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21.11.11

Contos- a versão sangrenta (part.2)

Galera,
 que bom que vocês curtiram, senti até um troca a troca de histórias aqui. Agora tem mais 3, agarrem seus Jesse's para não morrerem de medo. rs

A Bela Adormecida (continuação):

O final da versão postada ontem, a moda francesa é o seguinte: a vilão não é a mulher do rei, mas a mãe dele. Uma ogra, que curte comer criancinhas, por isso o rei não conta ela sobre Bela (é, aqui o nome dela é Bela mesmo) e os netos.
Com raiva do filho por ele assumir Bela como sua rainha ela ordena que o cozinheiro faça para ela comer um ranguinho com a carne dos netos, e depois um com o da nora.
O cozinheiro contudo esconde as crianças, conta tudo pra Bela e serve pra sogra ogra carne de cordeiro e cabrito. Mas a rainha má acaba ouvindo o choro das crianças e resolve cozinhar todo mundo, inclusive o cozinheiro.
No caldeirão onde ela vai ferver todo mundo tem sapos, víboras, enguias e cobras. E no instante que ela ia jogar geral o rei surge e a ogra com medo se joga no caldeirão, sendo devorada pelos seres peçonhentos.


Cinderela
Na versão do italiano Giambasttista Basile a Cinderela se une com a governanta para matar a madrasta. Um dia, quando a megera vai pegar as roupas no baú a menina fecha a tampa na cabeça dela.
Na versão dos Grimm a duas coisas mais sangrentas:
Durante a prova do sapatinho do príncipe as irmãs más se mutilam contando os dedos dos pés e os calcanhares na tentativa do sapato caber. No final as duas e a mãe são mortas por um bando de pombos que comem seus olhos.

A Pequena Sereia
A versão original do Hans Christian Andersen é mais brutal e trágica que a da Disney.
A bruxa corta, friamente, a língua de Ariel no acordo, e para fazer as pernas ela corta a calda e custura em duas partes. A cada passo que a jovem sereia dá as pernas sangram e doem.
Suas irmãs loucas para que Ariel volte ao mar insistem tanto que literalmente os cabelos com o objetivo de oferecer as madeixas a bruxa má, para que ela rompesse o encanto.
Em troca dos cabelos das irmãs a bruxa da a Ariel uma faca para matar o príncipe que havia a trocado por outra depois de tudo. Assim, ela volta a ser sereia. Mas triste e desiludida se joga de um abismo no mar gelado.



(Essa imagem é da estatua da Pequena Sereia que fica la em Copenhagen, em homenagem ao ilustre altor e sua obra clássica.)

20.11.11

Contos- a versão sangrenta

Oi pessoal, como a Carol é que ficou com as postagens da semana infernal, organizou tudo e tal e alem disso eu tava meiosupermega enrolada com trabalhos da faculdade, estive sumida por essas semanas. Pois bem, hoje vim dar minha contribuição pra nossa semana/ mais que quinzena infernal, rsrsrs.

Não sei se você sabem mas muitos dos contos infantis bonitinhos que ouvimos tem versões mais macabras. O que para nós é aterrorizante na Idade Média era um meio de alertar as pessoas sobre certos lugares, atitudes ou pessoas. Segundo Mariana Warner, da Universidade Essex, a maioria dos contos surgiu em rodas familiares de camponeses e a fome e a mortalidade infantil eram os principais temas.
Assim, vejamos...

Chapeuzinho Vermelho

Numa versão francesa, após interrogar Chapeuzinho na floresta e pegar um atalho pra casa da vovó, o lobo mata e esquarteja a velhinha. E não é só isso, ele ainda finge ser a vovó e oferece a carne o sangue (como vinho) da vítima para a pobre menina matar a fome e ela, se delicia com a comida...
Depois disso, Chapeuzinho tira sua roupa, a pedido do lobo. Cada parte que ela retira pergunta a ele o que fazer e ele reponde: "Jogue no fogo, minha criança. Você não vai mais precisar disso..."
Ela se deita ao lado do lobo, totalmente nua e começa a reparar no físico dele reclamando: "como você é peluda vovó" e coisas do tipo.
No final ela pede pra sair e fazer xixi, o lobo insisti que ela faça ali mesmo na cama, mas acaba deixando a menina sair. Já desconfiada a menina sai correndo.

A Bela Adormecida

Uma versão italiana do século XII diz que ao mexer no tear uma farpa entra sobre a unha de Tália e faz com que ela durma. Essa maldição era prevista desde que ela era criança. Com tristeza o pai abandona a casa e larga a filha adormecida sozinha.
Durante uma casada o rei, que já era casado, entra na casa e fica adimirado com a beleza de Tália, e ai ele abusa da moça, mesma ela lá, dormindo. Ela acaba engravidando de gêmeos!
Um dia, ao tentar mamar um dos bebés chupa o dedo da mãe retirando a farpa e fazendo ela despertar.
Um ano depois o rei retorna a floresta (é a casa era na floresta) encontrando Tália acordada e passa a esticar as caçadas tendo uma vida dupla. A rainha desconfiada coloca um espião na cola do rei.



Pessoal amanhã posto outras história macabras, e ai curtiram? Tirei isso tudo da edição 98 da revista Mundo Estranho.
Bjinhos!

17.11.11

Semana Infernal.




Em primeiro lugar, Merry Meet a todos.

Em segundo, não temos mais fics.
Gostaria muuuito de agradecer a cada uma que mandou uma ou mais fics, principalmente as que, como eu, publicaram algo pela primeira vez. Sei que é difícil.

Eu tinha uma ideia muito simples mas vcs me ajudaram muito e a ideia cresceu, durando 17 assustadores(k) dias.
Foi bem difícil arranjar assunto e tentei ao máximo acatar ideias..
Me desculpem qlq coisa, reclamações e críticas são bem vindas.. já tirei minhas presas e não mordo mais :P .


Quem gostou de escrever ou já escrevia e quer continuar, podem mandar fics pra gente, seguindo o tema da semana. Mandem para o e-mail, mesmo esquema.


Então é isso, passei pra agradecer. Agora mereço férias née ? o/
Sério, tenho Projeto de Conclusão pra entregar no próximo mês e tenho muuuuito o que fazer.. agradeço a compreensão.
Sempre que der dou uma passada aqui. Adoro vcs.


Muuuito obrigada. Essa bruxinha se retira.

Merry Part, e Merry Meet outra vez.

16.11.11

Semana Infernal - parte 3. dia 17

MERRY MEET

Livros assombrados para pedir de Natal
[http://minhaestante-de-livros.blogspot.com/]


Radiante - Alyson Noël



Com o grande sucesso da série Os imortais a autora Alyson Noël se dedica à história de Riley Bloom, a pequena irmã de Ever Bloom, personagem principal da série “Os imortais” que adquiriu mais de 250.00 exemplares no Brasil.
Logo após o acidente de carro que matou seus pais e seu cão Buttercup, Riley Bloom começou a se comunicar com sua irmã mais velha Ever Bloom, mas com o tempo Riley viu que não poderia ficar pra sempre com sua irmã em um mundo que não te pertencia mais. Ela atravessou a ponte da vida após a morte para viver em um lugar chamado Aqui, onde o tempo é sempre Agora, neste lugar ela reencontra os pais e Buttercup, cão da família. Riley já estava se acostumando com a morte boa e tranquila, até que ela foi chamada para o Conselho e lá ela descobriu o segredo, que a pós-vida não quer dizer que simplesmente será uma eternidade de lazer e assim Riley tem algumas tarefas a realizar. Ela é designada para ser uma Apanhadora de Almas e Bodhi que é uma menino diferente dos outros é seu guia nessas tarefas.


Sorte ou Azar? - Meg Cabot



O livro prende e vale a pena ler várias vezes, é realmente muito bom. É da Meg, né?
Sinopse:
"A falta de sorte parece perseguir Jinx onde quer que ela vá - e por isso ela está tão animada com a mudança para a casa dos tios, em Nova York. Talvez, do outro lado do país, Jinx consiga finalmente se livrar da má sorte. Ou, pelo menos, escape da confusão que provocou em sua pequena cidade natal. Mas logo ela percebe que não é apenas da má sorte que está fugindo. É de algo muito mais sinistro... Será que sua falta de sorte é, na verdade, um dom, e a profecia sob a qual ela viveu desde o dia que nasceu é a única coisa que poderá salvá-la? "


Insaciável - Meg Cabot



Novo livro um pouco mais que juvenil da Meg. Agora, com vampiros! A Meg muda bastante. Ela nos surpreende, narrando uma história bem arquitetada e onde o romance não é o principal. Neste, ela mantém as tradições antigas dos vampiros: não sair a luz do dia, o medo da cruz, a água benta, a estaca no coração e etc.Vale a pena ler, principalmente para os Meg Fans. E o melhor, pode ser que tenha continuação.
Sinopse: "Meena Harper não é uma mulher normal. Só de olhar para as pessoas, ela sabe quando e como elas irão morrer. Mas isso é algo com que Meena conviveu a vida inteira. Dificil é aceitar as mudanças no seu trabalho como roteirista, além de sua nova chefe insuportável que deseja transformar a série de sucesso Insatiable em uma história de vampiros. Mas nem tudo parece estar indo mal para Meena, em uma festa de seus vizinhos ela conhece o lindo, charmoso e misterioso príncipe Lucien. Ele é um homem perfeito, sendo impossível para Meena não se apaixonar por ele, ainda mais ela não podendo ver como ele vai morrer, mas isso é só um detalhe, pois Lucien já está morto. Mas quando misteriosamente corpos de garotas são encontrados em Nova Iorque totalmente drenados de sangue, Meena se vê no meio de uma intriga entre uma misteriosa sociedade do Vaticano que tem como dever extinguir os vampiros e que esta de olho em seu relacionamento com Lucien, e uma misteriosa briga pelo trono dos vampiros.
Agora Meena que sempre soube como seria o futuro, não tem a minima idéia de como será sua vida."


Imortal - Histórias de Amor Eterno



O livro reúne histórias de diversas autoras, que eu sinceramente, nunca tinha ouvido falar. Mas garanto que muitas delas me surpreenderam. Sepreparem para vampiro completamente diferentes de Edward, ou de Stefan e até piores que Damon, histórias que misturam fantasmas com vampiros, temas nunca antes abordados e até fadas. Na minha opinião, houveram duas melhores histórias: Lua Azul, de Richelle Mead e a mais chocante, Amor Assombrado, de Cynthia Leitich Smith.
Sinopse: "Nesta tão esperada coletânea, P.C. Cast, autora da famosa série House of Nights, reúne contos sobre o fascinante mundo das criaturas sobrenaturais. Escritas por alguns dos principais nomes do gênero, as histórias de amor entre vampiros e seres humanos são de tirar o fôlego. O amor impossível entre um rapaz simples e uma menina rica que se torna vampira em busca de liberdade; uma paixão do passado que reaparece em forma de fantasma para salvar seu vampiro e uma fada que tenta livrar de grandes encrencas sua melhor amiga são apenas algumas das histórias narradas por autores como Claudia Gray, Rachel Caine ou Kristin Cast. Afinal, quando se é imortal, o amor é para sempre.


A Vampira - Jane Austen



Sinopse: "Segundo este livro, a autora de 'Orgulho e Preconceito' e outros clássicos do século XVIII não morreu, mas vive em uma cidadezinha no interior do estado de Nova York. Dona de uma livraria, a autora vive frustrada por não receber os direitos autorais e ter o reconhecimento de suas obras de sucesso. Em 'Jane Austen - A vampira', ela mudou o nome para Fairfax e sobrevive há 233 anos, porque foi mordida por um vampiro e se tornou imortal. Entre romances com o Lord Byron, que também é um vampiro, e tentativas frustradas de publicar um novo livro, Jane Austen, ou melhor dizendo, Jane Fairfax, envolve o leitor em uma viagem ao universo literário."


A Fera - Alex Flinn



"Eu sou uma fera.
Uma fera. Não exatamente um lobo, ou um urso, um gorila ou um cão, mas uma terrível criatura que anda em duas patas — uma criatura com dentes e garras e pelos surgindo de cada poro de minha pele. Sou um monstro.
Você acha que estou falando de contos de fada? De jeito nenhum. O lugar é Nova York. O momento é agora. Não sofro de uma deformidade ou uma doença. E vou ficar dessa forma para sempre — destruído —, a não ser que possa quebrar o feitiço.
Sim, o feitiço, aquele que a bruxa da minha aula de inglês lançou sobre mim. Por que ela me transformou em uma besta que se esconde durante o dia e rasteja à noite? Vou lhe contar. Vou lhe contar como eu costumava ser Kyle Kingsbury, o cara que você gostaria de ser, com dinheiro, beleza e uma vida perfeita. E aí vou contar como me tornei… a fera."


A Dama Azul – Javier Sierra



O autor Javier Sierra nos oferece um fantástico romance de mistério e intriga sobre uma das lendas mais antigas e estranhas da América: A Dama Azul
Em Los Angeles, Jennifer Narody, antiga espiã do Departamento de Defesa, sonha repetidamente com uma fantasmagórica mulher vestida de azul. Jennifer não sabe, mas esse mesmo espírito apareceu, mais de três séculos antes, para os chefes de uma tribo indígena do Novo México. Ao que tudo indica, a verdadeira responsável por aqueles acontecimentos foi uma freira espanhola que podia bilocar, isto é, tinha a habilidade de estar em dois lugares ao mesmo tempo. Enquanto isso, na Espanha, uma tempestade de neve deixa o jornalista Carlos Albert isolado no distante povoado de Ágreda. Lá, ele conhece o convento fundado no século xvii por aquela mulher de hábito azul. Intrigado com seus poderes, decide investigar. Esses fios, unidos pelo suposto suicídio de um sacerdote em Roma, levarão Carlos até Los Angeles, onde os pesadelos de Jennifer Narody guardam a chave de um mistério que a Igreja católica, o Departamento de Defesa dos Estados Unidos e outras misteriosas forças - das quais é melhor não falar - estão empenhados em ocultar. O segredo das bilocações da dama azul está em jogo.


A Descoberta das Bruxas - Deborah Harkness



Esse é o livro de estréia de Deborah Harkness e se encontrou por oito semanas em segundo lugar dos mais vendidos do The New York Times.
"A respeitada pesquisadora Diana Bishop passou a vida tentando negar a sua verdadeira identidade. Filha única de pais bruxos, ela se torna órfã aos sete anos e passa a rejeitar as suas habilidades mágicas, determinada a se parecer o máximo possível com os humanos. Quando descobre acidentalmente um misterioso manuscrito escondido há séculos, Diana traz à tona um mundo sobrenatural aterrador, com uma horda de demônios, vampiros e bruxas. A partir daí, a aventura de Diana por 1.500 anos de histórias está apenas começando. O manuscrito, redigido pelo alquimista Elias Ashmole, é encontrado por Diana na biblioteca em que pesquisa. Ao tocar o livro, ela sente uma atração irresistível por ele, algo poderosamente mágico, que a faz levá-lo para casa. O que ela não imagina é que o manuscrito é procurado há anos, e cobiçado por seres que ultrapassam a esfera humana, como demônios e vampiros."


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Rendiçäo

(Michelle)

Já estava longe de Jesse tinha quase um ano. Ele estava fazendo residência em Phoenix e só podíamos nos ver de vez em quando. O coração doía de tanta saudade.
Eu passava meu tempo entre a faculdade e os estudos com Paul. É, este mesmo que estão pensando, o lindo e incansável Paul. Não posso negar que ele conhecia muitas coisas que eu, Jesse e Padre Dom nem sonhávamos que existisse. E o vovô gagá também ajudava muito.
Paul e eu estávamos na sala da casa dele. Ele tinha acendido a lareira e colocado um pouco de vinho para tomarmos e começou a tagarelar sobre o último fantasma que o havia procurado. Dizendo como o sujeito era sinistro e tal...
Eu estava olhando para a lareira e, não sei por que aquilo me fez lembrar do incêndio, do dia em que trouxe Jesse de volta. Ah, senti meu peito apertar e, sem que percebesse as lágrimas já rolavam pelo meu rosto.
-Suzanah?! O que está havendo? Por que está chorando? Você nunca chora.
Eu não disse nada, apenas fiquei ali, parada, deixando as lágrimas correrem. A verdade era que eu não sabia por que. Ele se aproximou mais e me deixei abraçar. Depois de tanto tempo passando dois dias por semana com Paul me acostumei com suas investidas, que nunca cessaram, acredite. Mas naquele momento eu queria ser abraçada. Queria ser confortada. Eu precisava ser acalentada. Ficamos ali por um bom tempo até que adormeci.
Quando acordei, me vi em uma cama quentinha e confortável. Levantei-me um pouco e vi Paul deitado no pé da cama.
-Paul!? – Ele abriu os olhos e me fitou por um instante. Levantou-se e se aproximou de mim.
-Suzanah, você está bem? Você chorava tanto e... e adormeceu em meus braços. Não sabia o que fazer. Avisei seus pais que você não estava se sentindo bem e que estava dormindo.
-Eu... Ah, obrigada.
Paul se aproximou um pouco mais de mim e me olhou fixamente. –Não se preocupe, eu estou aqui. – Segurou minha mão e a apertou. Olhei para ele e, os seus olhos pareciam me sugar. Não, eu não olhava para Paul deste jeito, olhava? Claro que olhava, ele era um gato, esqueceu? Ele levantou sua mão e puxou uma mexa de cabelos que estava presa na minha boca e colocou atrás da orelha. Aquele toque me fez arrepiar. Ele manteve a mão no meu rosto, me acariciando com o polegar. E eu não conseguia me mexer, não conseguia desviar dos olhos dele. E foi então que percebi o que aqueles olhos me diziam. Não era somente desejo, Paul realmente me amava. Tentei reagir, mas não conseguia pensar em nada, a não ser naquela mão quente passeando pelo meu rosto.
-Paul eu...
-Chhh... Não fale nada. – E assim ele foi se aproximando, aproximando e quando dei por mim seus lábios passeavam gentilmente pelos meus. De início não correspondi e tentei me afastar. Paul se afastou e me olhou triste. –Por favor, Suzanah, por favor... – Ele se aproximou novamente e me envolveu com seus braços bronzeados e fortes, passando as mãos pelas minhas costas e chegando até meu pescoço. Aquilo foi me trazendo a lembrança do quanto eu era atraída por ele e, desta vez, quando ele colou seus lábios nos meus, não resisti.
Paul começou o beijo com doçura, mas ao me ver correspondendo me pressionou contra seu peito soltando um suspiro e seu beijo ficou mais quente, jogando sua língua de encontro com a minha, fazendo minha cabeça rodar. Nossos corpos respondiam ao desejo e nossas mãos passeavam pelo corpo um do outro. De repente Paul para me puxa pelos cabelos um pouco para trás. Ele me olha e diz: -Seja minha Suzanah, por favor, seja minha somente hoje. – Ele me puxou novamente e me beijou de um jeito que meu corpo perdeu todos os sentidos. As borboletas voavam dentro de mim, me fazendo tremer. Senti-me recobrando os sentidos e a vontade de me entregar a ele cresceu. Ele me tocava com um desejo feroz e eu queria ser devorada. Ah como queria. E foi então que me rendi. O resto vocês podem imaginar, fogo e gasolina.


MERRY PART

Semana Infernal - parte 3. dia 16 (ontem)

MERRY MEET

Em primeiro lugar, dormi ontem na minha tia e não tinha planejado. As fics não tavam comigo. Foi mal.

TOP 20 LUGARES ASSOMBRADOS. parte 2

[http://revolutiongames.ativoforum.com/t899-top-20-casas-assombradas]

10 - O quartel de Babenhausen



No quartel alemão de Babenhausen (hoje um museu), os fantasmas de soldados alemães, alguns com uniformes da época da Segunda Guerra Mundial, tem sido avistados. Diz-se que luzes se apagam sozinhas e vozes são ouvidas no porão. Alega-se que passos e comandos são ouvidos à noite, supostamente sem causa física. Diz a lenda que se acontecer de um soldado visitar o museu e tirar o telefone do gancho, uma mulher poderá ser ouvida algumas vezes, falando de trás pra frente, de maneira ininteligível, nem em alemão nem inglês. A cidade foi o local onde aconteceu a queima de uma bruxa numa estaca, no século 19, e diz-se que seu fantasma já seduziu, e depois matou, vários soldados alemães desde então. A foto acima é de dois soldados americanos no quartel, em 1974.

9 - A ponte que grita



A estrada Maud Hughes está localizada em Liberty Township, Ohio. Ela tem sido o local de muitos acidentes terríveis e suicídios. A estrada de ferro está a 7,62 metros abaixo da ponte, e pelo menos 36 pessoas foram relatadas mortas na ou ao redor da Ponte da estrada Maud Hughes. Figuras fantasmagóricas, névoas e luzes já foram vistas, assim como figuras negras encapuzadas e um trem fantasma. Diz a lenda que um carro com um homem e uma mulher enguiçou em cima da ponte. O homem saiu para buscar ajuda , enquanto a garota ficou. Quando o homem retornou, a garota estava pendurada na ponte, em cima dos trilhos. O homem então morreu de causas inexplicáveis. Até hoje, muitas pessoas têm relatado ouvir conversas de fantasmas, então um grito de mulher seguido do de um homem. Outra história diz que certa vez uma mulher jogou seu bebê da ponte e depois se enforcou.

8 - Avenida Ocean, 112



Esta casa já é familiar para quem adora filmes de terror. É a casa na qual o filme (e livro) “Horror em Amityville” foi baseado. A casa é uma construção de 6 quartos, em estilo holandês, construída em 1924. O detalhe mais conhecido da casa era, no passado, o seu par de janelas em formato de 1/4 de círculo, localizadas no sótão (terceiro andar), que davam uma aparência estranha, como se a casa tivesse “olhos”.



Essas janelas foram removidas, e foi modificado o número da casa, para afastar os turistas. Em 13 de Novembro de 1974, o garoto de 23 anos Ronald DeFeo Jr. assassinou com tiros seis membros de sua família na casa. Durante o seu julgamento de homicídio em 1975, ele alegou que vozes em sua cabeça o teriam impelido a fazer a matança. Ele foi julgado culpado, e continua na cadeia de Nova York. Em dezembro de 1975, George Lutz e sua mulher, Kathy, compraram a casa e se mudaram com seus três filhos. Depois de 28 dias deixaram a casa, alegando que haviam sido atormentados por fenômenos paranormais enquanto moravam ali. A família diz ter sentido cheiros ruins, visto rostos nas janelas, ouvido gritos, objetos se movendo, e todo o tipo de fenômeno paranormal bizarro. A primeira imagem é a da casa como é hoje.

7 - Tribunal do Condado de Pickens



O tribunal do Condado de Pickens em Carrollton, Alabama, é um tribunal no oeste do Alabama famoso por uma imagem fantasmagórica que pode ser vista em uma de suas janelas. É dito que a imagem é o rosto de Henry Wells, que, diz a lenda, foi falsamente acusado de ter queimado o tribunal anterior, e linchado em uma noite de tempestade, em 1878. A imagem na janela é facilmente vista, apesar de que só parece mais com uma face de alguns ângulos do que de outros. É dito que a imagem só pode ser vista do lado de fora do tribunal, de dentro a vidraça aparenta ser uma vidraça de janela normal. Desde que a foto acima foi tirada, a cidade de Carrollton colocou uma placa de rua refletiva com uma flecha apontando para o vidro onde a imagem aparece. Há também binóculos permanentes apontando para a janela do outro lado da rua, para que as pessoas possam ver a face mais de perto.

6 - Estrada de Balete



A estrada de Balete é uma rua localizada em New Manila, cidade de Quezon, Filipinas. É conhecida por aparições de uma mulher de branco e por casas assombradas que foram construídas durante a Era Espanhola (anos de 1800). New Manila possui uma abundância de árvores baletes, que, de acordo com a lenda, é o local favorito para espíritos errantes e outros seres paranormais. Especialistas no paranormal acreditam que a mulher de branco foi estuprada por soldados japoneses durante a Segunda Guerra Mundial. Testemunhas da mulher de branco, advertem os motoristas para evitar a rua durante a noite, especialmente se estiverem sozinhos. Se é necessário viajar por essa rota, eles avisam para que deixe o banco de trás totalmente ocupado, e que ninguém olhe para trás ou nos espelhos. A aparição veste um vestido de noite, tem cabelo comprido e não tem face, se tem, está coberta de sangue.

5 - Rosenheim, Bavária



Mais conhecido como o Poltergeist de Rosenheim, essa infestação de atividades bizarras é uma das mais conhecidas da Alemanha. Em 1967, estranhos fenômenos começaram a ocorrer no escritório do advogado Sigmund Adam. Telefones tocavam mas não havia ninguém do outro lado da linha, fotocopiadoras cuspiam suas tintas, gavetas se abriam sem serem tocadas. Um jornal alemão instalou equipamentos para monitorar os telefones e em 3 meses eles gravaram mais de 600 chamadas para o número que informa a hora certa - a despeito do fato de todos os telefones estarem desplugados. Em um único período de 15 minutos, 46 chamadas foram gravadas - um número que parecia impossível levando-se em conta o mecanismo de discagem da época. Em outubro de 1967, todas as lâmpadas do prédio se apagaram com um enorme estrondo. Depois de instalarem câmeras e gravadores de voz, os investigadores puderam descobrir que os eventos somente aconteciam quando a jovem de 19 anos Annemarie Schneider (uma secretária recém-empregada) estava presente. Foi alegado que um lustre se desviava violentamente se a senhorita Schneider andasse por baixo dele, e as luzes piscavam sempre que ela entrava no escritório. Quando Schneider saiu de férias os eventos pararam. Quando retornou, a atividade poltergeist retornou. Schneider foi demitida e os problemas nunca mais voltaram a acontecer. Na figura acima Schneider está embaixo das luzes que foram vistas se desviando.

4 - Bélmez de la Moraleda



Uma casa de uma rua em Bélmez de la Moraleda, Espanha, recentemente ficou muito famosa graças a rostos misteriosos que começaram a aparecer no chão. A estrada Real 5 se tornou uma atração popular para turistas de fantasmas, já que as faces aparecem freqüentemente, e podem ser facilmente fotografadas. As aparições em Bélmez começaram em 23 de Agosto de 1971, quando María Gómez Cámara viu um rosto aparecer no piso de cimento da cozinha. Seu marido pegou uma picareta e destruiu o rosto. Logo, outra face apareceu. Uma escavação, feita abaixo do local da casa, revelou restos humanos, que foram removidos. A imagem acima é um dos rostos.

3 - Cemitério de Union



O cemitério de Union, em Easton, Connecticut, não é somente o cemitério mais assombrado de Connecticut, é considerado por muitos como o cemitério mais assombrado dos Estados Unidos. O fantasma mais famoso de lá é a Dama de Branco. Inúmeras fotografias foram tiradas dela, e ela até foi filmada. Ela tem um cabelo comprido e escuro e usa um boné e um vestido de noite. Ela freqüentemente aparece na rodovia junto à rota 59, e às vezes rota 111, onde ela é comumente “atropelada” pelos veículos que passam. Em uma ocasião em 1993, um bombeiro estava dirigindo pela rua quando atingiu a “dama” - ele ouviu um baque e um amassado ficou em seu veículo. Quando a mulher apareceu na frente de seu carro ele também viu um fazendeiro com um chapéu de palha sentado atrás dele no carro. O cemitério é trancado à noite e freqüentemente é patrulhado pela polícia. A imagem acima é uma das muitas que se pode encontrar na internet.

2 - Pluckley



Pluckley é uma pequena vila em Kent, Inglaterra, que se acredita ser a vila mais assombrada da Inglaterra. Em adição aos 12 (alguns dizem 13 ou 14) fantasmas de Pluckey, a vila também é famosa pelo programa de televisão “The Darling Buds of May” que foi filmado lá. Dos fantasmas que você pode ver ali, o mais espetacular é o ladrão de estradas e a carruagem e cavalos avistados perto da prefeitura, o fantasma de uma cigana queimada até a morte durante o sono, dois corpos enforcados, um monge fantasma, três damas de classe alta, e talvez o mais assustador de todos, os Bosques que Gritam. Os Bosques que Gritam é uma área fora da cidade assombrada pelos fantasmas de várias pessoas que se perderam por lá. Os seus gritos podem ser ouvidos vindos de dentro da floresta à noite.

1- Praça Berkeley, 50



Esta área residencial de Londres, muito conhecida pela música “A Nightingale Sang in Berkeley Square”, é também o lar da casa mais assombrada de Londres! O número 50 da praça Berkeley é o lar de um grande número de fantasmas, o mais antigo deles, o de uma menina assassinada nos anos 1700 por um criado sádico. Ela é freqüentemente vista no último andar chorando e torcendo as próprias mãos em desespero. Outra mulher, tentando escapar de seu tio caiu de uma janela - o seu fantasma é muitas vezes visto pendurado em um peitoril da janela. Enquanto a casa esteve vazia nos anos 1870, os vizinhos ouviam numerosos gritos e gemidos oriundos da casa. Eles também ouviam móveis se movendo, campainhas tocando, e janelas batendo. Anos depois a casa foi ocupada por um Sr. Dupre, que trancava seu irmão louco em um quarto no último andar. Ele alimentava o irmão insano por uma abertura especial na porta. Este é o quarto que se diz ser o centro da assombração. Atualmente a casa abriga uma livraria - estranhas ocorrências foram observadas por todos os funcionários da loja. O último andar é mantido trancado o tempo todo e ninguém tem permissão para entrar nele.


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Enquanto Observo

(Nat Seyfried)

O Sol incidia por todo o vilarejo. As crianças brincavam eufóricas, ainda mais coloridas do que o próprio Sol. Mas Rebekah só observava. Ela não podia mais fazer parte da vida dos humanos como fizera há pouco tempo. Era uma violação da natureza. A bruxa original lhe dera a Imortalidade, mas a Natureza exigia consequências. Tudo tinha o seu preço, ainda mais um feitiço que originaria monstros. Os monstros originais, que incluindo a si mesma, eram os seus irmãos e seu pai. Esther, a bruxa original, fizera um sacrifício por toda a sua família. Enquanto os vampiros eram criaturas proibidas ao Mundo, as bruxas eram responsáveis pelo balanço. Jamais alguém poderia ser os dois. Rebekah era uma vampira original, e sua mãe, Esther, era bruxa.
Agora a luz do dia não era mais candente e familiar ao tocar a pele de Rebekah como costumava ser. Antes, ela mesclava tons de dourado no seu cabelo louro trançado até a cintura. Agora, tudo que acontecia quando não se escondesse nas sombras era o fogo insuportável que inflamava de dentro para fora lentamente, saboreando a dor do inimigo. Sua vida limitava-se a observar. Na escuridão, a mesma que a tocara quando foi ressuscitada da morte que seu pai causara ao cravar a espada em seu coração. Com a eternidade a sua disposição, pensava que não queria ter sobrevivido.
“Vamos dar um jeito nisso, querida” Esther beijou a testa da filha, enquanto a fogueira piscava para o breu do céu da noite.
Jamais seria a mesma coisa.
Mesmo que pudesse andar livremente sob a luz solar, não poderia apreciar a vida como habituava-se. Com os olhos, a inocência e o coração. Parte dela, parte de sua humanidade, o sono da morte levara antes que acordasse.
E da mesma forma que a vida do indivíduo fosse poupada, mais um preço era cobrado. Para sobreviver, teria que se alimentar. Não de qualquer fonte de comida, mas sim o que os caçaria e atormentaria nos próximos séculos. A sede por sangue. Sangue humano.
Também tinha o carvalho. Ele era um dos símbolos naturais dos quais Esther buscou energia ao fazer os feitiços. O símbolo de Imortalidade. Como ele os dera vida, ele poderia tirá-la. Esse era o motivo para que todas as árvores fossem consumidas pelo fogo. Sempre que estava perto da árvore, a energia e as forças de Rebekah eram drenadas, sem mencionar quando o toque da árvore queimava seus dedos.
“Mamãe disse que tudo que sentimos se amplifica. Nós vivemos intensamente, mas os nossos defeitos salientam-se assim como nossas virtudes.” A voz familiar assustou Rebekah momentaneamente, mas tudo que estava desfoque por suas lágrimas, repentinamente se tornou nítido, quando Elijah apertou firmemente o ombro da irmã.
“Só prometa que nunca vou ficar sozinha.” Rebekah comprimiu sua mão na de Elijah.
“Rebekah, a única coisa mais duradoura do que seu coração, será a Imortalidade.” Garantiu ele.
“Do que adianta ser imortal se todos que eu amo vão partir enquanto sou obrigada a observar?” questionou.
“Há leis na Natureza que não podem ser vetadas.” Sussurrou Elijah.
“A não ser que esteja disposto a pagar um preço por elas” Rebekah dirigiu os olhos azuis para o irmão. “E esse é o pior dos preços que teremos que pagar por transgredir as regras. O preço do amor.”



MERRY PART

14.11.11

Semana Infernal - parte 3 o/ dia 15

MERRY MEET



(quantos espíritos vcs veem na ft ?)

O Mistério das Casas Assombradas
Quase todo mundo já ouviu falar em casas assombradas. São muitas as referências à elas, no cinema, na TV e na literatura. Mas casas assombradas existem no mundo real? A resposta é sim, existem! Esses locais denominados “assombrados” são considerados dessa maneira porque servem de palco para a ocorrência de fenômenos paranormais. Nesse tipo de ambiente é comum a presença de fantasmas, espíritos, poltergeists e outras formas de presenças espirituais.
Os motivos que tornam uma casa assombrada podem ser variados. Em locais onde ocorreram assassinatos ou mortes violentas, por exemplo, muitas vezes a energia de dor e sofrimento do defunto fica presa, estagnada ali mesmo, gerando o fenômeno conhecido como “fantasmas”.
Fantasmas de um modo geral não têm consciência do ambiente que os cerca, diferentemente dos espíritos. Isso ocorre porque fantasmas são uma espécie de “lembrança materializada”, um tipo de espectro que por vezes é visível em um local específico. Pelas minhas experiências pessoais e pesquisas sobre casas assombradas, percebi que em grande parte dos casos é a própria energia do local (ou até dos moradores) que gera esse fenômeno.Casas construídas em terrenos que davam lugar a cemitérios são verdadeiros “portais”, onde dificilmente os moradores levarão uma vida normal, porque cemitérios são locais dedicados aos mortos, portanto não é conveniente que seja habitado por vivos. O mesmo acontece com residências construídas onde existiam hospitais, necrotérios, penitenciárias ou locais afins, porque esses locais concentraram por muito tempo fatos e energias relacionadas à morte. No Brasil é conhecido o caso do Edifício Joelma, em São Paulo, onde ocorreu uma enorme tragédia e várias pessoas morreram em um incêndio. Boatos sobre aparições e assombrações no local são comuns. Casas assombradas também podem ser habitadas por vampiros astrais, que roubam as energias dos moradores vivos, os deixando apáticos e sem forças. Então, como saber se uma casa é ou não assombrada? Geralmente pessoas sensitivas ou com uma mediunidade mais aguçada não têm muitas dificuldades em identificar um local assombrado. Mas algumas pessoas leigas no assunto acabam descobrindo da pior maneira, após serem atormentadas pelas assombrações.
Existem vários sinais para detectar uma casa assombrada, alguns deles são:
- Pontos Frios (bruscas quedas de temperatura sem motivo aparente são sinais de presenças espirituais).
- Mofo nas paredes e no teto (podem ser simples infiltrações, mas também podem ser sinais de cascarões espirituais e larvas astrais).
- Sensação de cansaço ou dor de cabeça ao permanecer no local (sinais de vampirização espiritual).
- Arrepios (sinal da presença de entidades espirituais).
Os casos de residências e locais assombrados variam dos mais simples (com aparições ocasionais) aos mais avançados (possessão dos moradores e vampirização). Algumas vezes já realizei com sucesso rituais de banimento e limpeza energética em casas assombradas, mas em casos mais graves são necessários rituais freqüentes, limpezas e outros métodos para afastar as energias nefastas do local.
Nem sempre os moradores conseguem se livrar das “assombrações” e muitas vezes a única solução é abandonar o local. Caso você esteja passando por um problema assim, experimente a limpeza física e astral do lugar, com o uso de poções, orações e ritos específicos para isso.

[http://jornalobruxosaopaulo.blogspot.com/2010/03/o-misterio-das-casas-assombradas.html]


TOP 20 LUGARES ASSOMBRADOS. parte 1

[http://revolutiongames.ativoforum.com/t899-top-20-casas-assombradas]

10 - Castelo de Edimburgo (Edimburgo, Escócia)



O castelo de Edimburgo possui a reputação de ser um dos locais mais assombrados da Escócia. E a própria Edimburgo é chamada de a cidade mais assombrada de toda a Europa. Em várias ocasiões, visitantes do castelo relataram um tocador de gaita de foles fantasma, um tocador de tambor sem cabeça, os espíritos dos prisioneiros franceses da Guerra dos Sete Anos, prisioneiros de colônias da Guerra da Revolução Americana - até mesmo o fantasma de um cachorro vagando nos arredores do cemitério de cães.

9 - A Casa Branca (Washington, DC)



O lar dos presidentes dos Estados Unidos. É dito que se ouve o presidente Harrison procurando com afinco por sabe-se-lá o que no sótão da Casa Branca. O presidente Andrew Jackson acredita-se que assombre o seu quarto na Casa Branca. E o fantasma da primeira-dama Abigail Adams foi visto flutuando por um dos corredores da Casa Branca, como se estivesse carregando alguma coisa. Os avistamentos mais freqüentes de fantasmas presidenciais tem sido o de Abraham Lincoln. Eleanor Roosevelt uma vez declarou que acreditava sentir a presença de Lincoln a observando, enquanto trabalhava no quarto de Lincoln. Também durante a administração de Roosevelt, um jovem secretário alegou ter realmente visto o fantasma de Lincoln sentando-se na cama e tirando as botas.

8 - O Queen Mary (Califórnia)



O RMS Queen Mary é um transatlântico que navegou o Oceano Atlântico Norte de 1936 à 1967 pela Cunard Line (depois Cunard White Star Line). O Queen Mary foi adquirido pela cidade de Long Beach, Califórnia, em 1967, e transformado em um hotel. A área mais assombrada do navio é a casa de máquinas, onde um marinheiro de 17 anos foi esmagado até a morte tentando escapar de um incêndio. Batidas e pancadas nos canos ao redor da porta já foram ouvidas e gravadas por várias pessoas. No que é conhecido como a área da recepção do hotel, visitantes têm visto o fantasma de uma “dama de branco”. Fantamas de crianças são ditos que assombram a área ao redor da piscina.

7 - Sanatório de Waverly Hills (Kentucky)



O Sanatório Waverly Hills, localizado em Louisville, Kentucky, abriu em 1910 como um hospital de dois andares para acomodar de 40 a 50 pacientes tuberculosos. Ele ficou popular na televisão por ser um dos hospitais mais “assombrados” da parte leste dos Estados Unidos, tendo aparecido em vários canais internacionais. Os investigadores paranormais que já se aventuraram em Waverly relataram um grande número de fenômenos paranormais estranhos, incluindo vozes de origem desconhecida, lugares frios isolados e sombras inexplicáveis. Gritos foram ouvidos ecoando em seus agora abandonados corredores e aparições fugazes foram encontradas.

6 - A Torre de Londres ( Londres)



O Palácio Real e Fortaleza de Sua Majestade A Torre de Londres, mais comumente conhecida como a Torre de Londres (e historicamente simplicado para A Torre) é um monumento histórico na área central de Londres, Inglaterra, na margem norte do rio Thames. Talvez o mais conhecido residente fantasma é o espírito de Ana Bolena, uma das esposas de Henrique VIII, que também foi decapitada na Torre em 1536. O seu fantasma já foi visto em várias ocasiões, algumas vezes carregando a sua cabeça, na Torre Green e na Torre Chapel Royal.

5 - Penitenciária Eastern State (Filadélfia)



Projetada por John Haviland e aberta em 1829, a Eastern State é considerada a primeira verdadeira penitenciária do mundo. O seu sistema revolucionário de encarceramento, apelidado de “Sistema da Pensilvânia”, originou e encorajou o confinamento em solitária como uma forma de reabilitação. Em 1 de Junho de 2007, um programa de televisão chamado “Most Haunted” (algo como “Os Mais Assombrados”) foi ao vivo na penitenciária. Parte do grupo foi à cela dos Al Capone. Duas pessoas desmaiaram enquanto “investigavam” a prisão. Um membro da equipe, Yvette, afirmou que “este é o lugar mais maligno que já estive.” Eles alegaram ter tido contato com espíritos, mas não havia nenhuma evidência concreta de que suas alegações eram legítimas.

4 - A Fazenda de Murta (Louisiana)



A Fazenda de Murta foi construída em 1796 pelo general David Bradford e chamada de Laurel Grove. Exaltada como uma “das casas Americanas mais assombradas”, a fazenda é supostamente lar de pelo menos 12 fantasmas. É freqüentemente relatado que 10 assassinatos aconteceram na casa, mas os registros históricos apenas indicam o assassinato de William Winter. Possivelmente o mais conhecido dos supostos fantasmas de Murta, Chloe (algumas vezes Cleo), de acordo com os relatos, era uma escrava que pertencia a Clark e Sara Woodruff. De acordo com uma história, Clark Woodruff pressionou ou forçou Chloe a ser sua amante. Chloe e Clark foram flagrados por Sara Woodruff, e Chloe passou a ouvir pelos buracos de fechadura, tentando saber o que aconteceu com ela.

3 - O Hall de Raynham (Norfolk, Inglaterra)



O hall de Raynham é uma casa de campo em Norfolk, Inglaterra. Por 300 anos ele tem sido a moradia da família Townshend. O hall deu seu nome à área, conhecida como Raynham Leste, e diz-se que é assombrada, concedendo ao local o destaque de ter originado a foto possivelmente mais famosa de um fantasma de todos os tempos, a famosa Dama Marrom descendo as escadas. Entretanto, o fantasma não foi mais relatado desde que a foto foi tirada. O seu mais famoso morador foi Charles Townshend, segundo Visconde Townshend (1674-1738), líder na Câmara dos Lordes.

2 - A Casa Whaley (Califórnia)



A autora deTraci Regula relata suas experiências com a casa: “Ao longo dos anos, enquanto jantava do outro lado da rua no Old Town Mexican Café, eu me acostumei a reparar que as persianas das janelas do segundo andar (da Casa Whaley) algumas vezes se abriam enquanto estávamos comendo o jantar, muito depois da casa já estar fechada. Em uma visita recente, eu pude sentir a energia em vários pontos da casa, principalmente na sala de audiências, onde eu também senti o cheiro fraco de um cigarro, supostamente o cartão de visitas de Whaley. No corredor, eu senti cheiro de perfume, inicialmente atribuído à jovem que estava como docente, mas depois, com umas fungadas secretas em sua direção enquanto falava com ela sobre a casa, descobri que a moça não tinha cheiro algum.”

1 - A Paróquia de Borley (Essex, Inglaterra)



A assombração da paróquia de Borley durante os anos de 1920 e 1930, é indiscutivelmente uma das mais famosas da Grã-Bretanha, e também uma das mais controversas. A riqueza dos avistamentos e experiências de testemunhas independentes, sugerem que apesar de muito do fenômeno poder ser explicado de maneira racional, uma porcentagem permanece que, ainda nos dias de hoje, pode ser considerada como inexplicável.

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Lua cheia

(Isabela Miranda)

Era mais uma noite de lua cheia, eu contava os segundos para esse dia chegar. Abri minha janela e desci pelo para peito direto até o jardim, dei uma ultima olhada para minha casa para conferir que todos estavam dormindo, então segui adentro para floresta a caminho da clareira. Ao chegar sentei eu meu lugar de sempre, no tronco do antigo carvalho que haviam cortado no mês passado; olhei em meu celular, já passavam das 2:00 da madrugada, o vento soprava um ar gelado que me fazia arrepiar toda.
Mais alguns minutos se passaram e eu escutei uns estalos saindo de dentro da floresta, ele estava chegando. Eu fechei meus olhos, meu coração disparava, e uma ansiedade tomou conta de todo o meu ser; então cada vez mais perto escuto alguém se aproximando mais e mais até que escuto um uivo a mais ou menos 2 metros de mim, então abro lentamente meus olhos e o vejo lá, parado; somente me observando.
Abro um enorme sorriso ao avistá-lo, ele se aproxima devagar para não me assustar, até que passo minha mão por sua cabeça e vou descendo sentido suas costas sentindo todo o calor que seu pelos emanejavam. Ele soltou um leve gemido e então se afastou, eu me sentei novamente no tronco esperando ele se destransformar e voltar a sua forma humana; aos poucos os pelos começaram a cair e sua postura antes quadrúpede foi voltando normal. Eu me virei no momento em que sua pele começou a surgir pois não queria vê-lo nu, alias não podia, então passei a muda de roupa que estava escondida no tronco para ele se vestir e após alguns minutos senti um sussurro quente em meu ouvido – Senti saudades- disse ele se sentando ao meu lado, eu apenas dei de ombros e abaixei minha cabeça. – O que houve, esta triste?- me perguntou procurando meus olhos até que os encontrou.
- Não, é que sei lá ...estava com muita saudade, mas mal vamos ter tempo de matá-la como sempre!- disse respirando fundo e continuando – É que... sem você me sinto tão só, e conto os dias pra lua cheia chegar e as vezes parece uma eternidade- Eu virei meu rosto não querendo que ele visse que as lagrimas estavam surgindo. Ele acariciou meu rosto com suas mãos quentes e me fez olhá-lo – Não vamos nos preocupar com o tempo, vamos apenas aproveitar o que temos um com o outro- disse ele e logo em seguida seus lábios tocando os meus, eu sentia meu coração explodindo de felicidade. Eu o amava por demais e sabia que por mais que fosse difícil o nosso amor, sempre pertenceríamos um ao outro.
- Eu te amo Eric- disse assim que seus lábios se afastaram dos meus e pude olhar fundo em seu olhos – Eu te amo Ive, até ultimo cair de lua cheia, para sempre- disse ele e em seguida me abraçando forte, e ficamos ali, conversando, nos beijando e matando um pouco da muita saudade que tínhamos um do outro, até que estava quase amanhecendo e tivemos de nos despedir mais uma vez. Eu o abracei forte e logo em seguida ele entrou na floresta novamente e desapareceu; eu sabia que ele iria voltar e eu o esperaria por toda eternidade se necessário, mas eu só teria que esperar um mês, quando a lua cheia brilhasse novamente no céu e meu grande lobo, o meu lobisomem voltaria para mim.


MERRY PART

13.11.11

Semana Infernal - parte 2. dia 14

MERRY MEET

Primeiro de tudo, já tem duas semanas de Maratona de Fics Assombradas ! E ainda tem maaais fic *-* o/

MUITO OBRIGADA !


Agora a última lenda urbana; não faço ideia dos temas seguintes. rs




A Lenda do Sim
Na rua deserta e umedecida pela fina garoa que caía, caminhava a passos largos o homem franzino conhecido como T. Sua pressa tinha um único motivo, não queria perder de forma alguma o jogo do Knicks, torcedor fanático que era. Fez o serviço com a destreza habitual já conhecida por seus clientes que o contratavam a peso de ouro, pagamento adiantado como de praxe, problema algum para quem escolhia um homem com tanto respeito no submundo. No caminho gabava-se de quão bom era, a encomenda fora mais fácil que pensava. Não havia motivo para tanta preparação para apagar Andy Baley, um burguesinho de merda metido em dívida de drogas. É claro que a coleta que tinha com as prostitutas de luxo facilitava, conseguia informações valiosas, e suas vítimas eram pegas por seguir sempre o mesmo roteiro: jogar nos cassinos, se entupir de drogas e depois trepar com algumas garotas em um hotel qualquer. Riu, ao lembrar-se do idiota se borrando todo, com a 45 enfiada até o talo na garganta. E a arma ainda quente, lhe aquecia confortavelmente a perna. Ao quebrar o primeiro quarteirão, deparou-se com alguns mendigos amontoados no beco, tentando vencer o frio com uma pequena fogueira. Passou sem ser molestado, o povo da rua conhece o perigo de longe, fareja a morte iminente como um cão ao seu alimento. Mas antes que pudesse deixar para trás o cheiro fétido e nauseante do local, teve seu braço segurado. Os dedos coçaram para sacar sua arma, mas se conteve e apenas com um movimento brusco puxou aquele que o abordara ao encontro dos punhos. Seus músculos relaxaram ao ver que era apenas uma velha, imunda e maltrapilha. - Não tem esmola hoje! - Na-Não quero esmolas moço. – disse a mulher pressionada no paredão gelado. – Quero apenas lhe dar um recado que o vento me trás. Ele riu. – Velha louca! Então conversa com o vento? Não seja tola! Hoje poderia ter sido seu último dia de vida. - Apenas escute a mensagem, moço. - Além de louca é burra? Não vê que ainda respira por pura benevolência minha? Tua sorte é que hoje estou sem tempo. Vá! Volte para o esgoto de onde veio. – disse ele batendo a cabeça dela contra a parede. A mulher, atordoada, saiu do caminho, mas antes que ele sumisse de vista, gritou: - Sim! Sim! A vontade dele era voltar e descarregar sua arma na cabeça da maldita mulher. Mas já era tarde e não podia perder o jogo. Seguiu para o metrô, que naquela altura estava completamente vazio. Sentou-se confortavelmente encostado na janela, duas estações e estaria enfim a poucos metros do bar onde freqüentava. Na parada da primeira estação entrou uma criança e sentou-se ao seu lado, T. estranhou ao ver o menino, o qual julgou ter no máximo dez anos, sozinho. - Garoto, não está fugindo de casa, está? O menino, branco como leite e trajado com um terno mal costurado, sequer olhou para ele. - Muito bem! Sua mãe deve ter lhe ensinado para não dar conversa a estranhos. Notando que o garoto não estava mesmo querendo papo, ou sofria de algum problema auditivo, virou-se para a janela. Sentiu um calafrio lhe percorrer a espinha, ao perceber que não havia no reflexo do vidro o pequeno companheiro de assento. Virou-se novamente para o menino e este com os olhos negros como a noite, berrou de forma descomunal. - SIMMMMMMMMMMMMMMMMMMM! Quase saltou do banco, e praguejou ao ver que estava sozinho no vagão. - Mas o menino, o menino... Foi tão real. Só podia ter cochilado... Mas fora tão real e tão... Tão... Assustador! Definitivamente aquela noite lhe parecia estranha. Queria chegar logo ao seu destino. Na saída do metrô, suas pernas ainda tremiam. – Porra, era só um garoto! Era só uma merda de pesadelo. Bruxa filha da puta, devia ter quebrado-lhe os dentes. Não! Não! Devia ter-lhe rachado a cabeça. No bar, enfim sentiu-se em casa, lá havia rostos familiares, por mais que T. fosse reservado, ali se soltava e trocava até algumas palavras com o balconista. Após o cumprimento amigável, foi servido com o velho Black Label de todas as noites, o gole desceu suave, seguido por um demorado trago no cigarro. E na tevê postada em um suporte no canto do bar, os Knicks entravam em quadra. Era um jogo decisivo, poderia levar seu time à tão sonhada decisão se passasse pelo Suns. Ele ficou tão preso ao jogo que pouco reparou (e foi o único no recinto que fizera isso) na loira de quase dois metros que adentrou no bar, trajando um tomara-que-caia preto. Mas essa não tirava os olhos dele, e com um gesto chamou o atendente do bar; este, após atendê-la, voltou ao balcão e sussurrou no ouvido de T: - Amigo, desculpe atrapalhar, mas creio que seja por um ótimo motivo, aquela loira maravilhosa que está sentada ali no canto, pediu que lhe entregasse este bilhete. Ele pegou o bilhete, e apenas sorriu discretamente. Tomou o resto do uísque que havia em seu copo, e o abriu. Dessa vez o gole pareceu travar na garganta tamanha a surpresa da mensagem. Em escrita bem consolidada apenas três letras recheavam o pequeno papel: SIM. T. virou-se para a mulher, e ela retribuiu com um largo sorriso. Intrigado, levantou e foi em sua direção, mas fora atrapalhado por alguns jovens que se amontoavam para ver o jogo. E nesse piscar de olhos a perdeu de vista. Olhou apressadamente por toda a parte, e mesmo os olhos treinados de um assassino frio e cruel não puderam localizá-la. Ela havia partido, e agora ele não estava delirando, se é que em algum momento estivera. O pequeno bilhete ainda estava em sua mão. Sentiu-se parte de uma brincadeira piegas, ou será... Será que alguém notou o seu pequeno serviço noturno? Estava confuso. E aquela situação atiçou seu nervosismo de tal modo, que fora meio que “sem prestar atenção em nada” para o banheiro. (Mantenha o controle. Mantenha o controle. Ninguém pode detê-lo. Você é o melhor no que faz. O melhor!) O pequeno banheiro do Massive’s Night, não era diferente dos banheiros de bares de qualquer subúrbio. A luz fosca amarelada dava um ar ainda mais sujo ao lugar, o cheiro de urina velha, misturada com um desinfetante barato qualquer, ardia nas narinas de qualquer um que ali adentrasse. Abriu sua calça e aliviou-se naquele mictório mal-cheiroso. Antes de lavar as mãos, retirou algumas folhas de papel toalha para cobrir sua mão. Não queria se contaminar com bactérias vindas de “paus sebosos”. Abriu a torneira e encheu as mãos, lavando em seguida o rosto, repetiu isso por duas vezes, e com os olhos fechados tateou o porta-toalhas. Enxugou o rosto com o papel, e quando abriu os olhos não viu apenas sua imagem. Além do seu reflexo, havia no espelho, escrito a dedo no vidro pouco embaçado, a palavra SIM. Passou as mãos sob a cabeça raspada, para enxugar as pequenas gotas repousadas, meteu a trava na porta e sacou sua pistola, antes de conferir se havia mais alguém ali. (Vocês não vão me pegar! Não vão! Estouro seus miolos antes que respirem, antes mesmo que possam piscar) Guardou sua arma novamente e saiu do banheiro. Desconfiando de todos que ali estavam, pagou sua conta, deu uma pequena conferida no jogo e saiu apressadamente. Sua cabeça estava a mil com tudo aquilo, e ele só queria ir para casa. Em sua mente uma voz estranha começou a sussurrar: SIM! SIM! SIM! SIM! Ele, no desespero, começou a andar mais e mais rápido, e aquela voz martelava em sua mente, em um ritmo cada vez maior. Ao passar em frente a uma loja de eletrônicos, teve a impressão de ver em todas as telas a mesma mensagem. Com o susto atravessou a avenida, e distraído não percebeu o Maverick azul que dobrara a esquina em alta velocidade, seu corpo fora atirado com brutalidade e seu sangue coloria de vermelho a calçada cinzenta. Estava consciente e sentia que não ia escapar com vida dali, pensou na ironia do destino, morrer de uma forma tão banal, pois, para um matador de aluguel como ele, morrer assim era quase uma humilhação. Quem o atropelou nem sequer parou para prestar socorro, e ele ficou ali, estirado por um longo tempo, sentindo a morte chegar lentamente. Tempo suficiente para ver sua vida passar como um filme, desde a infância até aquela noite, quando após subornar o zelador do hotel, entrou no quarto 105, e encontrou seu alvo completamente distraído na banheira, ele aguardava sua acompanhante. Mas mal sabia que essa, além de não aparecer havia lhe entregado para seu executor. - Serviço de quarto... – disse T. apontando a arma para Baley - Q-Quem é você? - Você deixou alguém muito, mas muito aborrecido garoto. - Mas.. - CALE A BOCA! CALE A MALDITA A BOCA, OK? (silêncio) - Isso, assim está bem melhor rapaz. Agora onde eu estava? Ah sim! Você deixou alguém muito aborrecido, e essa pessoa me pediu que viesse dizer isso a você. Mas, sabe como é, não sou muito bom com as palavras. - Na-Não pelo amor de d... - CALE-SE! – enfiando a arma na boca do rapaz – Não sou bom com as palavras, e vou resolver do meu jeito. Vou mandar você para o inferno. Quando chegar lá, pergunte ao diabo se tem um lugar para mim... Nas ruas, as pessoas começavam a chegar aos montes, gritando, se abraçando. Os fogos coloriam o céu. O Knicks havia vencido. Mas para T. isso não faria diferença... Era o fim da linha para ele. E a mensagem tão repetida naquela noite agora fazia sentido.


.: TODAS AS LENDAS FORAM RETIRADAS DO SITE:
http://www.mrmalas.com/lendas/


Aproveitem.


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My love

(Rachel Sales)

Então ela olhou os documentos sobre a mesa. Seus olhos se encheram de água.
Eu era uma criança com muitos problemas. Aos seis anos eu precisei fazer um transplante de coração. Para minha sorte existia uma doadora, uma jovem garota que morreu aos 16 anos. Seu coração ainda estava em prefeito estado. E foi esse coração que me salvou da morte.
O nome da doadora era Alice.
Eu olhei para Alice e minha expressão entregava a culpa que eu estava sentindo. Pela primeira vez eu me dei conta de que para que eu vivesse alguém teve que morrer. Agora eu me sentia responsável pela morte dela.
– É por isso que só você consegue me ver? É por isso que só você pode me ajudar? – os olhos de Alice estavam cheios de lágrimas.
Depois de todos esses meses eu tinha me acostumado com a presença de Alice. Aquela garota irritada que me obrigava a procurar seu antigo diário para provar que na noite em que morreu estava fugindo com o namorado, o assassino que tirou sua vida sem pensar duas vezes. E eu sempre pensei que meu dever era ajuda-la. Que era meu destino encontrar o diário. Mas eu nunca tinha imaginado que tínhamos uma ligação tão forte.
Eu não sabia o que falar para ela. Eu estava tão triste por ter vivido da morte de alguém. Por ter vivido da morte dela.
Ela começou a soluçar e as lágrimas faziam com que seu corpo fantasmagórico e brilhante tremesse.
Mas o que eu poderia fazer? Eu já estava magoado e envergonhado o suficiente. Não tinha como consolá-la.
– Eu quero ir embora daqui! Eu não quero mais ficar presa a você! Não quero mais que você me ajude! – ela gritava e eu senti lágrimas quentes molharem meu rosto.
– Você não vai falar nada? – ela continuou. – Vai ficar aí parado como se quem tivesse morrido fosse você? Você não sabe o que eu passei durante esses dez anos sem que ninguém me visse! Como eu tentava avisar para os meus pais que eu estava lá sempre que eles choravam! Você não sabe o que é sofrer de verdade!
Ela dizia isso mas não pensava no que eu tinha passado. Ela não fazia ideia de como era difícil saber que seus colegas brincavam e frequentavam uma escola enquanto você estava internado em um hospital qualquer.
Alice se aproximou de mim e ficamos cara a cara.
– Você não vai tentar me impedir? Você vai me deixar ir embora? – ela tinha parado de gritar e estava magoada. Mas é claro que ela sabia dos meus sentimentos por ela.
– Eu te amo. – eu disse para aquela menina baixinha e loira que mais parecia uma boneca.
– Eu também te amo. – ela respondeu. – Pensei que você nunca teria coragem de me dizer isso.
– Me desculpe. – eu disse. Era o mínimo que eu podia fazer por ela.
– Pelo menos meu coração ficou com alguém que merece. Ficou com você.
Eu tentei abraça-la. Mas era impossível. Não tinha como tocá-la. Mas isso não me importava. Eu não precisava ver. Só sentir.
Ficamos “abraçados” durante algum tempo e eu sabia que jamais desistiria de Alice. Mesmo que eu tivesse que passar o resto da minha vida sem me casar ou ter filhos.
Agora eu sabia por que eu a amava tanto: porque compartilhávamos o mesmo coração.


MERRY PART

12.11.11

Semana Infernal - parte 2. dia 13

MERRY MEET




A Casa do Lago

Yara estava realmente apertada para ir ao banheiro. Estacionou seu carro na garagem, abriu a porta e saiu praguejando contra a vontade insuportável de urinar, nem se importando em fechar a porta ou desligar o rádio que guinchava aos acordes alucinados da guitarra de Jimi Hendrix. Ela e o marido estavam passando alguns dias em sua casa no lago, que fica em uma região praticamente desabitada no interior do estado. Nessa época do ano não havia movimento nenhum por perto, e ficaria assim por alguns meses, até que chegasse a época das férias escolares, e era exatamente isso o que eles estavam procurando quando decidiram passar uns dias na casa do lago. Eles queriam uma espécie de segunda lua-de-mel. Ela acabara de voltar do supermercado e achava que se demorasse mais um segundo para ir ao banheiro não agüentaria e acabaria urinando nas calças. A porta da sua casa parecia estar a anos luz de distância e ela correu desajeitada, apertando as pernas. Se não estivesse tão desesperada para ir ao banheiro, talvez tivesse notado o detalhe um pouco inquietante: a porta da entrada não estava trancada. Ao invés de reparar nisso, ela quase derrubou a porta ao entrar, atravessou o hall de entrada em direção ao banheiro do andar de baixo, que ficava depois da cozinha, nos fundos da casa. Parou de repente porquê escutou um som estranho vindo da cozinha. Estava parada no corredor, entre a sala de estar e a própria cozinha, a respiração ofegante, a vontade de urinar cada vez mais insuportável. Sua calcinha já estava úmida de gotas de urina que escaparam do seu controle, mas o medo a manteve paralisada e atenta ao som que ouvia. Era baixo e aterrorizante, mas era um som que ela conhecia muito bem. Era o som de faca cortando carne. Ou melhor de faca "destrinchando" carne. Conhecia esse som muito bem desde os seus 18 anos, porque seu marido Tony era o açougueiro do bairro onde moravam. Mas não podia ser ele na cozinha. Há poucas horas ele tinha saído para pescar no lago, e quando ele saia para pescar, levando sua embalagem com seis cervejas dentro de um isopor, ele só voltava ao anoitecer para o jantar. Avançou mais um pouco, o mais silenciosamente que conseguiu, apertando as pernas para conter sua vontade de ir ao banheiro, e tentou ver do lugar onde se encontrava se conseguia avistar quem estava na cozinha. Encostada no batente da porta, ela se encolheu e conseguiu ver sem ser vista: era um homem, completamente estranho. Ele estava de costas para a porta da cozinha, debruçado sobre a mesa, na frente do que a princípio parecia ser um boi inteiro nadando em sangue. As paredes, janelas e todos os eletrodomésticos e demais utensílio da cozinha estavam encharcados de sangue. O homem se inclinou e enxugou a testa com a manga do paletó, um gesto peculiar de quem esta suando e cansado do trabalho duro. O medo que até então estava só esperando um empurrãozinho para começar a dar sinal de vida se manifestou, porque agora que ele se inclinou ela pôde ver que, afinal de contas aquilo na mesa sendo retalhado não era um boi. Não, não era boi coisa nenhuma e sim uma pessoa, e estava usando botas de cowboy, muito parecidas com o par que seu marido tinha, aquele que ela lhe deu de presente no Natal passado e que ele sempre usava quando ia pescar no lago. Sentiu um líquido quente escorrer pelas pernas e um alívio repentino na bexiga, e notou sem muito interesse que finalmente urinara nas calças. Mas isso não era o mais importante agora. O importante mesmo era que esse camarada que estava ali na sua cozinha, usando a faca Gynsu de seu marido cortar carne, fazendo seja lá o que for com uma pessoa, e por favor meu Deus, que essa pessoa não seja o Tony, não notasse que ela estava ali, pelo menos até que ela chegasse ao seu carro na garagem e... Mas no momento em que ela pensou em se virar cautelosamente e sair, como se o homem tivesse conseguido ler seus pensamentos, uma voz terrível, rouca e cadavérica, como se saída da boca de um defunto, falou calmamente, sem que o homem sequer se virasse ou interrompesse o que estava fazendo: - Sei que você está aí. Ouvi o barulho do carro chegando e além disso você esqueceu de desligar o rádio. Está ouvindo? Gosto dessa música. Lá fora, o rádio de seu carro continuava tocando música muito alta, só que as guitarras de Jimmy Handrix agora foram substituídas pelo som dos The Doors tocando People are Strange. Ele começou a cantarolar a música e se virar bem devagar... Yara gritou quando viu seu rosto. Qualquer um gritaria. Ele era totalmente deformado, o rosto parecia mais uma máscara do dia das Bruxas, com dentes podres e lábios arreganhados em um sorriso hediondo. Mas o que a fez gritar não foi a sua deformidade, mas sim o que viu em seus olhos: loucura e maldade. Seus olhos eram cruéis, e irradiavam um ódio contido por tudo que fosse vivo. Sua boca estava suja de sangue e ela notou com crescente horror que ele havia lambido o sangue que escorria do corpo. Ele veio em sua direção e ela ainda tentou correr, mas ele agarrou-a pelos cabelos e puxou-a pra si, dando uma gargalhada terrível. Ela tentou fugir golpeando e chutando a esmo, mas ele era muito forte, parecia que tinha uma força sobrenatural. Tentou gritar, mas quando abriu a boca levou uma pancada na cabeça e desmaiou. E mesmo que ela tivesse conseguido gritar, quem a ouviria? ************** Quando acordou, horas depois, estava amarrada na cadeira de sua mesa de jantar, totalmente imobilizada e amordaçada. Sua cabeça não podia se movimentar para nenhum lado, apenas seus olhos se mexiam e olhavam ao redor, apavorados. E, coisa estranha, seus cabelos estavam molhados e ela sentia um desconforto na parte superior da cabeça, bem no centro. Tentou soltar as mãos. Impossível. Estava em uma posição bastante desconfortável e sem nenhuma chance de se mexer ou se soltar. Pelo pouco que podia ver, parecia que estava sozinha. Mas depois notou que não, não estava sozinha. Sim, finalmente pode ter certeza de que era seu marido quem estava na mesa. E agora o que ela via na sua frente era o que restou dele, arrumado cuidadosamente em sua poltrona preferida. O homem, ou seja lá o que era aquilo, retalhou seu marido inteiro, e depois tentou colocar tudo no lugar novamente, só que de uma maneira bem grotesca. A barriga estava toda aberta, expondo os órgãos internos, mas ela pode notar que faltava boa parte deles. Os braços e parte das pernas foram arrancados e pregados na parede. As orelhas e os olhos também foram arrancados e jaziam espalhados pelo chão. Ele colocou uma peruca loura na cabeça do cadáver, e vestiu uma saia que ela não reconheceu como sua. Passou batom nos lábios, imitando um sorriso de palhaço e nas suas mãos tinha um cartaz escrito: "Água mole em pedra dura, tanto bate até que fura, o pior pecado é a Luxúria". O desconforto na sua cabeça foi aos poucos ficando mais intenso. Depois de muito tempo ela percebeu que eram gotas que caiam na sua cabeça. Talvez algum cano tivesse estourado bem em cima dela. Depois ela notou que na parte da cabeça em que caiam os pingos não havia cabelos. Isso era certeza, porque ela podia sentir as gotas caindo diretamente sobre seu couro cabeludo e incomodando muito. Horas se passaram. Agora as gotas que caiam a todo o momento na sua cabeça pareciam ser feitas de chumbo. Tentando freneticamente se livrar das cordas, ela cortou os pulsos e se machucou inutilmente, sem conseguir se mover sequer um milímetro. A dor na cabeça estava ficando insuportável. Como ela não podia mexer a cabeça, as gotas caiam continuamente e num ritmo bem calmo, sempre e sempre no mesmo lugar... Ping, ping, ping... " Casal encontrado assassinado em casa. O açougueiro Antônio Marcos Ravel e sua esposa Yara Felix Ravel foram encontrados mortos depois de setenta e quatro dias, na sala de estar de sua casa de veraneio. Os corpos foram descobertos pelo vizinho, que veio passar as férias com a família e notando o cheiro que saía da casa, resolveu chamar a polícia. O Sr. Ravel foi encontrado na sala de estar, todo mutilado e retalhado, usando uma peruca e uma saia, maquiado de forma grotesca. Em seu corpo não restava uma gota de sangue. Sua esposa estava amarrada na cadeira da mesa de jantar, imobilizada, o assassino perfurou um cano bem acima da cabeça da vítima, fazendo com que gotas de água que caiam continuamente no mesmo local em sua cabeça, perfurassem seu crânio, levando a mesma a morte após vários dias de sofrimento e agonia. Ambos os corpos estavam em avançado estado de decomposição. O casal não tinha inimigos e eram pessoas honestas e trabalhadoras. Nada foi roubado e a polícia não tem pistas do assassino e nem do motivo de um crime tão brutal."


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What She Wants Me To Be

(Nat Salvatore)


Jessica

— Jess, amanhã não tem aula. — Darren me olhava como se eu fosse louca quando o avisei que tinha que ir embora. Como se eu não soubesse que era uma sexta à noite, mas meu relógio de pulso marcava quase onze horas.
Era aquela típica festa dos veteranos, onde todos bebem o que querem, fazem o que bem entendem... E essa já era a quinta chamada de minha mãe no meu celular, ela estava preocupada, e eu sabia muito bem que já era hora de voltar para casa.
— Eu tenho mesmo que ir — encontrei rapidamente seus lábios. Seu hálito era álcool puro. Em vez de bater boca comigo, Darren recolheu os braços que me prendiam contra a parede e voltou-se com um sorriso triplicado para a sua garrafa de vodka.
Quando me afastei de toda aquela balbúrdia confusa, caminhei até o meu carro, enquanto ligava para minha mãe.
Ela atendeu no primeiro toque.
— Mamãe? — eu sabia que estaria encrencada quando chegasse em casa.
— Jessica, querida, onde você está? — a voz dela era gentil, mas ainda apreensiva.
— Estou indo para a casa — falei, destrancando a trava do motorista.
— Ok, dirija com cuidado, meu anjo — pediu, e depois de nos despedirmos, desligou.
Manobrei para sair da vaga e peguei o caminho que me levava de volta. Eram umas três quadras até chegar a estrada, seguir por mais dez quilômetros, e chegaria.
A noite estava fria e lúgubre. Meu carro parecia o único veículo na face da Terra, enquanto eu acelerava para chegar o mais rápido possível no conforto dos braços de minha mãe. A neblina embaçava o meu pára-brisa e desfocava o meu caminho à frente.
Tudo que pude ver antes de frear foi o corpo inerte, deitado no asfalto, no meio da estrada.
Saindo do carro deixando os farois ligados (a noite seria um completo breu se eu os apagasse), encostei a porta e me apressei ao me aproximar mais da figura que bloqueava a parte direita da estrada.
— Senhor, você está bem? — o homem gemeu. — O que houve?
— Estou... Perdido. — Ele tentou focalizar seu olhar em mim.
— Deitado no meio da estrada? — perguntei incrédula.
— Não perdido desta maneira. — Ele virou seu rosto para o outro lado e sentou-se. A umidade de sua respiração misturava-se a neblina em formatos vertiginosos. — Metaforicamente, existencialmente.
— Precisa de ajuda? — segurava meu celular em minhas mãos, pronta para discar qualquer número que precisasse. Talvez até o de uma ambulância.
— Bem... Sim, eu quero. — O homem destampava uma garrafa portátil daquelas que armazenam bebidas. — Pode me ajudar? — perguntou, entornando a garrafa e bebendo continuamente do seu conteúdo.
— Está bêbado — afirmei, desconfiada, retornando apressadamente para o carro.
— Não — ele se virou para mim, e quando encontrou meu olhar, acrescentou: — Bom talvez um pouco.
Dei-lhe as costas e refazia o caminho para o mais longe possível daquele louco.
— Por favor, não vá. — Suplicou atrás de mim. — Preciso mesmo de ajuda.
Continuei andando. Se esse estranho precisava mesmo de ajuda, o que era evidente, não era eu quem poderia ajudá-lo. Minha mãe iria surtar. Ela iria surtar...
Pouco distante do carro, algo impediu meu caminho. O mesmo homem, com uma velocidade sobrenatural, estava na minha frente. Como? Era impossível. Meu grito ficou sufocado em minha garganta pelo estupor, quando o homem segurou-me pelos ombros. Eu podia ver a hipnose em seus olhos azuis quando ele se dirigiu a mim:
— Não se mova.
— Não quero problemas. — Encarei-o tentando fazê-lo acreditar em mim.
— Nem eu. Mas é tudo que eu consigo — Ele largou meus ombros e afastou-se um passo de mim.
— Por que não me mexo? — minha voz saiu entrecortada, enquanto eu tentava em vão me afastar e minhas pernas não obedeciam aos meus comandos. Meu corpo parecia pesado de mais para fazer qualquer movimento.
Ele bebeu mais uma vez antes de olhar para mim. O pânico tomava conta de mim quando percebi que ele não iria me responder.
— Qual é o seu nome? — sorriu como se tudo aquilo fosse divertido.
— Jessica — a resposta escapou dos meus lábios antes que eu pudesse impedir.
— Oi, Jessica. Tenho um segredo. Um bem grande. Mas nunca falei isso alto. Quer dizer, qual é o objetivo? — a cada palavra dele, lágrimas brotavam dos meus olhos incessantemente. — Não vai mudar nada. Não me tornará bonzinho. Não fará com que eu adote um cachorrinho. Não consigo ser o que querem que eu seja. O que ela quer que eu seja. Esse sou eu, Jessica.
— Você vai me machucar? — perguntei quase sem esperança em minha voz.
— Não tenho certeza. Porque você... — ele fez uma pausa e roçou as mãos ternamente em meu rosto. Como se aquela criatura pudesse ser capaz de alguma ternura. — Você é a minha crise existencial. Mato você, ou não mato?
— Por favor, não... — implorei por alguma faísca de bondade em seu âmago. Tudo que parecia existir naqueles olhos profundamente azuis era desamparo.
— Mas eu preciso, Jessica. Porque eu não sou humano. E sinto falta. Mas do que qualquer coisa no mundo. Esse é o meu segredo. Porém há um limite de dor que um homem pode suportar.
— Não, por favor! — desesperei-me quando ele se aproximou novamente.
— Tudo bem — ele afagou meus braços respeitosamente. Uma lágrima cintilou em seus olhos antes de cair como uma gota de chuva no asfalto. — Está livre para ir — observei enquanto suas pupilas dilataram e voltaram rapidamente ao normal e a paralisia em meu corpo sumiu. Todo aquele peso se fora e conseguia me mexer.
Corri sem olhar para trás. Podia sentir seu olhar alfinetando minhas costas, mas continuei correndo. Ao abrir a porta, um aperto firme e forte o bastante virou-me e a imagem de seus olhos vermelhos agora inflamava a tonalidade azul gelada quase impossível de ver. Minha última sensação foi a dor ardente de quando seus caninos cravaram-se em minha garganta, como naqueles filmes macabros de terror.


MERRY PART