se quiser fazer isso, faça você mesmo.
- Frouxo! – falei novamente e me afastei da porta, tomando impulso.
Eu me joguei uma, duas, três vezes na porta e nada.
Só ganhei uma bela dor no braço.
- Saia da frente, Suze – Paul disse e tomei distância.
Com um chute, Paul conseguiu fazer um buraco na porta e olhou.
- O que isso?! – eu gritei, quando eu olhei pelo buraco na porta.
O Padre D. estava com uma faca na mão enquanto Jesse se desviava dos golpes dele.
- Abre essa porta Paul!
Paul passou a mão pelo buraco da porta e girou a chave.
Nós entramos e Paul foi por trás do Padre D. e o segurou, enquanto eu ia ao lado de Jesse.
- Jesse, você está bem? – eu perguntei, segurando o seu braço esquerdo, que estava com um corte bem fundo.
- Fique quieto! – Paul gritou para o Padre, que estava se debatendo.
- Padre Dominic! O senhor está louco? – eu gritei e olhei para Jesse. – O que aconteceu?
- Ele... ele... não é... – Jesse se engasgou – Felix...
- O quê?! – eu e Paul falamos juntos.
Padre D. parou de se debater e Paul o soltou.
O Padre estava com uma aparência pasma. Ele olhou para o corte de Jesse e olhou para a pequena faca em sua mão, largando-a imediatamente no chão.
- Jesse... eu... não queria... Suzannah, não pense que... – Padre D. começou a falar, mas começou a se contorcer e percebi, que de repente, o olhar do Padre mudou. Era um olhar com raiva
- Não vai ficar assim – o Padre disse e saiu da sala.
Paul, Jesse e eu ficamos pasmos, olhando para a porta.
- O. Que. Aconteceu? – eu perguntei, quase sem voz.
- Felix Diego. Ele está no corpo do Padre Dominic – disse Jesse, arfando.
- Mas para um espírito tomar conta de um corpo, o Padre D. deveria estar... – Paul parou de falar, deixando as palavras no ar.
- O Padre D. morreu? – eu falei, já sentindo as lágrimas se empoçarem em meus olhos.
- Não acho que o Padre Dominic morreu, Suzannah – disse Jesse, passando a mão em minha bochecha. - Você não viu que, na hora que vocês entraram, ele percebeu o que tinha feito e tentou falar alguma coisa? O Padre ainda está no corpo.
- Isso é impossível... ele deveria estar morto. Um corpo não iria suportar duas almas – disse Paul.
- Talvez para uma pessoa normal. Não para um mediador – disse Jesse.
Fomos à casa de Paul novamente, esperando respostas dessa vez.
Quando entramos em sua casa, Paul disse para nós esperar, pois ele ia ver se o avô dele estava acordado para contar melhor o que ele descobriu.
Eu e Jesse ficamos sentados no mesmo sofá onde Paul e Kelly haviam se pegado. Eca.
Jesse estava tenso, olhando para todos os detalhes da casa e ficou em alerta quando ouviu um barulho de alguma coisa quebrar.
- Paaaaaul! – gritou uma voz feminina. – Eu espero que você não ligue que um prato de porcelana tenha quebrado... nem era tão bonito assim e... – a voz da garota parou no ar, quando ela chegou à sala e nos viu.
- Olá Jesse! – disse Rachel com certo tom sensual na voz. – O que faz aqui? – ela perguntou surpresa.
- O que você faz aqui? – eu perguntei para a vaca que não parava de olhar para o meu namorado. Mal amada.
- Se conhecessem? – perguntou Paul, quando ele voltou para sala. – E o que foi o barulho de algo se quebrando?
- Ah Paul... – começou Rachel.
- A sua amiga quebrou um prato de porcelana que era feio, não é mesmo, Rach? – eu falei, chamando-a por Rach, pois eu sabia que ela odiava apelidos.
- Prato de porcelana? – Paul olhou para ela, com um olhar furioso. – Eram os pratos de porcelana da minha avó! Rachel, sua idiota! – Paul parou por um segundo e riu – Pelo menos não vai ser eu que vou ser mandado para fora de casa. O velho vai ficar furioso.
- Aquele velho nem anda – Rachel falou e olhou para mim, com um olhar fulminante. – E você! Nunca mais me chame de Rach!
- Ah, Rach, por quê? – eu pisquei os olhos e dei um sorriso.
- Paul, o que você queria falar? – interrompeu Jesse.
- Bom, eu fiz algumas perguntas para o meu avô sobre a situação de vocês e ele me deu algumas respostas bem esclarecedoras. Só não o trouxe agora porque ele está assistindo a aquele programa estúpido.
- Fala logo – Jesse falou, apressando-o. Paul não ficou com uma cara tão simpática depois disso.
- Felix pode ter aparecido por causa da nossa viagem ao passado, Suze – começou Paul – Lembra que eu te falei que se por acaso, se nós salvássemos Jesse de Felix, ele não estaria aqui e talvez, você nem se lembraria dele?
- Então quer dizer que... – eu comecei a falar, mas fui interrompida por Paul.
- Felix, provavelmente deve ter morrido – junto com o Sr. e a Sra. O’Neil – no próprio incêndio que ele causou. Assim, Felix mudou o seu próprio futuro. Então, ele nem foi exorcizado e nem se casou com Maria da Silva. Pelo menos para ele.
- Realmente, faz bastante sentido – disse Jesse. – Isso resolve uma das nossas questões. Agora tem a outra.
- Por que o Sr. e a Sra. O’Neil estão aqui? – eu completei.
- Felix deve ter os invocado, os fez pensarem que a culpa da morte deles foi culpa de vocês e está usando-os para fazer uma vingança mais... completa – arriscou Paul.
Jesse ficou pensativo, avaliando a hipótese que Paul acabara de falar.
- Não pode ser isso – eu falei.
Jesse e Paul me olharam com dúvidas no olhar.
- Não pode ter sido Felix. Jesse, lembra que Felix apareceu hoje na sua casa e falou que eles apareceram “de repente” e que ele nem precisava deles?
- Isso é verdade – confirmou Jesse.
- Então quem teria feito? –perguntou Paul.
- Boa pergunta – eu olhei para baixo e vi uma sapatilha cor de rosa e olhei para cima. Rachel ainda estava na sala. Ela havia ouvido tudo – Paul... Ela...
- Ah, não ligue para ela, Suze. Ela é como nós. Uma deslocadora.
Eu olhei para ela, pasma, e ela deu um sorriso para Jesse.
Mais uma para o clube. Só não espere que eu tome chá com ela todos os dias.
- Você também é, Jesse? – perguntou Rachel. – Somos iguais então. Que legal!
- É, Rach, cuidado. Por algum tipo de acidente, eu poderia te estrangular ou coisa parecida – eu a ameacei.
- Não me chame de Rach!
- Vamos indo, Jesse – eu peguei em sua mão e lhe dei um beijo. Percebi o quanto Rachel e Paul ficaram tensos na sala. Nem liguei – Obrigada Paul, isso ajudou bastante. Eu realmente não acreditei que você poderia nos ajudar. Fiquei surpresa.
- Disponha Suze – Paul sorriu e piscou para mim.
Jesse se colocou em minha frente, mas o puxei rapidamente.
- Vamos Jesse. Tchau Paul, Tchau Rach! – eu sorri enquanto Rachel gemia de raiva. – Escolha melhor as suas amizades Paul.
- Ah, Rachel não é minha amiga. Ela é minha prima.
- Agora eu entendo. É de família – eu falei. Os dois são descarados e insuportáveis. A diferença é que Paul consegue ser legal às vezes.
E eu acabei de descobrir que as Open Boots da Rachel não era de camelôs. Não se ela fosse realmente prima de Paul.
Na segunda de manhã, Jesse e eu fomos à escola – como de costume- e procuramos o Padre D. para lhe contar as novidades.
Chegamos à sala dele e o Padre D. parecia meio... perturbado. Ele levou um susto quando nós entramos em sua sala – eu sei que nós não batemos, mas ele nunca levou susto nenhum – e depois ficou me olhando com os olhos esbugalhados. Ele parecia nervoso. E era por minha causa.
- Padre D., tudo bem com você? – Jesse perguntou.
- Claro Jesse – respondeu rapidamente.
- Certeza? – eu complementei. Ele não parecia nada bem.
- Claro... é... Sam... Susan...
Padre D. havia esquecido o meu nome?
- Suzannah, Padre D., como na canção “Oh Suzannah, não chores por mim”. Sabe, esquecer o meu nome é um sinal claro de que a idade está te atingindo. Infelizmente, é isso meu querido Padre.
- Haha – o Padre deu uma risada muito, mas muito sem graça – Deve ser isso mesmo, Suzannah. Então, por que vieram aqui?
Nós explicamos tudo ao Padre. Desde quando Felix e os O’Neil apareceram aqui, até a conclusão que chegamos, junto com Paul.
Padre D. nos olhou, incrédulo com o que nós havíamos falado e começou a falar enrolado:
- Mudado... futuro? Como assim, Felix mudou o seu futuro?
- Padre, nós já te explicamos... lembra, quando eu viajei no tempo?
- Como?! Isso é impo... – ele parou de falar e olhou para a minha cara, que deveria estar uma mistura de “Você está louco?” com “Seu velho gagá!” – Lembro, claro que lembro.
- E o que nós fazemos Padre Dominic? – perguntou Jesse.
- Bem... Susan, volte ao trabalho. Eu quero conversar com Jesse.
- Suzannah! – eu o corrigi, de novo.
Eu saí da sala do Padre D. e fechei a porta. Ouvi o barulho da chave rodando e trancando a porta.
O que o Padre D. falaria de tão sério para Jesse? Tão sério ou... secreto que eu não poderia ouvir?
Eu encostei o meu ouvido na porta e ouvi somente alguns ruídos, nada audível.
- É feio escutar a conversa dos outros – disse alguém.
Eu olhei para trás e vi Paul, com o seu típico traje a la tenista.
- Não estou escutando ninguém.
- Ah, não? É um novo hobbie ficar com a orelha colada na porta?
- Cala a boca, Paul! O que você está fazendo aqui?
- Vim lhe fazer uma visita, Suze. E eu a encontrei em um ótimo momento: sozinha – disse Paul, dando um sorriso sedutor.
- Poupe-me dessa sua conversinha mole, Paul Slater.
- Vim trazer Rachel e aproveitei para dizer “oi”.
- Você não estuda? – eu perguntei, ainda com a orelha na porta.
- E você, estuda?
- Eu trabalho, coisa que você não faz.
- Não seja assim, Suze. Será que nós não poderíamos conversar uma vez se nos provocar?
- Peraí Paul, me dê um segundo para pensar. Não.
Paul riu e passou a mão no meu cabelo.
- Tira a mão do meu cabelo. Dá frizz, sabia?
- Por isso que eu gosto de você, Suze.
Revirei os olhos e comecei a prestar atenção novamente na conversa.
Ouvi barulho de uma cadeira e de livros caindo no chão.
- Você ouviu isso, Paul? – eu perguntei, desconfiada.
- Não sou eu que estou com a orelha grudada na porta, mas ouvi alguma coisa.
- Derruba a porta.
- Por que eu iria fazer uma coisa dessas?
- Frouxo!
Paul ergueu uma sobrancelha e cruzou os braços.
- Não vejo motivo par fazer isso. Se quiser fazer isso, faça você mesmo.
- Frouxo! – falei novamente e me afastei da porta, tomando impulso.
Eu me joguei uma, duas, três vezes na porta e nada.
Só ganhei uma bela dor no braço.
- Saia da frente, Suze – Paul disse e tomei distância.
Com um chute, Paul conseguiu fazer um buraco na porta e olhou.
- O que isso?! – eu gritei, quando eu olhei pelo buraco na porta.
O Padre D. estava com uma faca na mão enquanto Jesse se desviava dos golpes dele.
- Abre essa porta Paul!
Paul passou a mão pelo buraco da porta e girou a chave.
Nós entramos e Paul foi por trás do Padre D. e o segurou, enquanto eu ia ao lado de Jesse.
- Jesse, você está bem? – eu perguntei, segurando o seu braço esquerdo, que estava com um corte bem fundo.
- Fique quieto! – Paul gritou para o Padre, que estava se debatendo.
- Padre Dominic! O senhor está louco? – eu gritei e olhei para Jesse. – O que aconteceu?
- Ele... ele... não é... – Jesse se engasgou – Felix...
- O quê?! – eu e Paul falamos juntos.
Padre D. parou de se debater e Paul o soltou.
O Padre estava com uma aparência pasma. Ele olhou para o corte de Jesse e olhou para a pequena faca em sua mão, largando-a imediatamente no chão.
- Jesse... eu... não queria... Suzannah, não pense que... – Padre D. começou a falar, mas começou a se contorcer e percebi, que de repente, o olhar do Padre mudou. Era um olhar com raiva
- Não vai ficar assim – o Padre disse e saiu da sala.
Paul, Jesse e eu ficamos pasmos, olhando para a porta.
- O. Que. Aconteceu? – eu perguntei, quase sem voz.
- Felix Diego. Ele está no corpo do Padre Dominic – disse Jesse, arfando.
- Mas para um espírito tomar conta de um corpo, o Padre D. deveria estar... – Paul parou de falar, deixando as palavras no ar.
- O Padre D. morreu? – eu falei, já sentindo as lágrimas se empoçarem em meus olhos.
- Não acho que o Padre Dominic morreu, Suzannah – disse Jesse, passando a mão em minha bochecha. - Você não viu que, na hora que vocês entraram, ele percebeu o que tinha feito e tentou falar alguma coisa? O Padre ainda está no corpo.
- Isso é impossível... ele deveria estar morto. Um corpo não iria suportar duas almas – disse Paul.
- Talvez para uma pessoa normal. Não para um mediador – disse Jesse.
24.7.11
A Mediadora- caixa de pérolas (cap.19)
- Suzannah, eu não entendo esse filme. Por que ele precisa brilhar no sol? Não dava pra ser um vampiro extremamente branco só não? E por que esse cara que vira lobo está o tempo todo sem camisa? Isso não faz sentido.
- Ele fica sem camisa porque está toda hora se transformando, assim é mais prático. Agora, o porque o vampiro brilha como purpurina no sol eu não sei, mas ele é vampiro ne? Isso não existe.
Eu realmente não estava afim de discutir Crepúsculo com o Jesse, mas também não queria que ele percebesse minha falta de atenção no nosso programa de sábado.
- Acho que eles só querem que garotinhas fiquem loucas com esses garotos sem camisa.- Jesse respondeu e começou a rir. Eu o acompanhei. Concordava, preferia muito mais ele sem camisa. Na mesma hora lembrei de um ótimo jeito de distrai-lo.
-Sabe, mas eu não sou de gostar de garotos sem camisa. Eu prefiro um único cara sem camisa... Um assim, bem mais velho. - Eu comecei a passar a mão pela frente da camisa de Jesse. Ele me olhou. Havia entendido muito bem o que o eu queria dizer, na mesmo hora me puxou para um beijo de tirar o fôlego. Ou seria de tirar se tivéssemos terminado ele porque, bem no meio meu telefone tocou, e eu estava esperando ele tocar o dia todo.
-Desculpa amor.- Parei nosso nosso beijo contra a minha vontade e levantei para atender o telefone.
-Ela Suze, hora de contar o meu plano.
Era o Paul mesmo, eu não poderia atende-lo na frente do Jesse, é claro.
-Ok, um minuto.- Falei ao telefone.-É a Ceecee, eu preciso atender em particular. Ela disse mais cedo que iria ligar pra falar do encontro dela com aquele namorado la.
-Hermosa, desde quando suas conversas com a Ceecee são particulares? -Droga, ele me conhecia muito bem.
-Desde que ela quer conversar detalhes intimos do encontro e bem, essas coisas não se falam na frente do namorado. Por que você não vai dar uma olhada no trabalho de ciências do David? Ele estava querendo te mostrar mesmo, ainda falta um mês mas ele diz que é pouco para qualquer ajuste então...
-Ok, já entendi. Volto logo.
-Pode falar.
-Jesse estava ai ne? Você ainda não contou pra ele ne? Suze, isso vai dar problema ein. Bom, não vou me meter, isso é coisa sua. Então descobri aonde a Rosa está.
-Ué, pensei que ela estivesse em minha casa.
-Claro que não ou você teria visitas o tempo todo. Ela esta na loja Madame Rouge, aquela de vestidos na rua principal, era lá que ficava o antigo bordel onde ela vivia. Não sei ainda porque ela apareceu só agora mas pretendo ir la ter uma conversinha com ela.
-Isso não é perigoso?
-Não, não sou importante pra você. Ela sabe disso, não estou na lista dela. Mas as pessoas que estão, você vai convidar domingo para um jantar em sua casa, que você vai preparar.
-Essa é uma boa idéia. Mas com qual desculpa?
-Sei la, por que quer reunir todo mundo, experimentar uma receita nova, comemorar a ultima semana de aula ou você pode anunciar seu noivado com o Jesse.
-Isso não. Ei, como você sabe do meu noivado?
-Deveria acontecer cedo ou tarde. Resolva essa parte, deixa o resto comigo. Agora volta pro Jesse antes que ele desconfie. Boa noite hermosa.
-Boa noite.
Desliguei o telefone e pensei qual desculpa eu daria pra reunir todas as pessoas mais importantes pra mim? Nem era aniversário de ninguém. Mas até que era uma boa idéia. Paul realmente estava me ajudando, o que me fez pensar: porque será que ele topou me ajudar? Melhor não desconfiar, já tinha problemas suficientes, como agora fazer Jesse não desconfiar de nada. Mas com isso, eu tinha minhas armas, por enquanto.
- Ele fica sem camisa porque está toda hora se transformando, assim é mais prático. Agora, o porque o vampiro brilha como purpurina no sol eu não sei, mas ele é vampiro ne? Isso não existe.
Eu realmente não estava afim de discutir Crepúsculo com o Jesse, mas também não queria que ele percebesse minha falta de atenção no nosso programa de sábado.
- Acho que eles só querem que garotinhas fiquem loucas com esses garotos sem camisa.- Jesse respondeu e começou a rir. Eu o acompanhei. Concordava, preferia muito mais ele sem camisa. Na mesma hora lembrei de um ótimo jeito de distrai-lo.
-Sabe, mas eu não sou de gostar de garotos sem camisa. Eu prefiro um único cara sem camisa... Um assim, bem mais velho. - Eu comecei a passar a mão pela frente da camisa de Jesse. Ele me olhou. Havia entendido muito bem o que o eu queria dizer, na mesmo hora me puxou para um beijo de tirar o fôlego. Ou seria de tirar se tivéssemos terminado ele porque, bem no meio meu telefone tocou, e eu estava esperando ele tocar o dia todo.
-Desculpa amor.- Parei nosso nosso beijo contra a minha vontade e levantei para atender o telefone.
-Ela Suze, hora de contar o meu plano.
Era o Paul mesmo, eu não poderia atende-lo na frente do Jesse, é claro.
-Ok, um minuto.- Falei ao telefone.-É a Ceecee, eu preciso atender em particular. Ela disse mais cedo que iria ligar pra falar do encontro dela com aquele namorado la.
-Hermosa, desde quando suas conversas com a Ceecee são particulares? -Droga, ele me conhecia muito bem.
-Desde que ela quer conversar detalhes intimos do encontro e bem, essas coisas não se falam na frente do namorado. Por que você não vai dar uma olhada no trabalho de ciências do David? Ele estava querendo te mostrar mesmo, ainda falta um mês mas ele diz que é pouco para qualquer ajuste então...
-Ok, já entendi. Volto logo.
-Pode falar.
-Jesse estava ai ne? Você ainda não contou pra ele ne? Suze, isso vai dar problema ein. Bom, não vou me meter, isso é coisa sua. Então descobri aonde a Rosa está.
-Ué, pensei que ela estivesse em minha casa.
-Claro que não ou você teria visitas o tempo todo. Ela esta na loja Madame Rouge, aquela de vestidos na rua principal, era lá que ficava o antigo bordel onde ela vivia. Não sei ainda porque ela apareceu só agora mas pretendo ir la ter uma conversinha com ela.
-Isso não é perigoso?
-Não, não sou importante pra você. Ela sabe disso, não estou na lista dela. Mas as pessoas que estão, você vai convidar domingo para um jantar em sua casa, que você vai preparar.
-Essa é uma boa idéia. Mas com qual desculpa?
-Sei la, por que quer reunir todo mundo, experimentar uma receita nova, comemorar a ultima semana de aula ou você pode anunciar seu noivado com o Jesse.
-Isso não. Ei, como você sabe do meu noivado?
-Deveria acontecer cedo ou tarde. Resolva essa parte, deixa o resto comigo. Agora volta pro Jesse antes que ele desconfie. Boa noite hermosa.
-Boa noite.
Desliguei o telefone e pensei qual desculpa eu daria pra reunir todas as pessoas mais importantes pra mim? Nem era aniversário de ninguém. Mas até que era uma boa idéia. Paul realmente estava me ajudando, o que me fez pensar: porque será que ele topou me ajudar? Melhor não desconfiar, já tinha problemas suficientes, como agora fazer Jesse não desconfiar de nada. Mas com isso, eu tinha minhas armas, por enquanto.
21.7.11
A Mediadora- caixa de pérolas (cap.18)
Demorou mais chegou!
Sei que eu deveria ter ido procurar o Padre Dom, mas eu conhecia ele, ele ia dizer que não era nada e pra conversarmos com ela, que Rosario era uma irmã perdida e tudo mais. Mas, eu não estava afim de usar de psicologia com uma louca que queria roubar meu noivo e ainda por cima assustou meu irmão e minha amiga. Por isso eu estava indo ver a unica pessoa que tinha mais informações do que eu sobre o mundo dos fantasma. Era arriscado, mas de novo eu teria de me envolver com Paul. Correria qualquer risco pelo Jesse. Ele não ai gostar nada disso, mas era melhor não envolve-lo e depois de anos como fantasma, ele vivia plenamente e feliz. Como contar que tudo isso estava em risco?
-Ora, ora. Se meus olhos não estão fazendo uma miragem...- Paul foi logo soltando quando abriu a porta pra mim.
-Sou eu mesma Paul, eu precisava falar com você.
-Claro, se enfim não é minha amiga Suzannah com sua delicadeza habitual... Queira entrar por favor. - e se afastou da porta me dando passagem. Mas eu não pretendia entrar, conhecia muito bem os modos de Pual entre quatro paredes.
-Eu preferia falar aqui fora no ar puro e não quero incomodar seu avô.
-De modo algum, é indelicadeza receber um convidado na porta e vovô adoraria te ver. Não esta com medo de mim esta? Pois deveria saber que desde nosso ultimo incidente não tenho mais interesse em você Suze. Percebi que há meninas descompromissadas e muito mais interessantes que você no mercado.
Olhei fixamente para ele, não havia duvida, ele falava a verdade. Eu esperava ter certeza ou teria problemas triplos com Jesse.
-Tudo bem. Mas se você tentar qualquer coisa eu chuto seu traseiro!
-Como quiser Suze.
Ele me deixou passar com aquele sorrizinho sarcástico na cara.
-Então Suzannah? O Jesse sabe que você esta aqui?
-Isso não te interessa. Eu estou precisando de uma ajuda sua.
-Minha? Logo minha? É com certeza ele não sabe que você está aqui. Mas sente, estou de bom humor, pode prosseguir.- ele falou se sentando serenamente no sofá de sua sala, eu o segui e me sentei na poltrona a frente me segurando para não lhe dar uma resposta rispida. Como precisava dele!
-Bom, você saberia... Eu to com um problema com uma fantasma.
-Isso nos dois temos, sempre.
-Sim, mas essa é muito velha, do tempo do Jesse. Ela é uma ex dele. Ele nunca a encontrou quando fantasma, mas agora ela apareceu iiii. EU PRECISO DA SUA AJUDA! Ela foi la na minha casa e assustou meu irmãozinho. Ela ameaçou todos que eu amo! Me ajude por favor.
-Por que você não foi ao seu amigo? O padre Dom? Ou simplesmente ai Jesse?
-Porque ele iria falar para eu conversar com ela, ser compreensiva e sei la mais o que. E o Jesse, a Paul eu não quero que ele saiba disso tudo porque... eu não quero hora! Ele está tão feliz!
Ele ficou me olhando por muito tempo, me encarando mesmo. Eu até tampei os seios aparentes na blusa, não posso esquecer que ele quase tentou tirar ela um dia.
-Ok, eu te ajudo. Mas terá de aceitar meus métodos.
-Olha Paul, se você vai tentar qualquer gracinha comigo é melhor...
-Suze, eu não tenho mas interesse algum em você. Mas vou te ajudar, so que tera de aceitar e meu jeito de fazer isso que é diferente do Jesse e do padre e também do seu. E se quer um conselho, conte tudo para o Jesse. Não quero o meu pescoço envolvido nessa historia.
-Tudo bem, mas por que quer me ajudar então?
-Você pediu, e acho que devo uma a você, pelo meu irmão. Então pensarei no caso. Mais tarde te ligo, ok?
Sei que eu deveria ter ido procurar o Padre Dom, mas eu conhecia ele, ele ia dizer que não era nada e pra conversarmos com ela, que Rosario era uma irmã perdida e tudo mais. Mas, eu não estava afim de usar de psicologia com uma louca que queria roubar meu noivo e ainda por cima assustou meu irmão e minha amiga. Por isso eu estava indo ver a unica pessoa que tinha mais informações do que eu sobre o mundo dos fantasma. Era arriscado, mas de novo eu teria de me envolver com Paul. Correria qualquer risco pelo Jesse. Ele não ai gostar nada disso, mas era melhor não envolve-lo e depois de anos como fantasma, ele vivia plenamente e feliz. Como contar que tudo isso estava em risco?
-Ora, ora. Se meus olhos não estão fazendo uma miragem...- Paul foi logo soltando quando abriu a porta pra mim.
-Sou eu mesma Paul, eu precisava falar com você.
-Claro, se enfim não é minha amiga Suzannah com sua delicadeza habitual... Queira entrar por favor. - e se afastou da porta me dando passagem. Mas eu não pretendia entrar, conhecia muito bem os modos de Pual entre quatro paredes.
-Eu preferia falar aqui fora no ar puro e não quero incomodar seu avô.
-De modo algum, é indelicadeza receber um convidado na porta e vovô adoraria te ver. Não esta com medo de mim esta? Pois deveria saber que desde nosso ultimo incidente não tenho mais interesse em você Suze. Percebi que há meninas descompromissadas e muito mais interessantes que você no mercado.
Olhei fixamente para ele, não havia duvida, ele falava a verdade. Eu esperava ter certeza ou teria problemas triplos com Jesse.
-Tudo bem. Mas se você tentar qualquer coisa eu chuto seu traseiro!
-Como quiser Suze.
Ele me deixou passar com aquele sorrizinho sarcástico na cara.
-Então Suzannah? O Jesse sabe que você esta aqui?
-Isso não te interessa. Eu estou precisando de uma ajuda sua.
-Minha? Logo minha? É com certeza ele não sabe que você está aqui. Mas sente, estou de bom humor, pode prosseguir.- ele falou se sentando serenamente no sofá de sua sala, eu o segui e me sentei na poltrona a frente me segurando para não lhe dar uma resposta rispida. Como precisava dele!
-Bom, você saberia... Eu to com um problema com uma fantasma.
-Isso nos dois temos, sempre.
-Sim, mas essa é muito velha, do tempo do Jesse. Ela é uma ex dele. Ele nunca a encontrou quando fantasma, mas agora ela apareceu iiii. EU PRECISO DA SUA AJUDA! Ela foi la na minha casa e assustou meu irmãozinho. Ela ameaçou todos que eu amo! Me ajude por favor.
-Por que você não foi ao seu amigo? O padre Dom? Ou simplesmente ai Jesse?
-Porque ele iria falar para eu conversar com ela, ser compreensiva e sei la mais o que. E o Jesse, a Paul eu não quero que ele saiba disso tudo porque... eu não quero hora! Ele está tão feliz!
Ele ficou me olhando por muito tempo, me encarando mesmo. Eu até tampei os seios aparentes na blusa, não posso esquecer que ele quase tentou tirar ela um dia.
-Ok, eu te ajudo. Mas terá de aceitar meus métodos.
-Olha Paul, se você vai tentar qualquer gracinha comigo é melhor...
-Suze, eu não tenho mas interesse algum em você. Mas vou te ajudar, so que tera de aceitar e meu jeito de fazer isso que é diferente do Jesse e do padre e também do seu. E se quer um conselho, conte tudo para o Jesse. Não quero o meu pescoço envolvido nessa historia.
-Tudo bem, mas por que quer me ajudar então?
-Você pediu, e acho que devo uma a você, pelo meu irmão. Então pensarei no caso. Mais tarde te ligo, ok?
9.7.11
FIC - CAP. 3
Capitulo 3
E todo mundo achou que o Jesse iria adorar visitar Paul. Não é só porque Jesse deu um pequeno aceno de cabeça para Paul no dia da formatura que ele começou a gostar dele.
No começo, Jesse resistiu e falou que não queria, pois ele era um garoto rude e que nós não precisávamos dele. Mas depois que eu falei que eu iria com ou sem ele, Jesse resolveu mudar de idéia. Ah, o incrível poder do ciúme.
No sábado de manhã, Jesse pegou o carro do Padre D. e fomos até o casarão do Paul.
Quando Paul nos viu ao abrir a porta, ele deu um grande sorriso ao me cumprimentar e fechou a cara ao ver o Jesse, apertando firmemente a sua mão. Jesse não pareceu feliz.
- Suze! Quanto tempo, como vai à escola? Fiquei sabendo que você está trabalhando lá. – Paul começou a falar, quando entramos em sua mansão.
- Não viemos para conversa – disse Jesse. – Queremos explicações.
Paul levantou uma sobrancelha.
- Quais explicações?
- Bom... Você se lembra de quando a gente voltou no tempo, certo? – eu comecei.
- Certo.
- Daí, você se lembra do Felix, do Sr. e Sra. O’Neil também, né?
- Felix era o que queria matar o Jesse, aquele que você exorcizou junto com a ex-namorada de Jesse?
- Maria da Silva – o corrigi, ela NÃO era nada que envolvesse o nome do Jesse. – E o Felix é esse daí mesmo, mas... você concorda que quando uma pessoa é exorcizada, ela não pode voltar, certo?
- Suze, o que aconteceu? – perguntou Paul, confuso.
- O problema é que o fantasma de Felix apareceu junto com o Sr. e a Sra. O’Neil. E nós não sabemos como Felix voltou, sendo que nós o exorcizamos e não sabemos o que ele colocou na cabeça dos O’Neils, já que eles estão achando que nós o matamos no incêndio. E nada coloca na cabeça deles que é culpa do Felix, não nossa. Eles acham que eu sou uma BRUXA!
Paul arregalou os olhos.
- Bruxa? Sério mesmo? – Paul reprimiu um riso. – Não fique assim Suze, era comum acreditarem nesses tipos de coisas, naquela época.
- O assunto é sério. Se você não sabe de nada que possa nos ajudar, nós iremos embora – disse Jesse, sério, bem sério. Talvez um pouco bravo.
Ele ficou com uma aparência pensativa e colocou as mãos dentro do bolso de sua bermuda importada.
- Alguém pode ter resgatado ele do mundo dos espíritos – disse Paul.
- Quem, em sã consciência, faria uma retardadice desse tamanho? – eu falei, jogando as mãos para o alto.
- Não é somente um humano que pode tirá-lo de lá? – perguntou Jesse.
- Sim – Paul respondeu, secamente.
- Quem faria isso? Não tem ninguém que faria isso – eu interrompi a troca amistosa de olhares entre Jesse e Paul – Ninguém conhece Felix, ao ponto de trazê-lo de volta.
Jesse ficou pensativo por um momento, junto com Paul. Os dois pareciam estar partindo o cérebro em dois para tentar resolver esse enigma.
Loucura. É esse o nome mais adequado para tudo que está acontecendo.
- Suzannah, vamos embora. Ficar aqui não vai resolver nada – Jesse disse, pegando na minha mão.
- Se você descobrir alguma coisa me liga – eu falei, sendo arrastada em direção a porta por Jesse.
- Eu vou falar com meu avô mais tarde e com certeza eu te ligarei – Paul deu um sorriso e jogou um olhar cheio de cinismo para Jesse.
Jesse deu um suspiro longo e pesado, como se fosse para se acalmar e bateu a porta ao sairmos.
Quando entramos no carro, Jesse pareceu mais calmo.
- O que será que está acontecendo, está tudo tão bagunçado – eu suspirei.
- Nós iremos descobrir e tudo vai acabar bem, como sempre acabou – Jesse afagou as minhas mãos, sorrindo.
Eu sorri de volta e encostei a minha cabeça em seu ombro.
- Com fome? – ele perguntou.
- Preciso de doce – eu falei.
Jesse riu e beijou minha testa.
- Hoje iremos almoçar na minha casa.
- Mas eu não avisei o Andy!
- Eu falei com ele na hora que você estava se arrumando, ele deixou – Jesse levantou uma sobrancelha e me olhou de cima a baixo – E realmente Suzannah, não sei por que demorou tanto para se arrumar para vir à casa do Paul Slater. E ainda por cima com esse short.
Eu não estava vestida inadequadamente e eu não demorei para me arrumar. Eu estava com um short jeans no meio da coxa, com um all star e com uma regata da Everlast. Eu estava vestida para um dia comum de calor na Califórnia.
- O quê? Não tem nada demais – eu revirei os olhos e depois fiz cara de desapontada. – Eu estou feia?
- Não, mi hermosa, não foi isso que eu quis...
- Eu me arrumei para você, Jesse – eu cruzei os braços, fingindo ressentimento.
Jesse passou a mão na minha coxa, deixando ali um pequeno rastro de arrepio.
- Você está linda... só não confio no que ele pensa – ele falou, apontando o queixo para a casa de Paul.
Ri e Jesse deu partida no carro.
Na casa dele, pedimos uma pizza de pepperoni, tomamos Diet Coke e comemos chocolate.
Depois do almoço, nós dois ficamos deitados em cima do pequeno tapete no centro da sala de seu apartamento e ficamos conversando, os dois de barriga cheia. Mas eu ainda comia chocolate, pois a gula falava mais alto.
Foi ai que começou a ficar quente. E quando eu digo quente, eu digo em dois sentidos: quente de calor e quente de – como diria o Jesse – caliente.
- Ah, que calor! – eu resmunguei. No apartamento de Jesse não tinha ventilador, não tinha ar condicionado e nem janela tinha direito. Somente uma pequena janela quadrada que era do tamanho de um monitor 15 polegadas. E sem falar que o apartamento dele era bem abafado. Não me impressiona que Jesse fica mais tempo fora do que dentro desse lugar que mais parece uma sauna.
- Eu preciso de um ventilador – Jesse falou.
- Jura?
Jesse me olhou com uma cara de “Suzannah, não seja irônica com os outros” e se levantou.
- Eu vou trocar de blusa e nós vamos sair daqui – disse Jesse, que estava com uma blusa preta de mangas.
- Tudo bem – eu sorri para ele e me esparramei no tapete.
Depois de 5 segundos, eu me levantei e fui até o banheiro, jogar um pouco de água no meu rosto, já que parecia que o meu rosto estava derretendo.
Não deixei de perceber que, antes de chegar ao banheiro, a porta do quarto de Jesse estava semi aberta e, como eu sou investigativa – não curiosa – eu dei uma olhadinha.
Não sei se eu deveria ter feito isso.
Já percebi o quanto Jesse era musculoso, já senti os seus músculos, mas não assim, na íntegra.
Ele estava sem camisa, agachado no armário, procurando uma camiseta, provavelmente.
Senti o meu rosto ficar vermelho e talvez uma baba tenha escorrido, mas não liguei. Ele era um deus esculpido, com todos os mínimos detalhes.
E era o meu namorado. Mero detalhe.
- Suzannah?
Eu arregalei os olhos quando percebi que Jesse estava olhando para mim, babando na porta. Eu não tinha percebido, estava ocupada pensando no que ele fazia antigamente para conseguir ficar com um corpo daquele.
- Eu... é... estou te esperando – falei rápido demais, nervosa demais.
- Não tenha pressa, mi hermosa – ele voltou o olhar para a gaveta, parecendo não perceber o meu embaraço.
Eu entrei devagarzinho no quarto e sentei na pequena cama de solteiro que estava ao lado dele.
Ele sentou do meu lado, ainda sem camisa e passou a mão na testa, limpando uma gota de suor. Não que eu goste de suor, nem um pouco, mas o que ele fez acabou sendo... sexy.
- Eu realmente preciso de um ventilador – falou Jesse.
- Bem vindo à Califórnia dos vivos, meu caro! - falei.
Jesse e riu e ficou quieto por um momento, me olhando. Mas me olhando de um jeito diferente... talvez com um certo ardor no olhar.
De repente, mais rápido do que se você falar que corpo!, eu agarrei Jesse e o beijei, sentindo todos os músculos dele contra o meu corpo.
Jesse não fez questão nem de perguntar o que estava acontecendo e devolveu o beijo na mesma intensidade, talvez até com mais.
Eu podia sentir perfeitamente o quanto Jesse me desejava naquele momento. Nada poderia nos impedir hoje. E daí que agora nós estávamos suando loucamente? O suor era um detalhe secundário. Nada era maior que o nosso calor.
- Estou interrompendo? – disse uma voz. Uma voz ligeiramente familiar, mas que iria entrar para o mundo dos espíritos por ter interrompido esse momento.
Ou poderia voltar para o mundo dos espíritos.
Senti Jesse se enrijecer e em alguns segundos, Jesse se levantou e se colocou em minha frente rapidamente, para me proteger.
- Deixa eu dar um soco nele, Jesse. Só um soco – eu falei cerrando os dentes de raiva.
Felix estava de braços cruzados, com um ar bem calmo e parecia estar orgulhoso de ter me deixado com raiva.
- Como você chegou aqui, Felix Diego? – perguntou Jesse. – Quem o trouxe de volta?
- De volta? – Felix levantou as sobrancelhas, parecendo surpreso – Eu não estou de volta de nenhum lugar. Eu sempre estive aqui, somente planejando um dia bom para te levar para onde você deveria estar: do mesmo lado que eu.
Eu olhei para Jesse confusa e me levantei da cama.
- O que você falou para a Sra. e o Sr. O’Neil, hein, seu idiota? O que você fez para eles voltarem para cá? – eu falei com um tom de voz acima do normal.
- Rá – ele jogou a cabeça para trás e riu – Eu não preciso deles para a minha vingança. Eles apareceram de repente, perguntando do Hector aí – ele apontou o queixo para Jesse – Só refresquei a memória deles um pouco, talvez com algumas mudanças, mas quem liga, não é?
- Não foi a gente que colocou fogo no celeiro! Foi culpa sua! – eu falei, exasperada. Jesse colocou a mão em meu braço, quando percebeu que eu estava começando a avançar na direção de Felix. – Jesse! Não me segura. Ele merece ficar com pelo menos um nariz quebrado! Pelo menos!
- Suzannah... – Jesse olhou para mim, com um olhar de “por favor, fique quieta e onde está.” - Vá embora, Diego. Você não vai conseguir fazer nada contra nós. Temos companheiros, coisa que você não tem.
- Ah, eu sei disso Hector – ele ficou sério e desapareceu.
- O que ele quis dizer com isso? – eu perguntei, ainda com raiva.
Jesse não me respondeu. Colocou uma regata branca e saiu para atender ao telefone, que estava tocando pela segunda vez.
- Alô?
Jesse fechou a cara e segurou o telefone firmemente, como se estivesse se segurando para não desligar.
- Sem blefes? – Jesse disse no telefone. – Daqui a pouco iremos te visitar novamente.
Novamente?
Ah... tá.
Jesse desligou o telefone e ele não precisou falar nada para eu descobrir quem era do outro lado da linha.
- O que Paul queria? – perguntei.
- Vamos à casa dele – ele disse, pegando as chaves do carro do Padre D. – Ele disse que tem novidades.
E todo mundo achou que o Jesse iria adorar visitar Paul. Não é só porque Jesse deu um pequeno aceno de cabeça para Paul no dia da formatura que ele começou a gostar dele.
No começo, Jesse resistiu e falou que não queria, pois ele era um garoto rude e que nós não precisávamos dele. Mas depois que eu falei que eu iria com ou sem ele, Jesse resolveu mudar de idéia. Ah, o incrível poder do ciúme.
No sábado de manhã, Jesse pegou o carro do Padre D. e fomos até o casarão do Paul.
Quando Paul nos viu ao abrir a porta, ele deu um grande sorriso ao me cumprimentar e fechou a cara ao ver o Jesse, apertando firmemente a sua mão. Jesse não pareceu feliz.
- Suze! Quanto tempo, como vai à escola? Fiquei sabendo que você está trabalhando lá. – Paul começou a falar, quando entramos em sua mansão.
- Não viemos para conversa – disse Jesse. – Queremos explicações.
Paul levantou uma sobrancelha.
- Quais explicações?
- Bom... Você se lembra de quando a gente voltou no tempo, certo? – eu comecei.
- Certo.
- Daí, você se lembra do Felix, do Sr. e Sra. O’Neil também, né?
- Felix era o que queria matar o Jesse, aquele que você exorcizou junto com a ex-namorada de Jesse?
- Maria da Silva – o corrigi, ela NÃO era nada que envolvesse o nome do Jesse. – E o Felix é esse daí mesmo, mas... você concorda que quando uma pessoa é exorcizada, ela não pode voltar, certo?
- Suze, o que aconteceu? – perguntou Paul, confuso.
- O problema é que o fantasma de Felix apareceu junto com o Sr. e a Sra. O’Neil. E nós não sabemos como Felix voltou, sendo que nós o exorcizamos e não sabemos o que ele colocou na cabeça dos O’Neils, já que eles estão achando que nós o matamos no incêndio. E nada coloca na cabeça deles que é culpa do Felix, não nossa. Eles acham que eu sou uma BRUXA!
Paul arregalou os olhos.
- Bruxa? Sério mesmo? – Paul reprimiu um riso. – Não fique assim Suze, era comum acreditarem nesses tipos de coisas, naquela época.
- O assunto é sério. Se você não sabe de nada que possa nos ajudar, nós iremos embora – disse Jesse, sério, bem sério. Talvez um pouco bravo.
Ele ficou com uma aparência pensativa e colocou as mãos dentro do bolso de sua bermuda importada.
- Alguém pode ter resgatado ele do mundo dos espíritos – disse Paul.
- Quem, em sã consciência, faria uma retardadice desse tamanho? – eu falei, jogando as mãos para o alto.
- Não é somente um humano que pode tirá-lo de lá? – perguntou Jesse.
- Sim – Paul respondeu, secamente.
- Quem faria isso? Não tem ninguém que faria isso – eu interrompi a troca amistosa de olhares entre Jesse e Paul – Ninguém conhece Felix, ao ponto de trazê-lo de volta.
Jesse ficou pensativo por um momento, junto com Paul. Os dois pareciam estar partindo o cérebro em dois para tentar resolver esse enigma.
Loucura. É esse o nome mais adequado para tudo que está acontecendo.
- Suzannah, vamos embora. Ficar aqui não vai resolver nada – Jesse disse, pegando na minha mão.
- Se você descobrir alguma coisa me liga – eu falei, sendo arrastada em direção a porta por Jesse.
- Eu vou falar com meu avô mais tarde e com certeza eu te ligarei – Paul deu um sorriso e jogou um olhar cheio de cinismo para Jesse.
Jesse deu um suspiro longo e pesado, como se fosse para se acalmar e bateu a porta ao sairmos.
Quando entramos no carro, Jesse pareceu mais calmo.
- O que será que está acontecendo, está tudo tão bagunçado – eu suspirei.
- Nós iremos descobrir e tudo vai acabar bem, como sempre acabou – Jesse afagou as minhas mãos, sorrindo.
Eu sorri de volta e encostei a minha cabeça em seu ombro.
- Com fome? – ele perguntou.
- Preciso de doce – eu falei.
Jesse riu e beijou minha testa.
- Hoje iremos almoçar na minha casa.
- Mas eu não avisei o Andy!
- Eu falei com ele na hora que você estava se arrumando, ele deixou – Jesse levantou uma sobrancelha e me olhou de cima a baixo – E realmente Suzannah, não sei por que demorou tanto para se arrumar para vir à casa do Paul Slater. E ainda por cima com esse short.
Eu não estava vestida inadequadamente e eu não demorei para me arrumar. Eu estava com um short jeans no meio da coxa, com um all star e com uma regata da Everlast. Eu estava vestida para um dia comum de calor na Califórnia.
- O quê? Não tem nada demais – eu revirei os olhos e depois fiz cara de desapontada. – Eu estou feia?
- Não, mi hermosa, não foi isso que eu quis...
- Eu me arrumei para você, Jesse – eu cruzei os braços, fingindo ressentimento.
Jesse passou a mão na minha coxa, deixando ali um pequeno rastro de arrepio.
- Você está linda... só não confio no que ele pensa – ele falou, apontando o queixo para a casa de Paul.
Ri e Jesse deu partida no carro.
Na casa dele, pedimos uma pizza de pepperoni, tomamos Diet Coke e comemos chocolate.
Depois do almoço, nós dois ficamos deitados em cima do pequeno tapete no centro da sala de seu apartamento e ficamos conversando, os dois de barriga cheia. Mas eu ainda comia chocolate, pois a gula falava mais alto.
Foi ai que começou a ficar quente. E quando eu digo quente, eu digo em dois sentidos: quente de calor e quente de – como diria o Jesse – caliente.
- Ah, que calor! – eu resmunguei. No apartamento de Jesse não tinha ventilador, não tinha ar condicionado e nem janela tinha direito. Somente uma pequena janela quadrada que era do tamanho de um monitor 15 polegadas. E sem falar que o apartamento dele era bem abafado. Não me impressiona que Jesse fica mais tempo fora do que dentro desse lugar que mais parece uma sauna.
- Eu preciso de um ventilador – Jesse falou.
- Jura?
Jesse me olhou com uma cara de “Suzannah, não seja irônica com os outros” e se levantou.
- Eu vou trocar de blusa e nós vamos sair daqui – disse Jesse, que estava com uma blusa preta de mangas.
- Tudo bem – eu sorri para ele e me esparramei no tapete.
Depois de 5 segundos, eu me levantei e fui até o banheiro, jogar um pouco de água no meu rosto, já que parecia que o meu rosto estava derretendo.
Não deixei de perceber que, antes de chegar ao banheiro, a porta do quarto de Jesse estava semi aberta e, como eu sou investigativa – não curiosa – eu dei uma olhadinha.
Não sei se eu deveria ter feito isso.
Já percebi o quanto Jesse era musculoso, já senti os seus músculos, mas não assim, na íntegra.
Ele estava sem camisa, agachado no armário, procurando uma camiseta, provavelmente.
Senti o meu rosto ficar vermelho e talvez uma baba tenha escorrido, mas não liguei. Ele era um deus esculpido, com todos os mínimos detalhes.
E era o meu namorado. Mero detalhe.
- Suzannah?
Eu arregalei os olhos quando percebi que Jesse estava olhando para mim, babando na porta. Eu não tinha percebido, estava ocupada pensando no que ele fazia antigamente para conseguir ficar com um corpo daquele.
- Eu... é... estou te esperando – falei rápido demais, nervosa demais.
- Não tenha pressa, mi hermosa – ele voltou o olhar para a gaveta, parecendo não perceber o meu embaraço.
Eu entrei devagarzinho no quarto e sentei na pequena cama de solteiro que estava ao lado dele.
Ele sentou do meu lado, ainda sem camisa e passou a mão na testa, limpando uma gota de suor. Não que eu goste de suor, nem um pouco, mas o que ele fez acabou sendo... sexy.
- Eu realmente preciso de um ventilador – falou Jesse.
- Bem vindo à Califórnia dos vivos, meu caro! - falei.
Jesse e riu e ficou quieto por um momento, me olhando. Mas me olhando de um jeito diferente... talvez com um certo ardor no olhar.
De repente, mais rápido do que se você falar que corpo!, eu agarrei Jesse e o beijei, sentindo todos os músculos dele contra o meu corpo.
Jesse não fez questão nem de perguntar o que estava acontecendo e devolveu o beijo na mesma intensidade, talvez até com mais.
Eu podia sentir perfeitamente o quanto Jesse me desejava naquele momento. Nada poderia nos impedir hoje. E daí que agora nós estávamos suando loucamente? O suor era um detalhe secundário. Nada era maior que o nosso calor.
- Estou interrompendo? – disse uma voz. Uma voz ligeiramente familiar, mas que iria entrar para o mundo dos espíritos por ter interrompido esse momento.
Ou poderia voltar para o mundo dos espíritos.
Senti Jesse se enrijecer e em alguns segundos, Jesse se levantou e se colocou em minha frente rapidamente, para me proteger.
- Deixa eu dar um soco nele, Jesse. Só um soco – eu falei cerrando os dentes de raiva.
Felix estava de braços cruzados, com um ar bem calmo e parecia estar orgulhoso de ter me deixado com raiva.
- Como você chegou aqui, Felix Diego? – perguntou Jesse. – Quem o trouxe de volta?
- De volta? – Felix levantou as sobrancelhas, parecendo surpreso – Eu não estou de volta de nenhum lugar. Eu sempre estive aqui, somente planejando um dia bom para te levar para onde você deveria estar: do mesmo lado que eu.
Eu olhei para Jesse confusa e me levantei da cama.
- O que você falou para a Sra. e o Sr. O’Neil, hein, seu idiota? O que você fez para eles voltarem para cá? – eu falei com um tom de voz acima do normal.
- Rá – ele jogou a cabeça para trás e riu – Eu não preciso deles para a minha vingança. Eles apareceram de repente, perguntando do Hector aí – ele apontou o queixo para Jesse – Só refresquei a memória deles um pouco, talvez com algumas mudanças, mas quem liga, não é?
- Não foi a gente que colocou fogo no celeiro! Foi culpa sua! – eu falei, exasperada. Jesse colocou a mão em meu braço, quando percebeu que eu estava começando a avançar na direção de Felix. – Jesse! Não me segura. Ele merece ficar com pelo menos um nariz quebrado! Pelo menos!
- Suzannah... – Jesse olhou para mim, com um olhar de “por favor, fique quieta e onde está.” - Vá embora, Diego. Você não vai conseguir fazer nada contra nós. Temos companheiros, coisa que você não tem.
- Ah, eu sei disso Hector – ele ficou sério e desapareceu.
- O que ele quis dizer com isso? – eu perguntei, ainda com raiva.
Jesse não me respondeu. Colocou uma regata branca e saiu para atender ao telefone, que estava tocando pela segunda vez.
- Alô?
Jesse fechou a cara e segurou o telefone firmemente, como se estivesse se segurando para não desligar.
- Sem blefes? – Jesse disse no telefone. – Daqui a pouco iremos te visitar novamente.
Novamente?
Ah... tá.
Jesse desligou o telefone e ele não precisou falar nada para eu descobrir quem era do outro lado da linha.
- O que Paul queria? – perguntei.
- Vamos à casa dele – ele disse, pegando as chaves do carro do Padre D. – Ele disse que tem novidades.
28.6.11
FIC AINDA SEM NOME - CAP 2.
Capitulo 2
- Jesse... o... que eles... – eu tentei falar, mas comecei a gaguejar – Como?
O Sr. e a Sra. O’Neil estavam parados na porta, juntos com... Felix Diego!
Como? É impossível Felix estar aqui! Eu me lembro muito bem de tê-lo exorcizado, ele e a Maria da Silva.
- Jesse? – murmurou o Sr. O’Neil. – Como você está vivo? Já faz tanto tempo... você deveria ser como... nós.
- Eu te falei Sr. O’Neil, ele e essa garota... foram eles que botaram fogo no celeiro, matando vocês dois. Eles conseguiram escapar de algum jeito e ficaram vivos até hoje. A garota deve ser bruxa – disse Felix Diego.
Eu me levantei do colo de Jesse, pasma por ele ter me acusado por isso.
- Bruxa? – eu ri de nervoso – Eu não fiz nada de bruxaria, todos já sabem o que você queria... – parei de falar, balançando a cabeça, confusa -Você não se lembra de mim, Felix?
- Oh! – a Sra. O’Neil deu um gemido – Essa garota é aquela que apareceu na minha pousada, na noite do incêndio... é a garota que usava calças!
É, ela se lembrava de mim. Eu também lembro o que ela achou que eu era: ela achava que eu era uma garota da noite.
- Não sei se a senhora percebeu, mas no século XXI, nesse século, é bem normal garotas usarem calças e...
- Jesse... – começou o Sr. O’Neil. Ele tinha uma aparência bondosa, mas agora ele parecia chateado. – Você não pode ter feito isso conosco. Por que você colocou fogo em nossa pousada?
- Não... não aconteceu nada disso que o senhor está pensando – Jesse começou a falar, depois de ficar muito tempo calado – Não ouça Felix, ele tentou me matar naquela noite, foi tudo um acidente e...
Os olhos do Sr. O’Neil pareciam não acreditar no que Jesse falava. Já vi que Felix tinha colocado muita minhoca na cabeça deles.
- Minha Nossa Senhora, não quero mais ficar aqui – disse a Sra. O’Neil – Nós sempre confiamos em você Jesse... mas agora, por sua causa, nós nunca descansaremos em paz!
Terminando de falar, a Sra. O’Neil desapareceu e o Sr. O’Neil desapareceu em seguida, sobrando somente Felix.
- Isso não termina por aqui, Hector – disse Felix em um tom ameaçador, desaparecendo também.
Silêncio.
Somente eu e Jesse na sala novamente. Como deveria ter permanecido desde a hora que eu entrei nessa sala.
- Jesse, não tem como! – eu gritei num surto de histeria. – Felix foi exorcizado, você lembra? Você viu!
- Eu sei Suzannah... eu também não entendo – ele falou se levantando da cadeira onde tinha ficado bastante tempo paralisado. A expressão dele era pensativa. – E o Sr. e a Sra. O’Neil... o que eles estavam fazendo aqui?
Nós ficamos quietos por muito tempo, não sabendo o que fazer com essa situação.
E por que será que essas coisas sempre acontecem quando eu estou num amasso com o Jesse? São raros esses momentos quentes com ele, já que ele sempre para na melhor hora, se desculpando e falando que não deveria ter me desrespeitado.
¬ Admito que eu odeio me sentir desconfiada e despreparada. Mas era assim que eu estava me sentindo.
- Jesse... eu vou para casa. Você se importaria de ficar aqui até o Padre D. chegar? – perguntei. Não que eu costumasse ficar longe de Jesse voluntariamente, mas eu estava meio confusa com toda essa situação e precisava pensar.
- Você está bem? – ele perguntou, pegando em minhas mãos.
- Não sei... a minha cabeça ficou cansada com tudo isso, só preciso... ah, não sei – falando isso, encostei minha testa no ombro de Jesse, olhando para os pés dele, inconformada. Ah, estava tudo tão bem e acontecem essas coisas. Odeio ser mediadora.
- Vá para sua casa e mais tarde eu aparecerei lá – disse Jesse, erguendo o meu rosto e me beijando suavemente nos lábios.
- Obrigada – eu sorri, retribuindo o beijo.
Eu cheguei em casa um pouco adiantada para a janta. Andy ainda estava fazendo as suas famosas quesadillas.
- Cheguei – eu falei numa voz desanimada e subi as escadas.
Quando cheguei no meu quarto, eu me joguei na cama, me sentindo exausta. Apesar de tudo o que aconteceu, eu tinha feito bastante coisas hoje.
Como de costume, eu olhei para a bancada do meu quarto e me lembrei de quando Jesse ficava ali.
Não que eu ache ruim que ele esteja vivo, mas era muito bom quando ele podia se materializar a qualquer hora no meu quarto.
Sinto saudades dele com muita facilidade.
Eu estava na minha cama, esperando Andy me chamar para jantar quando o telefone tocou.
- Alô – atendi numa voz desanimada. Meu Deus, eu estava realmente um caco.
- Suzinha, sua linda! – Cee Cee falou num tom alto, fazendo minha cabeça latejar.
- Não me chame de Suzinha, por favor!
- O que acontece com você? Depois de um tempão sem te ver, eu te ligo e você fica chata. O que o Jesse fez com você?
- Ah, Cee Cee, desculpa – revirei os olhos e dei um pequeno sorriso. Não consegui impedir, pois eu adorava Cee Cee. – E o Jesse não fez nada, ok?
- Você me deve uma explicação, lembra?
- Ah... é. Mas... ai, prefiro não falar disso agora, muitas coisas acontecendo.
- Coisas paranormais?
- Por aí.
- Hm... ok – ela ficou um minuto em silêncio e depois desembestou a falar – E a escola? Me conta tudo do seu trabalho.
Bom, ai eu falei das coisas que eu fico fazendo na escola e também contei que a irmã Ernestine estava ficando louca, já que as meninas do primeiro ano estavam a enlouquecendo com os seus vestidos dois palmos acima do joelho. E também falei da Rachel e do quanto ela era chata.
- Ah, como eu queria estar na Junípero Serra – Cee Cee suspirou – A faculdade de jornalismo é legal, mas mesmo assim... – ela parou e depois deu uma risadinha – Pelo menos, na faculdade, tem mais garotos bonitos.
- Hm, e o Adam?
- Ele é um tonto – ela falou isso e parou de falar. Eu sabia que eles tinham começado a namorar, mas não durou muito porque Adam ficava olhando e comentando de todas as meninas que passavam e a Cee Cee não agüentou isso e terminou.
- Suzinha, jantar! – gritou minha mãe.
- Já vou! – gritei de volta – Cee Cee, vou desligar.
- Ah, a sua mãe pode te chamar de Suzinha!
- Minha mãe, querida. Tchau Cee.
- Ok então. Tchau Suze, te ligo depois para nós combinarmos de sair juntas e falar dos outros.
Como o combinado, Jesse apareceu em casa mais tarde. Confesso que fiquei aliviada ao vê-lo.
Ele sorriu quando eu abri a porta.
- O que comeram hoje? – perguntou casualmente. Ele parecia calmo, nem um pouco parecido com o Jesse que eu vira preocupado na escola.
- Quesadillas... bom, o que consegui pegar – eu me virei e olhei para Dunga, que estava com a blusa um pouco levantada, deitado no sofá. A blusa levantada mostrava a saliência que a barriga dele adquiriu há alguns minutos atrás, por ter comido quase toda a janta.
- Você está bem? – sussurrou Jesse.
- Melhor – sussurrei de volta.
- Não vai convidá-lo para entrar? – perguntou Andy, vendo eu e Jesse sussurrando um para o outro na porta
Eu olhei para Jesse sem graça e ele riu, entrando.
- Olá Andy.
- Como vai, Jesse? – perguntou Andy, num tom animado. Ele gostava de Jesse.
- Vem aqui, Jesse – eu falei, pegando em suas mãos e puxando-o escada acima.
Quando chegamos ao meu quarto, Jesse se sentiu mais a vontade. Bom, ele havia morado aqui por 150 anos.
Eu sentei na cama e dei um tapinha para ele sentar ao meu lado.
Ele se sentou e na hora eu o agarrei, fazendo nós dois deitarmos na cama.
Jesse colocou as mãos em meu ombro, afastando-se.
- Suzannah? – ele falou num sussurro, surpreso.
- Sabe Jesse, eu ainda fico pensando naqueles porcarias de fantasmas e eu ainda não estou tranqüila. E realmente, o que me faz ficar tranqüila é você.
Jesse pareceu preocupado, mas parece que passou rápido, já que no segundo seguinte ele estava me beijando e não, não era um beijinho a La Jesse. A La Jesse eu digo: calmo, romântico e com limites.
Ele me beijava e eu sentia o fogo que emanava dos nossos corpos grudados. Ele passou a mão pelas minhas coxas, levando as minhas pernas por trás de suas costas e levantou um pouco a minha blusa.
Opa.
Geralmente, quando chega ao ponto do Jesse começar a levantar a minha blusa, ele para, se desculpando. Mas dessa vez, ele não parecia nem um pouco preocupado. Não que eu esteja achando ruim. Na minha cabeça ecoava: finalmente!
Ele levantou a minha blusa até a metade e depois parou de me beijar. Com muito jeito, ele desceu a minha blusa e a ajeitou. Tirou as minhas pernas de trás de suas costas e as colocou em cima da cama, cruzadas. Ele se afastou e me olhou culpado, mas eu pude perceber o quanto os olhos dele ainda estavam cheios de desejos.
- Suzannah, mi hermosa. Perdoe-me – começou Jesse, pegando em minhas mãos.
Eu revirei os olhos e enfiei a minha cabeça no travesseiro.
- Suzannah, não faça isso comigo – pediu Jesse, com jeitinho.
- Não. Não faça isso comigo você – eu rebati e me levantei, indo em direção a janela.
- Suzannah – ele me chamou, e como viu que eu não ia parar pegou no meu pulso e me puxou, me fazendo ficar cara a cara com ele.
Ah, ele é tão lindo.
Não, pare com isso, Suzannah. Você está brava com ele. É.
- Entenda, Suzannah. Isso vai contra os meus princípios.
- Se preocupe também com os meus princípios – eu falei. – Eu não vejo nenhum problema em nós termos alguns contatos a mais. Ah Jesse, qual é! Somos namorados, lembra?
- Suzannah, meu amor, eu sei que nós somos namorados, mas... – Jesse parou de falar e olhou fixamente atrás de mim.
Eu aposto dez mangos que é uma porcaria de fantasma atrás de mim.
Eu olhei para trás e vi o fantasma do Sr. O’Neil, nos olhando tristemente.
Assim que eu abri a minha boca para mandar ele pro inferno, ele desapareceu.
- O que ele estava fazendo NO MEU QUARTO? – eu perguntei indignada.
- Eu não sei, Suzannah – respondeu Jesse, automaticamente. – Eu queria saber o que ele faz aqui, nesse mundo.
- Ok, já sei aonde nós podemos achar respostas – eu falei.
Jesse me olhou desconfiado, mas esperando uma resposta.
- Aposto que Paul deve saber de alguma coisa – eu falei, por fim.
- Jesse... o... que eles... – eu tentei falar, mas comecei a gaguejar – Como?
O Sr. e a Sra. O’Neil estavam parados na porta, juntos com... Felix Diego!
Como? É impossível Felix estar aqui! Eu me lembro muito bem de tê-lo exorcizado, ele e a Maria da Silva.
- Jesse? – murmurou o Sr. O’Neil. – Como você está vivo? Já faz tanto tempo... você deveria ser como... nós.
- Eu te falei Sr. O’Neil, ele e essa garota... foram eles que botaram fogo no celeiro, matando vocês dois. Eles conseguiram escapar de algum jeito e ficaram vivos até hoje. A garota deve ser bruxa – disse Felix Diego.
Eu me levantei do colo de Jesse, pasma por ele ter me acusado por isso.
- Bruxa? – eu ri de nervoso – Eu não fiz nada de bruxaria, todos já sabem o que você queria... – parei de falar, balançando a cabeça, confusa -Você não se lembra de mim, Felix?
- Oh! – a Sra. O’Neil deu um gemido – Essa garota é aquela que apareceu na minha pousada, na noite do incêndio... é a garota que usava calças!
É, ela se lembrava de mim. Eu também lembro o que ela achou que eu era: ela achava que eu era uma garota da noite.
- Não sei se a senhora percebeu, mas no século XXI, nesse século, é bem normal garotas usarem calças e...
- Jesse... – começou o Sr. O’Neil. Ele tinha uma aparência bondosa, mas agora ele parecia chateado. – Você não pode ter feito isso conosco. Por que você colocou fogo em nossa pousada?
- Não... não aconteceu nada disso que o senhor está pensando – Jesse começou a falar, depois de ficar muito tempo calado – Não ouça Felix, ele tentou me matar naquela noite, foi tudo um acidente e...
Os olhos do Sr. O’Neil pareciam não acreditar no que Jesse falava. Já vi que Felix tinha colocado muita minhoca na cabeça deles.
- Minha Nossa Senhora, não quero mais ficar aqui – disse a Sra. O’Neil – Nós sempre confiamos em você Jesse... mas agora, por sua causa, nós nunca descansaremos em paz!
Terminando de falar, a Sra. O’Neil desapareceu e o Sr. O’Neil desapareceu em seguida, sobrando somente Felix.
- Isso não termina por aqui, Hector – disse Felix em um tom ameaçador, desaparecendo também.
Silêncio.
Somente eu e Jesse na sala novamente. Como deveria ter permanecido desde a hora que eu entrei nessa sala.
- Jesse, não tem como! – eu gritei num surto de histeria. – Felix foi exorcizado, você lembra? Você viu!
- Eu sei Suzannah... eu também não entendo – ele falou se levantando da cadeira onde tinha ficado bastante tempo paralisado. A expressão dele era pensativa. – E o Sr. e a Sra. O’Neil... o que eles estavam fazendo aqui?
Nós ficamos quietos por muito tempo, não sabendo o que fazer com essa situação.
E por que será que essas coisas sempre acontecem quando eu estou num amasso com o Jesse? São raros esses momentos quentes com ele, já que ele sempre para na melhor hora, se desculpando e falando que não deveria ter me desrespeitado.
¬ Admito que eu odeio me sentir desconfiada e despreparada. Mas era assim que eu estava me sentindo.
- Jesse... eu vou para casa. Você se importaria de ficar aqui até o Padre D. chegar? – perguntei. Não que eu costumasse ficar longe de Jesse voluntariamente, mas eu estava meio confusa com toda essa situação e precisava pensar.
- Você está bem? – ele perguntou, pegando em minhas mãos.
- Não sei... a minha cabeça ficou cansada com tudo isso, só preciso... ah, não sei – falando isso, encostei minha testa no ombro de Jesse, olhando para os pés dele, inconformada. Ah, estava tudo tão bem e acontecem essas coisas. Odeio ser mediadora.
- Vá para sua casa e mais tarde eu aparecerei lá – disse Jesse, erguendo o meu rosto e me beijando suavemente nos lábios.
- Obrigada – eu sorri, retribuindo o beijo.
Eu cheguei em casa um pouco adiantada para a janta. Andy ainda estava fazendo as suas famosas quesadillas.
- Cheguei – eu falei numa voz desanimada e subi as escadas.
Quando cheguei no meu quarto, eu me joguei na cama, me sentindo exausta. Apesar de tudo o que aconteceu, eu tinha feito bastante coisas hoje.
Como de costume, eu olhei para a bancada do meu quarto e me lembrei de quando Jesse ficava ali.
Não que eu ache ruim que ele esteja vivo, mas era muito bom quando ele podia se materializar a qualquer hora no meu quarto.
Sinto saudades dele com muita facilidade.
Eu estava na minha cama, esperando Andy me chamar para jantar quando o telefone tocou.
- Alô – atendi numa voz desanimada. Meu Deus, eu estava realmente um caco.
- Suzinha, sua linda! – Cee Cee falou num tom alto, fazendo minha cabeça latejar.
- Não me chame de Suzinha, por favor!
- O que acontece com você? Depois de um tempão sem te ver, eu te ligo e você fica chata. O que o Jesse fez com você?
- Ah, Cee Cee, desculpa – revirei os olhos e dei um pequeno sorriso. Não consegui impedir, pois eu adorava Cee Cee. – E o Jesse não fez nada, ok?
- Você me deve uma explicação, lembra?
- Ah... é. Mas... ai, prefiro não falar disso agora, muitas coisas acontecendo.
- Coisas paranormais?
- Por aí.
- Hm... ok – ela ficou um minuto em silêncio e depois desembestou a falar – E a escola? Me conta tudo do seu trabalho.
Bom, ai eu falei das coisas que eu fico fazendo na escola e também contei que a irmã Ernestine estava ficando louca, já que as meninas do primeiro ano estavam a enlouquecendo com os seus vestidos dois palmos acima do joelho. E também falei da Rachel e do quanto ela era chata.
- Ah, como eu queria estar na Junípero Serra – Cee Cee suspirou – A faculdade de jornalismo é legal, mas mesmo assim... – ela parou e depois deu uma risadinha – Pelo menos, na faculdade, tem mais garotos bonitos.
- Hm, e o Adam?
- Ele é um tonto – ela falou isso e parou de falar. Eu sabia que eles tinham começado a namorar, mas não durou muito porque Adam ficava olhando e comentando de todas as meninas que passavam e a Cee Cee não agüentou isso e terminou.
- Suzinha, jantar! – gritou minha mãe.
- Já vou! – gritei de volta – Cee Cee, vou desligar.
- Ah, a sua mãe pode te chamar de Suzinha!
- Minha mãe, querida. Tchau Cee.
- Ok então. Tchau Suze, te ligo depois para nós combinarmos de sair juntas e falar dos outros.
Como o combinado, Jesse apareceu em casa mais tarde. Confesso que fiquei aliviada ao vê-lo.
Ele sorriu quando eu abri a porta.
- O que comeram hoje? – perguntou casualmente. Ele parecia calmo, nem um pouco parecido com o Jesse que eu vira preocupado na escola.
- Quesadillas... bom, o que consegui pegar – eu me virei e olhei para Dunga, que estava com a blusa um pouco levantada, deitado no sofá. A blusa levantada mostrava a saliência que a barriga dele adquiriu há alguns minutos atrás, por ter comido quase toda a janta.
- Você está bem? – sussurrou Jesse.
- Melhor – sussurrei de volta.
- Não vai convidá-lo para entrar? – perguntou Andy, vendo eu e Jesse sussurrando um para o outro na porta
Eu olhei para Jesse sem graça e ele riu, entrando.
- Olá Andy.
- Como vai, Jesse? – perguntou Andy, num tom animado. Ele gostava de Jesse.
- Vem aqui, Jesse – eu falei, pegando em suas mãos e puxando-o escada acima.
Quando chegamos ao meu quarto, Jesse se sentiu mais a vontade. Bom, ele havia morado aqui por 150 anos.
Eu sentei na cama e dei um tapinha para ele sentar ao meu lado.
Ele se sentou e na hora eu o agarrei, fazendo nós dois deitarmos na cama.
Jesse colocou as mãos em meu ombro, afastando-se.
- Suzannah? – ele falou num sussurro, surpreso.
- Sabe Jesse, eu ainda fico pensando naqueles porcarias de fantasmas e eu ainda não estou tranqüila. E realmente, o que me faz ficar tranqüila é você.
Jesse pareceu preocupado, mas parece que passou rápido, já que no segundo seguinte ele estava me beijando e não, não era um beijinho a La Jesse. A La Jesse eu digo: calmo, romântico e com limites.
Ele me beijava e eu sentia o fogo que emanava dos nossos corpos grudados. Ele passou a mão pelas minhas coxas, levando as minhas pernas por trás de suas costas e levantou um pouco a minha blusa.
Opa.
Geralmente, quando chega ao ponto do Jesse começar a levantar a minha blusa, ele para, se desculpando. Mas dessa vez, ele não parecia nem um pouco preocupado. Não que eu esteja achando ruim. Na minha cabeça ecoava: finalmente!
Ele levantou a minha blusa até a metade e depois parou de me beijar. Com muito jeito, ele desceu a minha blusa e a ajeitou. Tirou as minhas pernas de trás de suas costas e as colocou em cima da cama, cruzadas. Ele se afastou e me olhou culpado, mas eu pude perceber o quanto os olhos dele ainda estavam cheios de desejos.
- Suzannah, mi hermosa. Perdoe-me – começou Jesse, pegando em minhas mãos.
Eu revirei os olhos e enfiei a minha cabeça no travesseiro.
- Suzannah, não faça isso comigo – pediu Jesse, com jeitinho.
- Não. Não faça isso comigo você – eu rebati e me levantei, indo em direção a janela.
- Suzannah – ele me chamou, e como viu que eu não ia parar pegou no meu pulso e me puxou, me fazendo ficar cara a cara com ele.
Ah, ele é tão lindo.
Não, pare com isso, Suzannah. Você está brava com ele. É.
- Entenda, Suzannah. Isso vai contra os meus princípios.
- Se preocupe também com os meus princípios – eu falei. – Eu não vejo nenhum problema em nós termos alguns contatos a mais. Ah Jesse, qual é! Somos namorados, lembra?
- Suzannah, meu amor, eu sei que nós somos namorados, mas... – Jesse parou de falar e olhou fixamente atrás de mim.
Eu aposto dez mangos que é uma porcaria de fantasma atrás de mim.
Eu olhei para trás e vi o fantasma do Sr. O’Neil, nos olhando tristemente.
Assim que eu abri a minha boca para mandar ele pro inferno, ele desapareceu.
- O que ele estava fazendo NO MEU QUARTO? – eu perguntei indignada.
- Eu não sei, Suzannah – respondeu Jesse, automaticamente. – Eu queria saber o que ele faz aqui, nesse mundo.
- Ok, já sei aonde nós podemos achar respostas – eu falei.
Jesse me olhou desconfiado, mas esperando uma resposta.
- Aposto que Paul deve saber de alguma coisa – eu falei, por fim.
27.6.11
SURPRESA: FIC NOVA !
Assombraaaaaaaaaaaaaados..
Todo o drama é culpa da Fernaaaandaa :P
Ela é a assombrada que escreveu essa fic beem legal que a gente tá postando pra vcs.
Sejam legais e comentem bastante. Ela merece.
A fic não tem nome por enquanto (ou tem e eu esqueci de perguntar >.<)
Ai vaai:
Capitulo 1
Já havia passado cinco meses após a minha formatura.
Todo adolescente normal que se forma, vai para a faculdade. Apesar de eu aparentemente – veja bem, aparentemente! - ser uma adolescente normal que se formou, eu não estou na faculdade. Eu já tenho que ficar cuidando e chutando bunda de fantasmas, e ainda por cima ficar na faculdade? Ah, não, obrigada. Chutar fantasmas já está de bom tamanho.
Para minha mãe não surtar, eu falei que eu ainda não sabia o que queria para a minha vida.
Mas, mesmo assim, ela surtou.
- Por que não, Suzinha? – ela falava, num tom inconformado. – Você sabe que a faculdade é importante, você fará novos amigos e... AH! É o Jesse não é? Só porque ele não fez faculdade, ele não quer que você faça? É isso? Ah meu Deus...
- Se não fizer faculdade, terá que arranjar um trabalho. Ficar sem fazer nada é o que não pode – disse Andy, colocando um ponto final no surto da minha mãe.
Não sei o que foi o pior: minha mãe achando que o Jesse era culpado por isso ou pelo Andy – meu padrasto – ter dado essa ideia de trabalho.
Pois é, o pior foi a ideia do trabalho, já que isso que eu estou fazendo agora. Divino.
Quer dizer, não é tão ruim trabalhar. Bom, não é tão ruim trabalhar quando você não tem que ficar num hotel, cuidando de crianças anti-sociais que vêem fantasmas. Pelo menos, trabalhando na escola Junípero Serra, junto com o Padre D., não é tão ruim. Bem, ficar levando recados para as freiras, carregando caixas pra lá e pra cá, dando informações para turistas é meio cansativo e chato, mas pelo menos eu ficava perto de Jesse, que também trabalhava na escola. Por enquanto, foi o único emprego que Jesse conseguiu achar até conseguir seus documentos etc e tal. E ele precisava de um trabalho para manter o apartamento que ele conseguira arranjar.
A pior parte do trabalho é que eu tinha que acordar ás seis horas da manhã e ficar lá na escola até as quatro horas, fazendo serviços extras, como limpando a porqueira que os alunos deixavam na hora do almoço. Fantástico.
O que eu não agüentava eram as garotas que ficavam de risadinhas quando o Jesse passava. Incrível o quanto elas eram indiscretas. Mas especificamente uma garota – ela era nova na escola, entrou no terceiro ano – essa sim me irritava profundamente. Já te mostro o porquê.
- Bom dia, Jesse – falou junto um bando de menininhas do primeiro ano.
Jesse só balançou a cabeça em sinal de cumprimento, enquanto eu lançava o meu mais assustador olhar para cada uma delas.
- Ai, meu Deus! – murmurei para mim mesma.
- Qual o problema, Suzannah? – perguntou Jesse.
- Bom dia, Jesse – fiz a minha pior imitação daquelas aspirantes a vaca.
Jesse riu e me beijou na boca, fazendo o meu coração dar um pulo, capotar e depois voltar ao normal.
Quando eu percebi que aquelas meninas ficaram olhando para Jesse e para mim, com um evidente sinal de inveja, eu sorri satisfeita.
- Bom dia Jesse, Suzannah – cumprimentou o Padre D. – Hoje nós temos um longo dia pela frente, com muitos trabalhos para os dois.
- Como sempre – acrescentei.
- E um trabalho especial para você, Suzannah – falou Padre D.
Revirei os olhos e suspirei.
- Manda ver, Padre.
- Temos uma aluna nova, que chegou do Canadá e que está no terceiro ano. Eu gostaria que você apresentasse a escola para ela e depois mostrasse as suas respectivas salas.
- Cadê? – perguntei, com preguiça de andar pela escola e ficar tentando ser simpática. Não é sempre que eu estou a fim de ser simpática, principalmente hoje, que estava me sentindo facilmente irritadiça.
- Ela está ali sentada no banco - ele apontou para onde estava sentada uma garota ruiva.
Fui até lá, com Jesse me acompanhando. Respirei fundo, coloquei o meu melhor sorriso no rosto – o que parece que não foi tão bom, já que Jesse deu uma risadinha – e falei:
- Olá, seja bem vinda à escola Junípero Serra. Meu nome é Suzannah e eu vou te apresentar a escola. Qual é o seu nome?
A garota ruiva – aparentemente natural - tinha olhos verdes e algumas sardas no rosto. Mas ela era bonita, muito bonita. Tinha uma pele bem branca, com as bochechas vermelhas. Usava um vestido branco na altura dos joelhos com open boots preta.
Primeiro ela olhou para Jesse e o olhou interessada – isso já me deixou irritada – e depois olhou para mim, com um olhar desinteressado. Já vi que vamos ser grandes amigas.
- Me chamo Rachel. Não gosto de apelidos então nem venha com diminutivos – falou rispidamente para mim e depois olhou para Jesse e sorriu – E você? Qual é o seu nome?
- Han... – ele piscou algumas vezes, parecendo incomodado. – Jesse.
- Bonito nome – ela deu um belo sorriso, mostrando os dentes branquíssimos dela. Com certeza foi melhor do que o meu sorriso forçado. Ela olhou para mim com desdém e falou: - Vamos logo.
- Suzannah, eu vou ajudar o Padre Dominic com alguns serviços, nos vemos depois – ele me beijou suavemente nos lábios e sussurrou ainda com os lábios nos meus – Mi Hermosa – e saiu andando, com toda a sua beleza e formosura. Não cheguei a comentar, mas ele fica deslumbrante com aquela calça jeans preta da Levis – que destacava as suas torneadas coxas – e aquela camiseta branca da Lacoste.
Quando me voltei para Rachel, ela estava com uma expressão pasma em seu rosto.
- Ele é o seu namorado? – ela perguntou, parecendo não acreditar.
Levantei uma sobrancelha e dei um sorriso debochado.
- Algum problema com isso? – perguntei do jeito mais fofo que consegui.
- Que desperdício! – ela revirou os olhos – Não que isso me impeça de... Ah, você ia me apresentar à escola, não? – ela deu um sorriso que pareceu sarcástico.
Desperdício? O que ela quis dizer com isso? Desperdício são aquelas open boots compradas em camelôs.
- A sua próxima aula é a de matemática. Siga aquele corredor à direita. Tchau.
- Não ia me apresentar à escola? – ela fez beicinho. Beicinho! Oh, céus. – Vou ter que pedir para o Padre Dom ou ao Jesse para me apresentar a escola?
Ah, ela sabia que se falasse ao Padre que eu fui chata e coisa tal, ele ficaria furioso comigo. Chantagista.
E... peraí. Padre Dom? Ela nem conhece o Padre D. e já o chama de Padre DOM?! Nem eu o chamo assim. Que garota mais sonsa.
E eu nem preciso falar do Jesse.
- Vem logo, senão eu vou te apresentar a rua.
Mais tarde, quando todos os alunos já foram embora – inclusive a Rachel -, Padre D. me pediu para ficar até um pouco mais tarde na escola, pois ele iria buscar o monsenhor numa cidade perto daqui.
- Não se esqueça que eu tenho que estar em casa para o jantar, você sabe como é o Andy – o Padre Dominic já sabia, mas era só para apressar as coisas, só queria ir para casa.
- Chegarei antes Suzannah – ele falou, pegando as chaves do carro – Obrigado.
- Disponha Padre. Tenha cuidado na hora de dirigir.
O Padre me olhou por debaixo dos seus óculos e se dirigiu para o estacionamento.
Ótimo, eu não tinha mais nada para fazer na escola. Tudo o que eu tinha de fazer eu já havia terminado.
Será que ainda tinha aquele video game no gabinete do Padre? Seria muito bom para passar o tempo.
Quando abri a porta da sala do Padre D., vi Jesse sentado na cadeira dele, lendo um daqueles livros grossos e chatos que só se encontra na biblioteca da escola Junípero Serra. Dessa vez ele estava lendo “Sobre o Papel do Trabalho na Transformação do Homem em Macaco”. Realmente, não sei como uma pessoa tem saco para ler esses livros.
Jesse me olhou quando eu entrei na sala e deu um sorriso.
Eu fui em sua direção, sentei no braço da cadeira que Jesse estava e comecei a acariciar os seus cabelos pretos e sedosos.
- Não gosto da Rachel – falei. Não sei por que falei isso, mas eu falei.
- Por que não, Suzannah?
- Não costumo gostar de garotas que dão em cima do meu namorado. Talvez eu seja a única garota do mundo que sinta isso, mas é a verdade – falei ironicamente.
- Não precisa ter ciúmes, mi hermosa.
- Ahum, olha quem fala. Eu sei que você tinha ciúmes do Paul, então eu tenho direito de ter ciúmes de quem eu quiser.
- Não era ciúmes, eu só queria te proteger, Suzannah – ele falou, tentando se defender.
- Claro, meu querido Hector da Silva – eu falei, sorrindo.
Jesse riu e se ergueu um pouquinho da cadeira para poder me dar um beijo.
Do braço da cadeira, eu escorreguei para o colo dele, sem parar o beijo. As mãos dele ficavam subindo e descendo pelas minhas costas e conforme o beijo ia ficando mais quente, sua mão se firmava em minhas costas. Meus dedos se entrelaçavam em seus cabelos, trazendo-o mais para perto de mim.
Eu só parei, quando eu ouvi um gemido.
Eu abri os olhos e vi Jesse olhando fixamente para a porta, atrás mim.
- Nombre de Díos – Jesse murmurou.
Eu olhei para trás e vi três figuras com certo brilho espectral paradas na porta e eu as conhecia, principalmente uma delas.
Aproveiteem :D
Se vcs comentarem bastaante, até o final da semana tem o segundo capitulo.
Beiijos
Todo o drama é culpa da Fernaaaandaa :P
Ela é a assombrada que escreveu essa fic beem legal que a gente tá postando pra vcs.
Sejam legais e comentem bastante. Ela merece.
A fic não tem nome por enquanto (ou tem e eu esqueci de perguntar >.<)
Ai vaai:
Capitulo 1
Já havia passado cinco meses após a minha formatura.
Todo adolescente normal que se forma, vai para a faculdade. Apesar de eu aparentemente – veja bem, aparentemente! - ser uma adolescente normal que se formou, eu não estou na faculdade. Eu já tenho que ficar cuidando e chutando bunda de fantasmas, e ainda por cima ficar na faculdade? Ah, não, obrigada. Chutar fantasmas já está de bom tamanho.
Para minha mãe não surtar, eu falei que eu ainda não sabia o que queria para a minha vida.
Mas, mesmo assim, ela surtou.
- Por que não, Suzinha? – ela falava, num tom inconformado. – Você sabe que a faculdade é importante, você fará novos amigos e... AH! É o Jesse não é? Só porque ele não fez faculdade, ele não quer que você faça? É isso? Ah meu Deus...
- Se não fizer faculdade, terá que arranjar um trabalho. Ficar sem fazer nada é o que não pode – disse Andy, colocando um ponto final no surto da minha mãe.
Não sei o que foi o pior: minha mãe achando que o Jesse era culpado por isso ou pelo Andy – meu padrasto – ter dado essa ideia de trabalho.
Pois é, o pior foi a ideia do trabalho, já que isso que eu estou fazendo agora. Divino.
Quer dizer, não é tão ruim trabalhar. Bom, não é tão ruim trabalhar quando você não tem que ficar num hotel, cuidando de crianças anti-sociais que vêem fantasmas. Pelo menos, trabalhando na escola Junípero Serra, junto com o Padre D., não é tão ruim. Bem, ficar levando recados para as freiras, carregando caixas pra lá e pra cá, dando informações para turistas é meio cansativo e chato, mas pelo menos eu ficava perto de Jesse, que também trabalhava na escola. Por enquanto, foi o único emprego que Jesse conseguiu achar até conseguir seus documentos etc e tal. E ele precisava de um trabalho para manter o apartamento que ele conseguira arranjar.
A pior parte do trabalho é que eu tinha que acordar ás seis horas da manhã e ficar lá na escola até as quatro horas, fazendo serviços extras, como limpando a porqueira que os alunos deixavam na hora do almoço. Fantástico.
O que eu não agüentava eram as garotas que ficavam de risadinhas quando o Jesse passava. Incrível o quanto elas eram indiscretas. Mas especificamente uma garota – ela era nova na escola, entrou no terceiro ano – essa sim me irritava profundamente. Já te mostro o porquê.
- Bom dia, Jesse – falou junto um bando de menininhas do primeiro ano.
Jesse só balançou a cabeça em sinal de cumprimento, enquanto eu lançava o meu mais assustador olhar para cada uma delas.
- Ai, meu Deus! – murmurei para mim mesma.
- Qual o problema, Suzannah? – perguntou Jesse.
- Bom dia, Jesse – fiz a minha pior imitação daquelas aspirantes a vaca.
Jesse riu e me beijou na boca, fazendo o meu coração dar um pulo, capotar e depois voltar ao normal.
Quando eu percebi que aquelas meninas ficaram olhando para Jesse e para mim, com um evidente sinal de inveja, eu sorri satisfeita.
- Bom dia Jesse, Suzannah – cumprimentou o Padre D. – Hoje nós temos um longo dia pela frente, com muitos trabalhos para os dois.
- Como sempre – acrescentei.
- E um trabalho especial para você, Suzannah – falou Padre D.
Revirei os olhos e suspirei.
- Manda ver, Padre.
- Temos uma aluna nova, que chegou do Canadá e que está no terceiro ano. Eu gostaria que você apresentasse a escola para ela e depois mostrasse as suas respectivas salas.
- Cadê? – perguntei, com preguiça de andar pela escola e ficar tentando ser simpática. Não é sempre que eu estou a fim de ser simpática, principalmente hoje, que estava me sentindo facilmente irritadiça.
- Ela está ali sentada no banco - ele apontou para onde estava sentada uma garota ruiva.
Fui até lá, com Jesse me acompanhando. Respirei fundo, coloquei o meu melhor sorriso no rosto – o que parece que não foi tão bom, já que Jesse deu uma risadinha – e falei:
- Olá, seja bem vinda à escola Junípero Serra. Meu nome é Suzannah e eu vou te apresentar a escola. Qual é o seu nome?
A garota ruiva – aparentemente natural - tinha olhos verdes e algumas sardas no rosto. Mas ela era bonita, muito bonita. Tinha uma pele bem branca, com as bochechas vermelhas. Usava um vestido branco na altura dos joelhos com open boots preta.
Primeiro ela olhou para Jesse e o olhou interessada – isso já me deixou irritada – e depois olhou para mim, com um olhar desinteressado. Já vi que vamos ser grandes amigas.
- Me chamo Rachel. Não gosto de apelidos então nem venha com diminutivos – falou rispidamente para mim e depois olhou para Jesse e sorriu – E você? Qual é o seu nome?
- Han... – ele piscou algumas vezes, parecendo incomodado. – Jesse.
- Bonito nome – ela deu um belo sorriso, mostrando os dentes branquíssimos dela. Com certeza foi melhor do que o meu sorriso forçado. Ela olhou para mim com desdém e falou: - Vamos logo.
- Suzannah, eu vou ajudar o Padre Dominic com alguns serviços, nos vemos depois – ele me beijou suavemente nos lábios e sussurrou ainda com os lábios nos meus – Mi Hermosa – e saiu andando, com toda a sua beleza e formosura. Não cheguei a comentar, mas ele fica deslumbrante com aquela calça jeans preta da Levis – que destacava as suas torneadas coxas – e aquela camiseta branca da Lacoste.
Quando me voltei para Rachel, ela estava com uma expressão pasma em seu rosto.
- Ele é o seu namorado? – ela perguntou, parecendo não acreditar.
Levantei uma sobrancelha e dei um sorriso debochado.
- Algum problema com isso? – perguntei do jeito mais fofo que consegui.
- Que desperdício! – ela revirou os olhos – Não que isso me impeça de... Ah, você ia me apresentar à escola, não? – ela deu um sorriso que pareceu sarcástico.
Desperdício? O que ela quis dizer com isso? Desperdício são aquelas open boots compradas em camelôs.
- A sua próxima aula é a de matemática. Siga aquele corredor à direita. Tchau.
- Não ia me apresentar à escola? – ela fez beicinho. Beicinho! Oh, céus. – Vou ter que pedir para o Padre Dom ou ao Jesse para me apresentar a escola?
Ah, ela sabia que se falasse ao Padre que eu fui chata e coisa tal, ele ficaria furioso comigo. Chantagista.
E... peraí. Padre Dom? Ela nem conhece o Padre D. e já o chama de Padre DOM?! Nem eu o chamo assim. Que garota mais sonsa.
E eu nem preciso falar do Jesse.
- Vem logo, senão eu vou te apresentar a rua.
Mais tarde, quando todos os alunos já foram embora – inclusive a Rachel -, Padre D. me pediu para ficar até um pouco mais tarde na escola, pois ele iria buscar o monsenhor numa cidade perto daqui.
- Não se esqueça que eu tenho que estar em casa para o jantar, você sabe como é o Andy – o Padre Dominic já sabia, mas era só para apressar as coisas, só queria ir para casa.
- Chegarei antes Suzannah – ele falou, pegando as chaves do carro – Obrigado.
- Disponha Padre. Tenha cuidado na hora de dirigir.
O Padre me olhou por debaixo dos seus óculos e se dirigiu para o estacionamento.
Ótimo, eu não tinha mais nada para fazer na escola. Tudo o que eu tinha de fazer eu já havia terminado.
Será que ainda tinha aquele video game no gabinete do Padre? Seria muito bom para passar o tempo.
Quando abri a porta da sala do Padre D., vi Jesse sentado na cadeira dele, lendo um daqueles livros grossos e chatos que só se encontra na biblioteca da escola Junípero Serra. Dessa vez ele estava lendo “Sobre o Papel do Trabalho na Transformação do Homem em Macaco”. Realmente, não sei como uma pessoa tem saco para ler esses livros.
Jesse me olhou quando eu entrei na sala e deu um sorriso.
Eu fui em sua direção, sentei no braço da cadeira que Jesse estava e comecei a acariciar os seus cabelos pretos e sedosos.
- Não gosto da Rachel – falei. Não sei por que falei isso, mas eu falei.
- Por que não, Suzannah?
- Não costumo gostar de garotas que dão em cima do meu namorado. Talvez eu seja a única garota do mundo que sinta isso, mas é a verdade – falei ironicamente.
- Não precisa ter ciúmes, mi hermosa.
- Ahum, olha quem fala. Eu sei que você tinha ciúmes do Paul, então eu tenho direito de ter ciúmes de quem eu quiser.
- Não era ciúmes, eu só queria te proteger, Suzannah – ele falou, tentando se defender.
- Claro, meu querido Hector da Silva – eu falei, sorrindo.
Jesse riu e se ergueu um pouquinho da cadeira para poder me dar um beijo.
Do braço da cadeira, eu escorreguei para o colo dele, sem parar o beijo. As mãos dele ficavam subindo e descendo pelas minhas costas e conforme o beijo ia ficando mais quente, sua mão se firmava em minhas costas. Meus dedos se entrelaçavam em seus cabelos, trazendo-o mais para perto de mim.
Eu só parei, quando eu ouvi um gemido.
Eu abri os olhos e vi Jesse olhando fixamente para a porta, atrás mim.
- Nombre de Díos – Jesse murmurou.
Eu olhei para trás e vi três figuras com certo brilho espectral paradas na porta e eu as conhecia, principalmente uma delas.
Aproveiteem :D
Se vcs comentarem bastaante, até o final da semana tem o segundo capitulo.
Beiijos
2.6.11
A Mediadora- caixa de pérolas (cap.17)
-Posso saber o que você está fazendo no meu quarto?- Eu perguntei, segurando a louca vontade de chutar o traseiro daquela fantasma idiota ladra de noivos.
-Hora, hora Suzannah, então você já sabe quem sou eu?- Seu rosto parecia perfeitamente cínico, eu sabia que aquilo era provocação, tentei não ficar mais nervosa.
-Do mesmo jeito que você descobriu quem eu sou. Agora desembucha, o que você quer?
Então ela se levantou e foi ate a minha direção, já não havia mais aquele sorriso bobo.
-Não é obvio? Eu quero o Jesse. E você vai ficar bem longe dele.
Foi ai que eu comecei a rir. Serio gente, que outra reação eu teria para dar, quando uma louca pensa que pode me ameaçar para eu me afastar do meu hermoso?
-Você acha mesmo que consegue me ameaçar? Ou que o Jesse quer você, por favor. E ainda por cima você é uma fantasma.
-Ele me amou, ele me ama, fui sua primeira. E ele também era fantasma, nada impede de voltar a ser.
-Ele nunca te amou Rosario, ele me contou tudo. Se sentiu algo por você isso foi pena.
Ela começou a fazer uma cara de mágoa, como se fosse chorar em qualquer momento. Mas era isso mesmo que eu queria, magoar. Claro, eu sabia as conseguencias de fazer isso com uma fantasma, mas caramba. Ela estava me irritando ao extremo. E o que ela poderia fazer contra mim? Nada, foi o que eu pensei. Mas eu estava enganada, e muito.
-Suze querida, não é assim que sua mamãe te chama? Você não faz idéia. A tantas pessoas que você ama ne verdade? Poxa, e eu so estou pedindo uma, o Jesse, que você roubou de mim. Mas, se você não quer me dar ele, talvez seu outros amores devam sofrer também não acha?
E então ela sumiu. Assim no ar. Como os fantasmas sempre fazem. Só que ela não havia sumido da minha casa, foi o que descobri no mesmo momento em que ouvi David dar um baita grito em seu quarto. Sai correndo pelo corredor e quando cheguei na porta do meu meio-irmão caçula eu o vi sentado no canto da cama, todo encolhido, e em seu espelho estava escrito com batom vermelho: Assassino de mãe merece morrer.
-David, me diz o que aconteceu? Esta tudo bem? - Eu perguntei enquanto corria em sua direção e me ajoelhava pra falar com ele.
-Suze... eu estava aqui observando uma molécula de um morango no meu... no meu... e foi ai que um batom aquele batom ele surgiu voando, assim voando. Batom não voa, a física não permite, um corpo não pode... mas ele tava e ele foi no meu espelho e ai ele escreveu. Eu não estou louco, não fui eu Suze, ele escreveu aquilo ali. Mas batom... batom...
-Eu sei David, foi um fantasma, é uma fantasma com muita raiva de mim, não é nada com você é comigo. Vem, vamos la em baixo beber uma agua e depois vou limpar isso aqui.
Por sorte estávamos sozinhos em casa, com o Soneca, que pra variar, estava no quarto ouvindo som alto. Sabe-se la como ele dormia com aquele estrondo.
-Aqui, bebe pra melhorar. - e ofereci um copo d'agua para David já na cozinha. Ele pegou e bebeu com muita vontade. Neste mesmo momento o telefone tocou. Era a Ceecee:
-Oi Suze, veja bem. Por acaso você deixou algum dos seus amigos do outro mundo irritado?
-É ocorreu uma discussão aqui com uma ex do Jesse. Mas como você sabe?
-A é porque eu recebi uma visitinha. Fui tomar banho, quando sai estava escrito no espelho do meu banheiro: Se o tempo voltou uma vez, voltara de novo. Suze, o que isso quer dizer? E você esta bem? Quem é essa louca?
-Eu ainda não sei o que isso quer dizer Ceecee, mas sei quem pode ajudar.
-Hora, hora Suzannah, então você já sabe quem sou eu?- Seu rosto parecia perfeitamente cínico, eu sabia que aquilo era provocação, tentei não ficar mais nervosa.
-Do mesmo jeito que você descobriu quem eu sou. Agora desembucha, o que você quer?
Então ela se levantou e foi ate a minha direção, já não havia mais aquele sorriso bobo.
-Não é obvio? Eu quero o Jesse. E você vai ficar bem longe dele.
Foi ai que eu comecei a rir. Serio gente, que outra reação eu teria para dar, quando uma louca pensa que pode me ameaçar para eu me afastar do meu hermoso?
-Você acha mesmo que consegue me ameaçar? Ou que o Jesse quer você, por favor. E ainda por cima você é uma fantasma.
-Ele me amou, ele me ama, fui sua primeira. E ele também era fantasma, nada impede de voltar a ser.
-Ele nunca te amou Rosario, ele me contou tudo. Se sentiu algo por você isso foi pena.
Ela começou a fazer uma cara de mágoa, como se fosse chorar em qualquer momento. Mas era isso mesmo que eu queria, magoar. Claro, eu sabia as conseguencias de fazer isso com uma fantasma, mas caramba. Ela estava me irritando ao extremo. E o que ela poderia fazer contra mim? Nada, foi o que eu pensei. Mas eu estava enganada, e muito.
-Suze querida, não é assim que sua mamãe te chama? Você não faz idéia. A tantas pessoas que você ama ne verdade? Poxa, e eu so estou pedindo uma, o Jesse, que você roubou de mim. Mas, se você não quer me dar ele, talvez seu outros amores devam sofrer também não acha?
E então ela sumiu. Assim no ar. Como os fantasmas sempre fazem. Só que ela não havia sumido da minha casa, foi o que descobri no mesmo momento em que ouvi David dar um baita grito em seu quarto. Sai correndo pelo corredor e quando cheguei na porta do meu meio-irmão caçula eu o vi sentado no canto da cama, todo encolhido, e em seu espelho estava escrito com batom vermelho: Assassino de mãe merece morrer.
-David, me diz o que aconteceu? Esta tudo bem? - Eu perguntei enquanto corria em sua direção e me ajoelhava pra falar com ele.
-Suze... eu estava aqui observando uma molécula de um morango no meu... no meu... e foi ai que um batom aquele batom ele surgiu voando, assim voando. Batom não voa, a física não permite, um corpo não pode... mas ele tava e ele foi no meu espelho e ai ele escreveu. Eu não estou louco, não fui eu Suze, ele escreveu aquilo ali. Mas batom... batom...
-Eu sei David, foi um fantasma, é uma fantasma com muita raiva de mim, não é nada com você é comigo. Vem, vamos la em baixo beber uma agua e depois vou limpar isso aqui.
Por sorte estávamos sozinhos em casa, com o Soneca, que pra variar, estava no quarto ouvindo som alto. Sabe-se la como ele dormia com aquele estrondo.
-Aqui, bebe pra melhorar. - e ofereci um copo d'agua para David já na cozinha. Ele pegou e bebeu com muita vontade. Neste mesmo momento o telefone tocou. Era a Ceecee:
-Oi Suze, veja bem. Por acaso você deixou algum dos seus amigos do outro mundo irritado?
-É ocorreu uma discussão aqui com uma ex do Jesse. Mas como você sabe?
-A é porque eu recebi uma visitinha. Fui tomar banho, quando sai estava escrito no espelho do meu banheiro: Se o tempo voltou uma vez, voltara de novo. Suze, o que isso quer dizer? E você esta bem? Quem é essa louca?
-Eu ainda não sei o que isso quer dizer Ceecee, mas sei quem pode ajudar.
22.5.11
Fanfic: A Mediadora- caixa de pérolas (cap.16- continuação)
-Hermosa, era para um mulher mais velha ser designada a mim, mas disseram ao meu pai que uma jovem com experiência seria melhor... Então... Foi a Rosario. E ela tinha a minha idade, ela era divertida inteligente. Nos só tivemos algo uma vez e depois eu sempre ia la para conversarmos. Ela era diferente, não ficava pensando em fitas e babados como Maria e minhas irmãs. Eu a via como minha melhor amiga, mas ela não me via assim. Quando descobri que ela estava apaixonada eu me afastei Suzannah! Eu ai me casar!
-Mas ai...-eu sabia que havia mais.
-Ai ela ficou me procurando, enviando cartas e tudo mais, ate que meu pai descobriu e deu um dinheiro pra ela sumir. Fui isso.
-E você acha que se ela não tivesse sumido vocês poderiam... Ter se casado, você se apaixonaria por ela?
-Não sei Suzannah, já disse que você foi a primeira que eu amei de verdade. Mas sim, eu gostava muito dela. Só que era complicado eu realmente não sei.- então ele chegou mais perto de mim e segurou minhas mãos.
- Mi hermosa, por favor, você é o amor da minha vida, isso foi passado, tudo isso. Esqueça por favor.
-Jesse, eu achei que aquele dia, você e eu tinha sido especial...
-Mas foi Suzannah, foi muito. Por que não seria?
-Porque não foi sua primeira vez, e foi a minha. Você guardou esse segredo e eu não sei porque. Jesse me desculpa mas por favor, agora não da. Me leve pra casa.
Ele religou o carro que havia desligado e me levou até a minha casa.
Eu pensei que estaria livre de todo aquele drama em casa, que poderia tomar um banho relaxante e sumir por umas horas. Erro meu, por que bem na bancada do meu quarto (onde Jesse sempre ficava) estava parada a jovem que eu havia visto azarando o meu Jesse.
Obs.: Comentem!
-Mas ai...-eu sabia que havia mais.
-Ai ela ficou me procurando, enviando cartas e tudo mais, ate que meu pai descobriu e deu um dinheiro pra ela sumir. Fui isso.
-E você acha que se ela não tivesse sumido vocês poderiam... Ter se casado, você se apaixonaria por ela?
-Não sei Suzannah, já disse que você foi a primeira que eu amei de verdade. Mas sim, eu gostava muito dela. Só que era complicado eu realmente não sei.- então ele chegou mais perto de mim e segurou minhas mãos.
- Mi hermosa, por favor, você é o amor da minha vida, isso foi passado, tudo isso. Esqueça por favor.
-Jesse, eu achei que aquele dia, você e eu tinha sido especial...
-Mas foi Suzannah, foi muito. Por que não seria?
-Porque não foi sua primeira vez, e foi a minha. Você guardou esse segredo e eu não sei porque. Jesse me desculpa mas por favor, agora não da. Me leve pra casa.
Ele religou o carro que havia desligado e me levou até a minha casa.
Eu pensei que estaria livre de todo aquele drama em casa, que poderia tomar um banho relaxante e sumir por umas horas. Erro meu, por que bem na bancada do meu quarto (onde Jesse sempre ficava) estava parada a jovem que eu havia visto azarando o meu Jesse.
Obs.: Comentem!
16.5.11
Fanfic: A Mediadora- caixa de pérolas (cap.16)
O sol estava brilhando, os pássaros cantando, eu acordei aquela manha me sentindo a pessoa mais feliz do mundo. Como não poderia me sentir? Em uma semana seria meu baile de formatura, o meu baile, onde eu iria com o meu noivo. Não que fosse de conhecimento geral a parte do noivo, mas de qualquer forma eu iria ao baile com meu lindo futuro marido latino e estudante de medicina, poderia pedir mais? Sai pulando da cama, coloquei o meu vestido (Prada rosa-chiclete novo), nada muito curto ou as irmãs pegariam no meu pé, mas bem apropriados para um inicio de ultimo dia no colegial. Sapatilhas, maquiagem, Jesse me levaria para um passeio após a aula, ele queria passar a tarde comigo e meus amigos.
A manhã acorreu normalmente, todas as aulas de sempre, a irmã Esnestine avaliou o comprimento do meu vestido todas as vezes que passei por ela no corredor, mas como não havia nada contra um vestido solto abaixo do joelho ela me deixou em paz, impresionante para meu ultimo dia, talvez fosse um milagre.
Jesse estava lindo, encostado do lado de fora do carro. Eu suspirava enquanto ai em sua direção, e também sentia os olhares invejosos de todas as outras meninas. O que não me incomodava, na verdade me deixava com mais orgulho de ter uma namorado/ noivo tão lindo e saber que ele era todinho meu. Só que um dos olhares me chamou atenção realmente me incomodou. A menina olhava Jesse como se já o conhece-se, era um olhar de desejo... pior, um olhar de saudade, como o que eu mesma dedicava a ele depois de muito tempo sem vê-lo. E pra piorar ainda mais ela era uma fantasma e linda. Evidentemente, quando cheguei ao lado de Jesse fui logo perguntando quem era ela.
- Hermosa, entre no carro acho que teremos de conversar sobre ela.
Quando olhei pra trás, antes de entrar pela porta do carona que ele abria pra mim, reparei que a bela moça não estava mais la.
-Ok, pode me explicar porque aquela garota estava babando por você?
-Suzannah, a algumas coisas do meu passado, de antes deu ser fantasma, que nunca lhe contei por que acreditava ser desnecessario. Mas agora coma a Rosario apareceu, acho que devo lhe contar. -Jesse falou realmente serio olhando para os meus olhos. Ai, eu sabia, o dia estava feliz demais para ser verdade.
-Então você já conhece ela? Suspeitei.
-Sim, eu a conheci no meu tempo. Suzannah, quando eu era vivo, na minha outra vida, enfim... Haviam certos costumes, não sei se você entenderia, mas um rapaz ele não podia se casar virgem, ele devia ter experiência para conduzir a sua noiva, que deveria se casar pura (não que você seja suja pelo que já tivemos). Enfim, o que quero dizer é que havia uma iniciação para os jovens, em certa idade os pais os levavam eles ate mulheres, digamos, muito bem vividas, com quem eles podiam ter sua primeira vez. A minha foi com a Rosario.
-VOCÊ ESTA ME DIZENDO QUE VOCÊ E AQUELA MENINA, VOCÊS JA NAMORARAM? -eu estourei, evidentemente.
-Suzannah, não é dessa maneira. Eu tinha de ter a minha primeira vez com alguem e bom ela... esse era o trabalho dela.
-Jesse por favor, ela te olhou com um olhar de saudade. Tem algo mais ai.
- Sim Suzannah, tem mais.
(continua...)
A manhã acorreu normalmente, todas as aulas de sempre, a irmã Esnestine avaliou o comprimento do meu vestido todas as vezes que passei por ela no corredor, mas como não havia nada contra um vestido solto abaixo do joelho ela me deixou em paz, impresionante para meu ultimo dia, talvez fosse um milagre.
Jesse estava lindo, encostado do lado de fora do carro. Eu suspirava enquanto ai em sua direção, e também sentia os olhares invejosos de todas as outras meninas. O que não me incomodava, na verdade me deixava com mais orgulho de ter uma namorado/ noivo tão lindo e saber que ele era todinho meu. Só que um dos olhares me chamou atenção realmente me incomodou. A menina olhava Jesse como se já o conhece-se, era um olhar de desejo... pior, um olhar de saudade, como o que eu mesma dedicava a ele depois de muito tempo sem vê-lo. E pra piorar ainda mais ela era uma fantasma e linda. Evidentemente, quando cheguei ao lado de Jesse fui logo perguntando quem era ela.
- Hermosa, entre no carro acho que teremos de conversar sobre ela.
Quando olhei pra trás, antes de entrar pela porta do carona que ele abria pra mim, reparei que a bela moça não estava mais la.
-Ok, pode me explicar porque aquela garota estava babando por você?
-Suzannah, a algumas coisas do meu passado, de antes deu ser fantasma, que nunca lhe contei por que acreditava ser desnecessario. Mas agora coma a Rosario apareceu, acho que devo lhe contar. -Jesse falou realmente serio olhando para os meus olhos. Ai, eu sabia, o dia estava feliz demais para ser verdade.
-Então você já conhece ela? Suspeitei.
-Sim, eu a conheci no meu tempo. Suzannah, quando eu era vivo, na minha outra vida, enfim... Haviam certos costumes, não sei se você entenderia, mas um rapaz ele não podia se casar virgem, ele devia ter experiência para conduzir a sua noiva, que deveria se casar pura (não que você seja suja pelo que já tivemos). Enfim, o que quero dizer é que havia uma iniciação para os jovens, em certa idade os pais os levavam eles ate mulheres, digamos, muito bem vividas, com quem eles podiam ter sua primeira vez. A minha foi com a Rosario.
-VOCÊ ESTA ME DIZENDO QUE VOCÊ E AQUELA MENINA, VOCÊS JA NAMORARAM? -eu estourei, evidentemente.
-Suzannah, não é dessa maneira. Eu tinha de ter a minha primeira vez com alguem e bom ela... esse era o trabalho dela.
-Jesse por favor, ela te olhou com um olhar de saudade. Tem algo mais ai.
- Sim Suzannah, tem mais.
(continua...)
27.3.11
Outras Fics.
People! Desculpem o sumiço, a fic parada e tal. Tive a primeira semana na faculdade e já foi cheia de coisas, muitos livros pra ler e tenho umas 10 exposições pra ir então... Minha vida complicou, enfim...
Eu, nos, já havíamos recebido lá no nosso email mais de uma vez uma fic muito legal que circula pela net como algo escrito pela propria Meg. Eu não sei.. mas acho que não é. Ela é esta aqui:

“Suze, você é louca?” Kelly Prescott veio andando toda afetada, a saia de seu vestido de baile Nicole Miller brilhando na luz da lua que estava sob o pátio da Missão. “Você realmente espera que as pessoas comam isso?”
Eu olhei para massa, que não estava no formato de concha que deveria estar, mas parecidos com pretzels.
“Há mais cannolis, ou está é a última bandeja?” Eu peguntei ao Mestre.
Também recebemos um email da Pamela e ela escreveu uma fic também, olha o que ela disse:
Eu, nos, já havíamos recebido lá no nosso email mais de uma vez uma fic muito legal que circula pela net como algo escrito pela propria Meg. Eu não sei.. mas acho que não é. Ela é esta aqui:

Conto de A Mediadora – “O Sonho De Toda Garota”
Lá estava eu, em um longo e branco vestido de Jéssica McClintock, uma orquídea no pulso, a luz da lua brincando no meu cabelo e um par de braços fortes ao redor da minha cintura , enquanto uma gentil voz masculina sussurrava meu nome: “Suzannah”. A respiração do meu parceiro de dança era macia contra a minha bochecha. “Suzannah...”
É. Nos meus sonhos.
Na vida real, a voz dizendo o meu nome não era nem um pouco máscula. Isso porque pertencia a um menino de doze anos de idade.
“Hm, Suze? É, há alguma coisa realmente errada com esses cannolis.”
Eu desviei o meu olhar dos rodopiantes casais e olhei para baixo. Ao invés do cara totalmente gato usando um smoking, ao meu lado estava o meu meio-irmão ruivo, segurando uma bandeja de massas italianas.
“Kelly está realmente brava,” Mestre mais conhecido como David para todo mundo, menos para mim – disse. “Ela disse que eles estão deformados, ou algo assim.”
Kelly estava certa. Os cannolis estavam deformados. Como vice-presidente, e uma relutante jurada no comitê de formatura dos alunos do terceiro e quarto anos (Eu tinha sido indicada quando nenhum secundarista se voluntariou), eu tinha tentando me livrar de trabalhos, usando os conhecimentos de Mestre. Isso era o que eu recebia por meus esforços: cannolis deformados.
Não que eu me importasse. Quero dizer, considerando que eu era, praticamente, a única secundarista a não ser convidada para esta dança em especial. Esta dança eu era uma jurada. O que me importavam as comidas?
Ah, tudo bem. Eu me importava.É. Nos meus sonhos.
Na vida real, a voz dizendo o meu nome não era nem um pouco máscula. Isso porque pertencia a um menino de doze anos de idade.
“Hm, Suze? É, há alguma coisa realmente errada com esses cannolis.”
Eu desviei o meu olhar dos rodopiantes casais e olhei para baixo. Ao invés do cara totalmente gato usando um smoking, ao meu lado estava o meu meio-irmão ruivo, segurando uma bandeja de massas italianas.
“Kelly está realmente brava,” Mestre mais conhecido como David para todo mundo, menos para mim – disse. “Ela disse que eles estão deformados, ou algo assim.”
Kelly estava certa. Os cannolis estavam deformados. Como vice-presidente, e uma relutante jurada no comitê de formatura dos alunos do terceiro e quarto anos (Eu tinha sido indicada quando nenhum secundarista se voluntariou), eu tinha tentando me livrar de trabalhos, usando os conhecimentos de Mestre. Isso era o que eu recebia por meus esforços: cannolis deformados.
Não que eu me importasse. Quero dizer, considerando que eu era, praticamente, a única secundarista a não ser convidada para esta dança em especial. Esta dança eu era uma jurada. O que me importavam as comidas?
“Suze, você é louca?” Kelly Prescott veio andando toda afetada, a saia de seu vestido de baile Nicole Miller brilhando na luz da lua que estava sob o pátio da Missão. “Você realmente espera que as pessoas comam isso?”
Eu olhei para massa, que não estava no formato de concha que deveria estar, mas parecidos com pretzels.
“Há mais cannolis, ou está é a última bandeja?” Eu peguntei ao Mestre.
“Hm,” ele disse, olhando nervosamente a Kelly, que, sendo a garota mais bonita de Carmel, Califórnia, nos considera, meros mortais, completamente loucos. Ela estava certa sobre um de nós. E não era o Mestre. “Deve haver mais.”
“Ótimo,” eu disse. Eu peguei a bandeja de cannolis dele. Para Kelly eu disse, “Não se preocupe com isso. Eu vou resolver. Volte para o seu encontro.”
O encontro da Kelly, o presidente do último ano Greg Sanderson, estava parado atrás de uma palmeira próxima, alto e descolado em seu smoking. Ele era um dos caras mais bonitos da escola, então era perfeito que ele tivesse chamado a Kelly, mesmo sendo secundarista, para seu baile de formatura...
Ainda assim, ele só tinha feito isso depois de seu primeiro encontro, Cheryl McKenna, inesperadamente, bem...
Morreu.
“Ótimo,” eu disse. Eu peguei a bandeja de cannolis dele. Para Kelly eu disse, “Não se preocupe com isso. Eu vou resolver. Volte para o seu encontro.”
O encontro da Kelly, o presidente do último ano Greg Sanderson, estava parado atrás de uma palmeira próxima, alto e descolado em seu smoking. Ele era um dos caras mais bonitos da escola, então era perfeito que ele tivesse chamado a Kelly, mesmo sendo secundarista, para seu baile de formatura...
Ainda assim, ele só tinha feito isso depois de seu primeiro encontro, Cheryl McKenna, inesperadamente, bem...
Morreu.
Mas, ei, era Greg. Que tipo de louco iria recusar um convite de ir ao baile com Greg?
Eu te digo que tipo: eu. Não que ele tenha me convidado, claro. Mas se ele tivesse, eu teria sido forçada a recusar. Porque meu coração pertence a outro. Mesmo que isso não me faça tão bem.
Dando a Kelly um sorriso que ela não merecia, eu levei a bandeja com os canapés estragados de volta para a cozinha. Tendo sido construída há uns quatrocentos anos pelos monges franciscanos, quando as paredes de três pés de espessura ainda não eram consideradas um erro em decoração, o colégio atualizou seus equipamentos – e colocou até eletricidade – de nodo que quando entrei na cozinha, pude ver meu reflexo na enorme geladeira Subzero na parede de trás. E vamos dizer que eu não estava muito animada com o que eu via.
Oh, o vestido longo estava legal. Com meu cabelo preto na altura dos ombros e meu arranio de flores no pulso – dado pelo meu padrasto – eu parecia uma garota de outra época.
O problema foi o reflexo que eu vi ao lado do meu. E esse reflexo era de fato de alguém de outra época.
Eu virei para olhar pra ele.
"O que," eu perguntei, "você está fazendo aqui?"
Eu quase derrubei os cannolis. Ele pegou a bandeja e colocou gentilmente no balcão.
"Olá, querida," ele disse, com um sorriso. "Muito bom ver você também."
Foi o sorriso que fez isso. O sorriso que, cada vez que eu via, fazia enfraquecer alguma coisa dentro de mim.
Porque mesmo ele estando morto por cento e cinqüenta anos, Jessé ainda era o cara mais lindo que eu já tinha visto.
E eu tinha visto muito deles. Caras, quero dizer. Porque, como o garoto daquele filme, eu vejo gente morta.
Só que, ao contrário do garoto, os fantasmas não me assustavam. Alguns deles eu até achava que amava.
Okay, tenho certeza absoluta que eu amo.
Não que eu vá dizer a ele. Porque que tipo de cara – mesmo um cara morto – poderia amar uma pessoa estranha como eu?
Mas isso não significa que eu não posso sonhar.
Eu te digo que tipo: eu. Não que ele tenha me convidado, claro. Mas se ele tivesse, eu teria sido forçada a recusar. Porque meu coração pertence a outro. Mesmo que isso não me faça tão bem.
Dando a Kelly um sorriso que ela não merecia, eu levei a bandeja com os canapés estragados de volta para a cozinha. Tendo sido construída há uns quatrocentos anos pelos monges franciscanos, quando as paredes de três pés de espessura ainda não eram consideradas um erro em decoração, o colégio atualizou seus equipamentos – e colocou até eletricidade – de nodo que quando entrei na cozinha, pude ver meu reflexo na enorme geladeira Subzero na parede de trás. E vamos dizer que eu não estava muito animada com o que eu via.
Oh, o vestido longo estava legal. Com meu cabelo preto na altura dos ombros e meu arranio de flores no pulso – dado pelo meu padrasto – eu parecia uma garota de outra época.
O problema foi o reflexo que eu vi ao lado do meu. E esse reflexo era de fato de alguém de outra época.
Eu virei para olhar pra ele.
"O que," eu perguntei, "você está fazendo aqui?"
Eu quase derrubei os cannolis. Ele pegou a bandeja e colocou gentilmente no balcão.
"Olá, querida," ele disse, com um sorriso. "Muito bom ver você também."
Foi o sorriso que fez isso. O sorriso que, cada vez que eu via, fazia enfraquecer alguma coisa dentro de mim.
Porque mesmo ele estando morto por cento e cinqüenta anos, Jessé ainda era o cara mais lindo que eu já tinha visto.
E eu tinha visto muito deles. Caras, quero dizer. Porque, como o garoto daquele filme, eu vejo gente morta.
Só que, ao contrário do garoto, os fantasmas não me assustavam. Alguns deles eu até achava que amava.
Okay, tenho certeza absoluta que eu amo.
Não que eu vá dizer a ele. Porque que tipo de cara – mesmo um cara morto – poderia amar uma pessoa estranha como eu?
Mas isso não significa que eu não posso sonhar.
"Acontece," eu disse, tirando os meus olhos dos olhos pretos como a noite de Jesse, sem falar da parte em que sua camisa for a de moda abria e revelava abdômen que Greg Sanderson teria invejado, "que eu estou muito ocupada agora."
"Oh, estou vendo isso, Susannah," Jesse disse.
"É verdade" eu disse. "Não tenho tempo pra conversar. Estou aqui no comando para fazer esta noite de formatura uma noite da qual essas pessoas jamais esquecerão. "
Jessé estava encostado em um dos balcões, seus braços dobrados em seu peito. “Essas pessoas”, ele repetiu, com um daqueles sorrisos, “Mas não você?”
"Não é a minha formatura," eu disse, levantando os ombros, tentando não notar como seus braços bronzeados se destacavam contra a brancura de sua camisa. Para um fantasma, Jesse se destaca bastante.
"Então isso significa que você não vai dançar?" ele perguntou.
Eu congelei com minha nova bandeja cheia de novos canollis sem nenhuma deformação, canollis que eu tinha acabado de tirar do freezer.
"Dançar?" eu pude sentir minhas bochechas se aquecerem rapidamente. Ele não está, eu disse severamente a mim mesma, te chamando para dançar. Ele só está perguntando. Não crie esperanças.
Tarde demais. Na minha mente, Jesse e eu tínhamos nos juntado aos casais no pátio enluarado, aqueles braços fortes ao redor de minha cintura, sua respiração suave na minha bochecha…
"Sim, dançar," Jesse disse. "Certamente que até mesmo no século 21 as pessoas ainda dançam."
Eu respirei fundo, pensando como eu iria responder. Nunca tive a chance de descobrir. Porque antes que eu pudesse dizer uma palavra, eu a vi.
"Greg?" ela chamou. "Greg? Onde você está?"
Minha boca caiu. Eu reconheceria aquela cabeleira loira em qualquer lugar, mas a roupa de hospital me denunciou.
"Oh, não," eu disse.
Cheryl, escutando a minha voz, veio meio insegura para a porta da cozinha. Seus olhos azuis estavam esperançosos enquanto olhava para Jesse e eu.
"Oh, estou vendo isso, Susannah," Jesse disse.
"É verdade" eu disse. "Não tenho tempo pra conversar. Estou aqui no comando para fazer esta noite de formatura uma noite da qual essas pessoas jamais esquecerão. "
Jessé estava encostado em um dos balcões, seus braços dobrados em seu peito. “Essas pessoas”, ele repetiu, com um daqueles sorrisos, “Mas não você?”
"Não é a minha formatura," eu disse, levantando os ombros, tentando não notar como seus braços bronzeados se destacavam contra a brancura de sua camisa. Para um fantasma, Jesse se destaca bastante.
"Então isso significa que você não vai dançar?" ele perguntou.
Eu congelei com minha nova bandeja cheia de novos canollis sem nenhuma deformação, canollis que eu tinha acabado de tirar do freezer.
"Dançar?" eu pude sentir minhas bochechas se aquecerem rapidamente. Ele não está, eu disse severamente a mim mesma, te chamando para dançar. Ele só está perguntando. Não crie esperanças.
Tarde demais. Na minha mente, Jesse e eu tínhamos nos juntado aos casais no pátio enluarado, aqueles braços fortes ao redor de minha cintura, sua respiração suave na minha bochecha…
"Sim, dançar," Jesse disse. "Certamente que até mesmo no século 21 as pessoas ainda dançam."
Eu respirei fundo, pensando como eu iria responder. Nunca tive a chance de descobrir. Porque antes que eu pudesse dizer uma palavra, eu a vi.
"Greg?" ela chamou. "Greg? Onde você está?"
Minha boca caiu. Eu reconheceria aquela cabeleira loira em qualquer lugar, mas a roupa de hospital me denunciou.
"Oh, não," eu disse.
Cheryl, escutando a minha voz, veio meio insegura para a porta da cozinha. Seus olhos azuis estavam esperançosos enquanto olhava para Jesse e eu.
"Olá," ela disse, no jeito confuso, mas educado, que os mortos recentes usam. "Você viu meu namorado, Greg? Ele devia me trazer aqui hoje a noite, só que nunca apareceu. Ele deve ter esquecido."
Jesse e eu trocamos olhares. O dele era impossível de ser lido. O meu, como eu pude ver muito bem pelo reflexo na geladeira, era de pena.
Bem, e por que não? Vendo Cheryl daquele jeito era só uma prova concreta de minha estranheza.
"Cheryl," eu disse, colocando a bandeja de canollis no balcão. "Escute. Greg não esqueceu de te pegar."
Cheryl piscou como se alguem a estivesse acordando de um sonho. Talvez seja assim que os mortos se sentem. Quem sabe? Bom, Jessé sabe, mas ele nunca me diz.
"Ele deve ter esquecido," Cheryl said. "é a noite da formatura."
"Eu sei, Cheryl," eu disse gentilmente. "É a noite de formatura. E Greg está aqui."
O rosto meigo de Cheryl se animou. "Ele está aqui? Onde? Oh, eu tenho que encontra-lo."
Ela se virou para sair da cozinha. Eu a parei. Os espíritos dos mortos são sem matéria para todos, menos os estranhos como eu, claro. Para nós, eles são de carne e osso, ou no caso de Jessé, músculos e sorrisos misteriosos.
"Greg está aqui, Cheryl," eu disse. "Mas... ele está com outra pessoa."
Os olhos dela se encheram de lágrimas instantaneamente. "Mas não pode ser," ela disse, sua voz aumentando aos poucos. "Ele me chamou. Meses atrás."
"Eu sei, Cheryl," eu disse. "Mas Greg teve que chamar outra pessoa porque você... bem, você morreu, Cheryl."
Ela balançou a cabeça. "Não, eu não morri," ela disse. "Isso é ridiculo. Eu não estou morta. Olhe para mim, estou bem aqui. Eu não estou morta."
"Você está bem aqui numa roupa de hospital," eu apontei. "Cheryl, me desculpe, mas você morreu de um apêndice rompido dois meses atrás. Se você for lá agora – e tentar falar com Greg – ele não vai t ever. Ele não pode. Eu posso porque… bem, porque é isso que eu faço. Mas a verdade é, Cheryl, você está morta."
Jesse e eu trocamos olhares. O dele era impossível de ser lido. O meu, como eu pude ver muito bem pelo reflexo na geladeira, era de pena.
Bem, e por que não? Vendo Cheryl daquele jeito era só uma prova concreta de minha estranheza.
"Cheryl," eu disse, colocando a bandeja de canollis no balcão. "Escute. Greg não esqueceu de te pegar."
Cheryl piscou como se alguem a estivesse acordando de um sonho. Talvez seja assim que os mortos se sentem. Quem sabe? Bom, Jessé sabe, mas ele nunca me diz.
"Ele deve ter esquecido," Cheryl said. "é a noite da formatura."
"Eu sei, Cheryl," eu disse gentilmente. "É a noite de formatura. E Greg está aqui."
O rosto meigo de Cheryl se animou. "Ele está aqui? Onde? Oh, eu tenho que encontra-lo."
Ela se virou para sair da cozinha. Eu a parei. Os espíritos dos mortos são sem matéria para todos, menos os estranhos como eu, claro. Para nós, eles são de carne e osso, ou no caso de Jessé, músculos e sorrisos misteriosos.
"Greg está aqui, Cheryl," eu disse. "Mas... ele está com outra pessoa."
Os olhos dela se encheram de lágrimas instantaneamente. "Mas não pode ser," ela disse, sua voz aumentando aos poucos. "Ele me chamou. Meses atrás."
"Eu sei, Cheryl," eu disse. "Mas Greg teve que chamar outra pessoa porque você... bem, você morreu, Cheryl."
Ela balançou a cabeça. "Não, eu não morri," ela disse. "Isso é ridiculo. Eu não estou morta. Olhe para mim, estou bem aqui. Eu não estou morta."
"Você está bem aqui numa roupa de hospital," eu apontei. "Cheryl, me desculpe, mas você morreu de um apêndice rompido dois meses atrás. Se você for lá agora – e tentar falar com Greg – ele não vai t ever. Ele não pode. Eu posso porque… bem, porque é isso que eu faço. Mas a verdade é, Cheryl, você está morta."
E eu vi – o horror que minhas palavras causavam – estampado em sua aparência doce.
E foi aí que ela enlouqueceu.
Quem pode culpá-la? Ela tinha apenas 18 anos, e estava apaixonada. Tinha todos os motivos para viver... faculdade, carreira, casamento, filhos... e agora...
Bem, agora tudo acabou.
"NÃO!" ela gritou, seu rosto bonito se transformando numa máscara de ódio e desespero. "NÃO! Eu não acredito em você! Você está mentindo!"
Ela se livrou de minhas mãos que a seguravam.
"Você está com ciúmes, é isso!" ela gritou. "Com ciúmes de mim!"
E foi aí que ela bateu os dois pulsos na bandeja de canollis, fazendo seu conteúdo sair voando.
E não eram os canollis deformados!
"Pare com isso!" eu gritei, segurando os seus pulsos. Não importa o quanto ela contorcesse seu corpo ou me chutasse, eu não a deixaria ir. Não dessa vez.
"Você está morta, Cheryl," eu disse. "Você está me escutando? Morta. Não é justo, mas é assim que as coisas são. Eu queria que você tivesse vindo pro seu baile. Eu sei que é o sonho de toda garota ir ao seu baile de formatura com o cara que ela ama. Mas Cheryl, Greg já superou. Foi difícil pra ele, mas ele superou. É hora de você fazer o mesmo."
Alguma coisa em minhas palavras – talvez a minha segurança de que Greg não teve facilidade em assimilar a sua morte, por mais que Kelly Prescott quisesse que fosse de outro jeito – ajudou a acalmá-la. Ela ficou mais calma.
Então, um segundo depois, eu escutei seu murmúrio, "Eu estou realmente morta, não estou?"
E então ela sumiu.
Simples assim.
Jesse, que não se moveu nem por um segundo da posição em que se encontrava, confiante de que eu mesma lidaria com Cheryl, estava rindo.
"É o sonho de toda garota vir ao seu baile de formatura com o cara que ela ama?" ele repetiu, com as duas sobrancelhas levantadas.
"Não comece," eu disse. Tentei esconder minhas bochechas incrivelmente vermelhas ao apanhar o que restava dos cannolis e enchendo as bandejas de biscoito de chocolate. "Tenho coisas a fazer."
E foi aí que ela enlouqueceu.
Quem pode culpá-la? Ela tinha apenas 18 anos, e estava apaixonada. Tinha todos os motivos para viver... faculdade, carreira, casamento, filhos... e agora...
Bem, agora tudo acabou.
"NÃO!" ela gritou, seu rosto bonito se transformando numa máscara de ódio e desespero. "NÃO! Eu não acredito em você! Você está mentindo!"
Ela se livrou de minhas mãos que a seguravam.
"Você está com ciúmes, é isso!" ela gritou. "Com ciúmes de mim!"
E foi aí que ela bateu os dois pulsos na bandeja de canollis, fazendo seu conteúdo sair voando.
E não eram os canollis deformados!
"Pare com isso!" eu gritei, segurando os seus pulsos. Não importa o quanto ela contorcesse seu corpo ou me chutasse, eu não a deixaria ir. Não dessa vez.
"Você está morta, Cheryl," eu disse. "Você está me escutando? Morta. Não é justo, mas é assim que as coisas são. Eu queria que você tivesse vindo pro seu baile. Eu sei que é o sonho de toda garota ir ao seu baile de formatura com o cara que ela ama. Mas Cheryl, Greg já superou. Foi difícil pra ele, mas ele superou. É hora de você fazer o mesmo."
Alguma coisa em minhas palavras – talvez a minha segurança de que Greg não teve facilidade em assimilar a sua morte, por mais que Kelly Prescott quisesse que fosse de outro jeito – ajudou a acalmá-la. Ela ficou mais calma.
Então, um segundo depois, eu escutei seu murmúrio, "Eu estou realmente morta, não estou?"
E então ela sumiu.
Simples assim.
Jesse, que não se moveu nem por um segundo da posição em que se encontrava, confiante de que eu mesma lidaria com Cheryl, estava rindo.
"É o sonho de toda garota vir ao seu baile de formatura com o cara que ela ama?" ele repetiu, com as duas sobrancelhas levantadas.
"Não comece," eu disse. Tentei esconder minhas bochechas incrivelmente vermelhas ao apanhar o que restava dos cannolis e enchendo as bandejas de biscoito de chocolate. "Tenho coisas a fazer."
"Oh, é," Jesse disse, saindo da minha frente enquanto eu passava por ele. "estou vendo isso."
Se eu esperava que o ar da noite iria esfriar o fogo no meu rosto, fiquei desapontada. Eu ainda me sentia corada quando encontrei Doc no pátio, e lhe entreguei a bandeja de biscoitos.
"Suze, isso não é canolli," ele disse.
"Eu sei. Não tem mais canollis."
"Eu pensei que tivesse vários--"
"Não tem mais," eu disse, e me virei porque vi Kelly nos olhando por cima do ombro de Greg. O que iria acontecer agora, eu não queria saber. Porque não poderia ser tão ruim como o que aconteceu à pobre Cheryl McKenna, morta aos 18 anos.
Eu a mim, que nasci como uma estranha que pod ever fantasmas.
Mas quando eu me enfiei nas sombras dos corredores do colégio, esperando escapar por um momento da música e do riso, eu descobri que não estava sozinha, de jeito nenhum. Jesse tinha me seguido.
"Você nunca respondeu a minha pergunta," ele disse, numa voz tão suave quanto o luar. "As pessoas do século 21 ainda dançam?"
Meu coração batia como um trovão, muito mais alto que a música lenta que tocava. "Um," eu disse, mal podendo engolir porque minha garganta estava muito seca. "As vezes."
"Que tal agora?" ele perguntou.
E então seus braços fortes circularam a minha cintura, e eu senti sua respiração suave na minha bochecha enquanto ele sussurrava meu nome: "Susannah. Susannah..."
Fim
Se eu esperava que o ar da noite iria esfriar o fogo no meu rosto, fiquei desapontada. Eu ainda me sentia corada quando encontrei Doc no pátio, e lhe entreguei a bandeja de biscoitos.
"Suze, isso não é canolli," ele disse.
"Eu sei. Não tem mais canollis."
"Eu pensei que tivesse vários--"
"Não tem mais," eu disse, e me virei porque vi Kelly nos olhando por cima do ombro de Greg. O que iria acontecer agora, eu não queria saber. Porque não poderia ser tão ruim como o que aconteceu à pobre Cheryl McKenna, morta aos 18 anos.
Eu a mim, que nasci como uma estranha que pod ever fantasmas.
Mas quando eu me enfiei nas sombras dos corredores do colégio, esperando escapar por um momento da música e do riso, eu descobri que não estava sozinha, de jeito nenhum. Jesse tinha me seguido.
"Você nunca respondeu a minha pergunta," ele disse, numa voz tão suave quanto o luar. "As pessoas do século 21 ainda dançam?"
Meu coração batia como um trovão, muito mais alto que a música lenta que tocava. "Um," eu disse, mal podendo engolir porque minha garganta estava muito seca. "As vezes."
"Que tal agora?" ele perguntou.
E então seus braços fortes circularam a minha cintura, e eu senti sua respiração suave na minha bochecha enquanto ele sussurrava meu nome: "Susannah. Susannah..."
Fim
Também recebemos um email da Pamela e ela escreveu uma fic também, olha o que ela disse:
Oi meninas,
Outro dia eu fiz uma fic da história, e como venho acompanhando vcs á um bom tempo (quase desde o inicio do blog rsrs) resolvi mandar pra vcs darem uma olhada. Eu sou aspirante a escritora kkk tenho 2 livros escritos, faço faculdade de letras e tal, mas nao sei se está muito boa kkkkkk
Eu só publiquei no meu próprio blog. Se vcs gostarem, podem publicar tbm *-*
O Colar de Esmeralda
Bem, é isso. Aqui estou eu, no meio da madrugada, dentro da missão, á procura de um colar. Sim, um colar. E tudo porque um fantasma de uma senhora surgiu em meu quarto, pedindo ajuda, quase aos berros, para recuperar o colar de família perdido pela neta na escola. E tudo isso para:
"- Não ferir os sentimentos de honra da família"
Certo! E quanto aos MEUS sentimentos? Não, quanto a isso ninguém pensou. Ninguém nem sequer imaginou que eu estava num sonho maravilhoso onde Jesse finalmente declarava todo o amor que sentia por mim. Ah não, quanto a isso, ninguém pensou.
Eu passei direto pela estátua do Padre Junipero Serra. As lembranças da ultima vez que passei por ela de madrugada ainda estavam frescas em minha mente. E não eram nada boas. Na realidade, eu fora atacada pela cabeça do Padre, movida pela força surreal de uma fantasma que queria me impedir de sair com seu ex-namorado. E na minha fuga, a porta da sala do professor Walden, onde eu estava agora, tinha sido a mais afetada, devido às batidas da cabeça sobre ela, tentando me alcançar do outro lado.
Por sorte, Jesse estava aqui na hora para me ajudar, ou eu estaria fazendo parte de seu plano espectral agora.
O que nao seria mau de tudo, se me entende.
- Será que ela o perdeu lá dentro? - perguntei em voz alta.
- Falando sozinha Suzannah?
eu reconheci a voz na hora. E mesmo que não tivesse reconhecido, o brilho luminoso característico que iluminou toda a sala o teria denunciado.
- Jesse - Falei me virando para ele, de modo nada agradável para minha frustração, e com minha voz saindo esganiçada, como sempre acontecia quando ele estava por perto.
Ele estava parado atrás de mim, de braços cruzados. Estava com a sobrancelha levantada, aquela com a cicatriz (feita por um cachorro, e não por uma briga como imaginei) o que demonstrava que ele estava preocupado.
- Suzannah, o que está fazendo aqui a essa hora da noite? Você não tem aula amanhã?
- estou MEDIANDO - falei rudemente - Esse é meu trabalho lembra?
- E é mesmo necessário MEDIAR às três da manhã? - ele falou, ironicamente.
Bem, necessário, necessário não era. Mas não podia correr o risco de a senhora ficar tão desesperada que fosse procurar ajuda em outro lugar. E convenhamos, sabemos qual seria o outro lugar, já q o Padre D. não está aqui essa semana: Paul Slater.
- Sim Jesse, é necessário - falei, voltando a minha tarefa, que estava sendo extremamente prejudicada pela luminosidade ruim da lanterna.
- Jesse, será que dava pra você ficar mais ou menos ali? - perguntei, apontando para o local mais escuro da sala.
Ele nao falou nada, so ficou me olhando.
- Ok, nao quer ajudar não ajuda. - falei irritada, voltando para o que eu estava fazendo.
- o que você está procurando? - ele perguntou
- Um colar. De família.
Jesse se desmaterializou na hora em que eu disse isso. Fiquei me perguntando se teria acontecido alguma coisa, mas logo em seguida ele voltou, com a jóia nas mãos. Estendeu-me para que eu pegasse.
- Onde você achou? - perguntei, espantada.
- Na caixa de achados e perdidos na sala do padre.
Eu levantei as mãos e bati na testa. Como pudera ser tão burra? Mas afinal, um colar de família perdido lá na escola do Brooklyn iria pra qualquer lugar, menos a sessão de achados e perdidos. Mas não, aqui era a Califórnia, e esta escola era uma Missão, onde os alunos eram "politicamente corretos". Precisava me acostumar com isso, e rápido.
Observei o colar mais atentamente. Tinha a corrente e pingente feitos de ouro, e uma grande pedra esmeralda no meio.
- Combina com seus olhos - ele falou.
Eu levantei meus olhos para olhar para ele.
Não estava sorrindo, mas também nao estava mais com a aparência de que estava bravo comigo.
- Melhor voltarmos para casa - falei, dando as costas, e indo em direção aonde eu tinha estacionado a bicicleta que peguei da garagem de Andy.
- Suzannah - ele falou, segurando meu braço.
Já te falei que acho isso extremante irritante? não gosto de fantasmas me tocando, muito menos fantasmas com mãos grandes e fortes como Jesse. E ainda mais agora, por SER Jesse que estava fazendo isso.
- O que? - falei, preocupada.
Ele apenas veio pra frente, se aproximando mais de mim. Meu coração disparou. Eu tive certeza que ele ia me beijar. Porém, isso não aconteceu, porque ouvimos uma voz atrás de nós.
- Encontro particular no meio da madrugada? Pensei que morassem juntos.
Meu coração disparou mais ainda. Mas agora, foi de medo.
- Paul - perguntei, me soltando de Jesse, de maneira brusca mesmo sem querer, e escondendo o colar atrás das costas - O que está fazendo aqui?
- O mesmo que você - ele respondeu - onde está o colar?
Eu estava espantada com a ousadia de Paul. como ele podia fazer isso? E na frente do Jesse?
- Ainda não encontrei - menti. Senti que estremecia. Não por ter mentido a ele, mas por ter me dado conta que a pobre senhora havia ido falar com ele. O que significa que à uma hora dessas... bem, meus serviços não eram mais necessários.
- Saia daqui Slater.
Jesse o olhava de maneira assassina. Até agora, ele nao havia feito nada porque sabia que eu o impediria. mas ele deve ter percebido o medo que eu estava sentindo.
- Não. Eu não vou sair, não até pegar o colar.
- para que você o quer? - perguntei. Ele sorriu.
- tenho meus motivos.
Aquilo me preocupou. Sabia que ele estava tramando alguma coisa. Paul sempre estava tramando alguma coisa. E aquilo não era bom para mim, e nem, e muito menos, para Jesse.
- Saia Slater. Você não deveria estar aqui. - Jesse falou. Dava para ver que a cada minuto ficava mais irritado. Mas estava se controlando.
- Não Jesse. Quem não deveria estar aqui é você.
Qualquer um que ouvisse aquilo não saberia o que Paul queria dizer de verdade. Apenas nos três sabíamos.
Jesse ameaçou ir para cima de Paul, mas eu me pus na frente.
- pois bem. Pode ficar e ai e procurar por aquela coisa. Jesse e eu já estamos indo embora, não é mesmo Jesse?
Jesse não me respondeu. Ficou olhando com raiva para Paul. Obviamente, seus escrúpulos não o deixariam fugir. Mas, ao ver a expressão claramente pesarosa em meu rosto, falou:
- Vamos para casa.
Eu então sai andando de costas. Não queria que Paul visse o colar em minha mão. Jesse me acompanhou, calmamente, sem olhar para trás.
- Suze - Paul falou, sorrindo, mas sua voz demonstrando irritação - eu sei que você está com o colar.
- Deixe-a em paz Slater. O colar não lhe pertence. Dê o fora daqui.
mas Paul não se intimidou. Passando direto por Jesse, como se ele nem estivesse ali, veio para cima de mim, com a mão estendida.
- o colar Suze.
Jesse puxou-o pela camisa, e estendeu o pulso ameaçando-o.
- Deixe-a Slater. Eu já avisei.
Eu assistia a cena sem saber o que fazer. Então, eu tive uma idéia. Sim, pode ter sido idiota e previsível, mas foi a solução que encontrei. Sai correndo. se eu fosse rápida, conseguiria chegar até a bicicleta e ir embora. Jesse me encontraria em casa.
Enquanto corria, ouvi Paul me chamando. Corri mais rápido. Porém, um passo em falso me fez tropeçar. Eu cai de joelhos no chão e o colar voou da minha mão.
Paul já estava quase me alcançando. Jesse se se materializou na minha frente.
- Suzannah, o que está fazendo?
- O colar Jesse - disse.
Jesse olhou a procura da peça. Mas, no mesmo instante que os dele se prostraram em cima , Paul o alcançou.
Um barulho de sirene chamou a atenção de nós três. Paul olhou ao redor. Sabia que ele estava procurando uma maneira de ir embora. E levar o colar.
Mas Jesse foi mais rápido. Num instante estava aqui e no outro, Paul estava no chão.
Ouvimos passos se aproximando. Jesse, com o colar na mão me puxou em direção a bicicleta. ele a empurrava, enquanto nos afastávamos rápido.
- e se ele vier atrás da gente? - perguntei receosa.
- Ele não vai vir Suzannah. Não hoje.
Subimos todo o caminho de volta em silencio. Entrei em casa sem barulho. Jesse não entrou pela porta, para não atiçar Max, que dormia no sofá.
Para minha surpresa, Jesse estava me esperando no quarto. O que eu achei estranho, já que ele tinha o dom de sumir á uma hora dessas.
- como você está? - ele perguntou, preocupado.
- cansada - respondi, mas sabia que não era isso que ele perguntava. Ele queria saber sobre Paul.
- Suzannah, você não tem que ter medo dele. Ele não pode te atingir.
- eu não tenho medo dele.
- e porque ainda ouço você gritando em sonhos?
Eu me calei. Não sabia disso.
- Jesse, olha... isso... isso não é da sua conta - falei, irritada por não ter encontrado palavras para retrucá-lo.
- Suzannah - ele falou, se aproximando. Meu coração disparou - do que você tem realmente medo?
Eu não sei por que, mas as palavras saíram da minha boca, sem que eu controlar-se.
- Ele quase me matou Jesse. E ele quer te mandar embora. Ele quer se livrar de você - eu lutava para as lagrimas não caírem.
- Suzannah, ele não vai conseguir isso. Porque, ao contrário do que você possa pensar, eu sei que meu lugar é aqui.
- Não Jesse, sabemos..
Mas ele não me deixou terminar a frase. Levantou meu rosto, que eu tinha deixado baixo, tentando esconder as minhas lagrimas dele, e me beijou.
E por um minuto, eu simplesmente esqueci-me de tudo.
Quando se afastou disse:
- Vai ficar tudo bem. Boa Noite hermosa - e se desmaterializou.
Bem, é isso. Aqui estou eu, no meio da madrugada, dentro da missão, á procura de um colar. Sim, um colar. E tudo porque um fantasma de uma senhora surgiu em meu quarto, pedindo ajuda, quase aos berros, para recuperar o colar de família perdido pela neta na escola. E tudo isso para:
"- Não ferir os sentimentos de honra da família"
Certo! E quanto aos MEUS sentimentos? Não, quanto a isso ninguém pensou. Ninguém nem sequer imaginou que eu estava num sonho maravilhoso onde Jesse finalmente declarava todo o amor que sentia por mim. Ah não, quanto a isso, ninguém pensou.
Eu passei direto pela estátua do Padre Junipero Serra. As lembranças da ultima vez que passei por ela de madrugada ainda estavam frescas em minha mente. E não eram nada boas. Na realidade, eu fora atacada pela cabeça do Padre, movida pela força surreal de uma fantasma que queria me impedir de sair com seu ex-namorado. E na minha fuga, a porta da sala do professor Walden, onde eu estava agora, tinha sido a mais afetada, devido às batidas da cabeça sobre ela, tentando me alcançar do outro lado.
Por sorte, Jesse estava aqui na hora para me ajudar, ou eu estaria fazendo parte de seu plano espectral agora.
O que nao seria mau de tudo, se me entende.
- Será que ela o perdeu lá dentro? - perguntei em voz alta.
- Falando sozinha Suzannah?
eu reconheci a voz na hora. E mesmo que não tivesse reconhecido, o brilho luminoso característico que iluminou toda a sala o teria denunciado.
- Jesse - Falei me virando para ele, de modo nada agradável para minha frustração, e com minha voz saindo esganiçada, como sempre acontecia quando ele estava por perto.
Ele estava parado atrás de mim, de braços cruzados. Estava com a sobrancelha levantada, aquela com a cicatriz (feita por um cachorro, e não por uma briga como imaginei) o que demonstrava que ele estava preocupado.
- Suzannah, o que está fazendo aqui a essa hora da noite? Você não tem aula amanhã?
- estou MEDIANDO - falei rudemente - Esse é meu trabalho lembra?
- E é mesmo necessário MEDIAR às três da manhã? - ele falou, ironicamente.
Bem, necessário, necessário não era. Mas não podia correr o risco de a senhora ficar tão desesperada que fosse procurar ajuda em outro lugar. E convenhamos, sabemos qual seria o outro lugar, já q o Padre D. não está aqui essa semana: Paul Slater.
- Sim Jesse, é necessário - falei, voltando a minha tarefa, que estava sendo extremamente prejudicada pela luminosidade ruim da lanterna.
- Jesse, será que dava pra você ficar mais ou menos ali? - perguntei, apontando para o local mais escuro da sala.
Ele nao falou nada, so ficou me olhando.
- Ok, nao quer ajudar não ajuda. - falei irritada, voltando para o que eu estava fazendo.
- o que você está procurando? - ele perguntou
- Um colar. De família.
Jesse se desmaterializou na hora em que eu disse isso. Fiquei me perguntando se teria acontecido alguma coisa, mas logo em seguida ele voltou, com a jóia nas mãos. Estendeu-me para que eu pegasse.
- Onde você achou? - perguntei, espantada.
- Na caixa de achados e perdidos na sala do padre.
Eu levantei as mãos e bati na testa. Como pudera ser tão burra? Mas afinal, um colar de família perdido lá na escola do Brooklyn iria pra qualquer lugar, menos a sessão de achados e perdidos. Mas não, aqui era a Califórnia, e esta escola era uma Missão, onde os alunos eram "politicamente corretos". Precisava me acostumar com isso, e rápido.
Observei o colar mais atentamente. Tinha a corrente e pingente feitos de ouro, e uma grande pedra esmeralda no meio.
- Combina com seus olhos - ele falou.
Eu levantei meus olhos para olhar para ele.
Não estava sorrindo, mas também nao estava mais com a aparência de que estava bravo comigo.
- Melhor voltarmos para casa - falei, dando as costas, e indo em direção aonde eu tinha estacionado a bicicleta que peguei da garagem de Andy.
- Suzannah - ele falou, segurando meu braço.
Já te falei que acho isso extremante irritante? não gosto de fantasmas me tocando, muito menos fantasmas com mãos grandes e fortes como Jesse. E ainda mais agora, por SER Jesse que estava fazendo isso.
- O que? - falei, preocupada.
Ele apenas veio pra frente, se aproximando mais de mim. Meu coração disparou. Eu tive certeza que ele ia me beijar. Porém, isso não aconteceu, porque ouvimos uma voz atrás de nós.
- Encontro particular no meio da madrugada? Pensei que morassem juntos.
Meu coração disparou mais ainda. Mas agora, foi de medo.
- Paul - perguntei, me soltando de Jesse, de maneira brusca mesmo sem querer, e escondendo o colar atrás das costas - O que está fazendo aqui?
- O mesmo que você - ele respondeu - onde está o colar?
Eu estava espantada com a ousadia de Paul. como ele podia fazer isso? E na frente do Jesse?
- Ainda não encontrei - menti. Senti que estremecia. Não por ter mentido a ele, mas por ter me dado conta que a pobre senhora havia ido falar com ele. O que significa que à uma hora dessas... bem, meus serviços não eram mais necessários.
- Saia daqui Slater.
Jesse o olhava de maneira assassina. Até agora, ele nao havia feito nada porque sabia que eu o impediria. mas ele deve ter percebido o medo que eu estava sentindo.
- Não. Eu não vou sair, não até pegar o colar.
- para que você o quer? - perguntei. Ele sorriu.
- tenho meus motivos.
Aquilo me preocupou. Sabia que ele estava tramando alguma coisa. Paul sempre estava tramando alguma coisa. E aquilo não era bom para mim, e nem, e muito menos, para Jesse.
- Saia Slater. Você não deveria estar aqui. - Jesse falou. Dava para ver que a cada minuto ficava mais irritado. Mas estava se controlando.
- Não Jesse. Quem não deveria estar aqui é você.
Qualquer um que ouvisse aquilo não saberia o que Paul queria dizer de verdade. Apenas nos três sabíamos.
Jesse ameaçou ir para cima de Paul, mas eu me pus na frente.
- pois bem. Pode ficar e ai e procurar por aquela coisa. Jesse e eu já estamos indo embora, não é mesmo Jesse?
Jesse não me respondeu. Ficou olhando com raiva para Paul. Obviamente, seus escrúpulos não o deixariam fugir. Mas, ao ver a expressão claramente pesarosa em meu rosto, falou:
- Vamos para casa.
Eu então sai andando de costas. Não queria que Paul visse o colar em minha mão. Jesse me acompanhou, calmamente, sem olhar para trás.
- Suze - Paul falou, sorrindo, mas sua voz demonstrando irritação - eu sei que você está com o colar.
- Deixe-a em paz Slater. O colar não lhe pertence. Dê o fora daqui.
mas Paul não se intimidou. Passando direto por Jesse, como se ele nem estivesse ali, veio para cima de mim, com a mão estendida.
- o colar Suze.
Jesse puxou-o pela camisa, e estendeu o pulso ameaçando-o.
- Deixe-a Slater. Eu já avisei.
Eu assistia a cena sem saber o que fazer. Então, eu tive uma idéia. Sim, pode ter sido idiota e previsível, mas foi a solução que encontrei. Sai correndo. se eu fosse rápida, conseguiria chegar até a bicicleta e ir embora. Jesse me encontraria em casa.
Enquanto corria, ouvi Paul me chamando. Corri mais rápido. Porém, um passo em falso me fez tropeçar. Eu cai de joelhos no chão e o colar voou da minha mão.
Paul já estava quase me alcançando. Jesse se se materializou na minha frente.
- Suzannah, o que está fazendo?
- O colar Jesse - disse.
Jesse olhou a procura da peça. Mas, no mesmo instante que os dele se prostraram em cima , Paul o alcançou.
Um barulho de sirene chamou a atenção de nós três. Paul olhou ao redor. Sabia que ele estava procurando uma maneira de ir embora. E levar o colar.
Mas Jesse foi mais rápido. Num instante estava aqui e no outro, Paul estava no chão.
Ouvimos passos se aproximando. Jesse, com o colar na mão me puxou em direção a bicicleta. ele a empurrava, enquanto nos afastávamos rápido.
- e se ele vier atrás da gente? - perguntei receosa.
- Ele não vai vir Suzannah. Não hoje.
Subimos todo o caminho de volta em silencio. Entrei em casa sem barulho. Jesse não entrou pela porta, para não atiçar Max, que dormia no sofá.
Para minha surpresa, Jesse estava me esperando no quarto. O que eu achei estranho, já que ele tinha o dom de sumir á uma hora dessas.
- como você está? - ele perguntou, preocupado.
- cansada - respondi, mas sabia que não era isso que ele perguntava. Ele queria saber sobre Paul.
- Suzannah, você não tem que ter medo dele. Ele não pode te atingir.
- eu não tenho medo dele.
- e porque ainda ouço você gritando em sonhos?
Eu me calei. Não sabia disso.
- Jesse, olha... isso... isso não é da sua conta - falei, irritada por não ter encontrado palavras para retrucá-lo.
- Suzannah - ele falou, se aproximando. Meu coração disparou - do que você tem realmente medo?
Eu não sei por que, mas as palavras saíram da minha boca, sem que eu controlar-se.
- Ele quase me matou Jesse. E ele quer te mandar embora. Ele quer se livrar de você - eu lutava para as lagrimas não caírem.
- Suzannah, ele não vai conseguir isso. Porque, ao contrário do que você possa pensar, eu sei que meu lugar é aqui.
- Não Jesse, sabemos..
Mas ele não me deixou terminar a frase. Levantou meu rosto, que eu tinha deixado baixo, tentando esconder as minhas lagrimas dele, e me beijou.
E por um minuto, eu simplesmente esqueci-me de tudo.
Quando se afastou disse:
- Vai ficar tudo bem. Boa Noite hermosa - e se desmaterializou.
Aqui vai o link da postagem http://pamelaalvesbooks.blogspot.com/2011/03/fic-minha-da-suze-e-do-jesse.html
Assinar:
Postagens (Atom)